quinta-feira, 5 de julho de 2018

Relacionamento Com Mulheres Trans: Mente aberta!


O homem “mente aberta” namora com mulheres trans/travestis?
Para  melhor entendermos classifiquei resumidamente  em uma lista  com  quatro deles.

1. Aquele homem que sente atração por nós, sabendo que nós somos trans. 
2. Aquele homem que sente atração por nós não sabendo que nós somos trans, e quando sabem, “supostamente” perdem essa atração. 
3. O homem HETERO, que diz que não sente atração por mulheres trans.
4. O homem que nos  ver como mulheres de fato ou como realmente somos aceitando nossa forma de ser e de sentir, sem querer mudar nada sem importar com a opinião dos outros e se entregar um relacionamento   na esperança de ser feliz.

Vou tentar falar sobre cada um de maneira mais resumida, pois se for falar tudo vai ficar um texto MUITO longo.

Sobre o que sente atração por nós e sabem que somos trans:

TODAS nós mulheres trans/travestis, passamos por situações quase diárias ou realmente diárias, onde os chamados “TLovers” (homens que querem ter relações com nós mulheres trans, mas com TUDO sendo completamente escondido, nem os amigos e nem a família podem saber) aparecem na nossa vida querendo apenas nos usar para depois largar como se nada tivesse acontecido.  Há outras informações no link: https://piresalexandra.blogspot.com/2013/08/o-que-os-homens-desejam-em-uma-travesti.html

Alguns são bem nojentos e já chegam DO NADA, realmente do nada, nas nossas redes sociais propondo sexo e mandando fotos pelados. O tanto de TLover que já me mandou mensagem na página do blog ou já quis me adicionar no meu perfil pessoal não dá pra contar!

Tem outros que são “mais espertos” e batem um papo legal com a gente e até marcam encontros, mas sempre de noite, em algum lugar distante e escondido, onde aí se “revelam” como TLover. A grande maioria deles são passivos e querem apenas ser penetrados, não que ser passivo seja um problema, é só mais uma forma natural de prazer, eu sei, mas só queria dar esse “P.S”

Realmente raro nessa sociedade machista que a gente vive, afinal quando um homem assume um relacionamento com uma mulher trans, ele é massacrado pela sociedade, e tem a sua hombridade questionada por todos.

Já o segundo (aquele homem que sente atração por nós, NÃO sabendo que nós somos trans, e quando sabem perdem a atração e o interesse) aconteceu muito  comigo quando usava sites de relacionamentos  (hoje em dia não uso mais, Na época em que usava o  site, toda vez que acontecia um match eu era muito elogiada e etc, mas na hora que eu falava que sou trans, eles falavam que não eram gays, ou me xingavam ou falavam “desculpa, não curto”. 

COMO que você sente atração por uma garota, e do nada o fato dela ser trans (o que é apenas um rótulo, pois não muda o fato de sermos mulheres) tira a tua atração? Estranho não?!

Bom, sobre o terceiro, que são os heteros (cis) que dizem que não sentem atração por nenhuma mulher trans, é o que eu mais acho estranho. 

Então, você é homem e  hétero (cis), ou seja sente atração por mulheres, mas não pelas que são trans? Como assim? Somos mulheres como todas as outras, é realmente estranho um cara deixar de sentir atração por uma mulher apenas por causa de uma palavra. 

Não, você não é obrigado a sentir atração por mulheres trans, mas uma coisa é você não sentir atração por uma certa mulher trans, afinal você também não sente atração por todas as mulheres cis, mas dizer que não sente nenhuma atração por TODAS as mulheres trans?? Estranho…

Sendo bem sincera, os TLovers são os que mais consomem pornografia trans durante a noite, mas que de dia são transfóbicos.

Isso faz parte, de toda uma sociedade que nos trata como homens, e que não nos vêem como nós somos.



Sobre o  quarto exemplo: Existem também os muito raros, que não são tlovers, e realmente são legais e não querem nada escondido,  tem a mente aberta e não  se preocupa com o que os outros vão pensar ou falar a respeito. eles nos vêem como mulheres e nos trata com  tal, se entrega  e uma relação de corpo e alma,  ama e também quer ser amado sem medo e sem nenhuma duvida. O que importa é sua felicidade.
Pessoalmente falando é assim que  vivo uma relação onde desde o inicio  fui tratada e vista como  uma mulher,  independente de ser uma mulher transexual, nunca fui questionada por isso e nem comparada as mulheres cis,  fui aceita como sou,  tive o total respeito e a certeza de que seria ele o meu grande amor. Hoje estamos há  alguns meses  juntos e nada mudou desde então,  ele continua me vendo  como a mulher que ele quer para vida dele e em momento algum se importou com  nada a respeito vindo de pessoas de fora do nosso relacionamento ou com esses rótulos que costumam a dar para nos trans. 

 Não é o fato  de existirem sentimentos  verdadeiros e fortes e por  estar  seriamente  em um relacionamento  comigo (primeiro relacionamento  dele com uma trans)  que o faz sentir menos homem ou um homossexual. Hoje sabemos que  orientação sexual e identidade de gênero  são coisas  diferentes.  pessoalmente falando tenho minha identidade de gênero feminina  com orientação sexual   heterossexual, mas isso eu vou esclarecer melhor em breve em uma outra postagem.


Em uma sociedade em que somos vistas ou como objetos para fetiche, ou como seres não humanos, vemos o porquê de homens sentirem vergonha ou medo de ter qualquer tipo de relação com a gente. Ou se tem, escondem, afinal, não somos merecedoras de quaisquer relacionamentos, isso não é apenas um privilégio para quem é cisgênero e heterossexual.

Uma sociedade em que a primeira coisa que me perguntam quando me conhecem é se eu tenho um pênis, é realmente uma sociedade com valores invertidos.


Ele realmente tem mente aberta? Ou tem medo de ser julgado e de ter sua masculinidade questionada? 

Porque esse homem que me chama de linda, etc e tal, e chega até a me perguntar se eu estou falando sério quando eu digo que sou trans, perde toda essa atração?

Hoje em dia, percebe-se que a masculinidade da maioria dos homens é algo bem frágil, todos querem ter um ego grande para tentar mostrar que são “homens de verdade”, enquanto a  maioria são apenas covardes. e com medo de ser felizes.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Relacionamentos e Amizades: '' O Desgaste ''

É natural que algumas pessoas que fizeram parte da sua vida, depois de alguns acontecimentos, fiquem distante. Isso normalmente acontece porque a pessoa e você deixaram de ter afinidades e coisas em comum. O rumo e “necessidades” da vida de cada um passaram a ser diferente. Decepçõestambém podem entrar no motivo desse distanciamento.
Talvez a relação estava “desgastada”:
  •  Estava com dificuldade de dizer ao outro coisas que te incomodavam? Ou então o outro é quem não podia dizer o que você fazia e o incomodava?
  •  O outro demonstrava comportamentos que estavam sendo agressivos e invadiam o seu espaço? Ou então, você agia dessa forma?
  •  Os caminhos, interesses, formas de pensar e agir de cada um eram diferentes?
“Algo” faz com que as pessoas se “enxerguem” de forma diferente. De repente a pessoa não é mais aquela que imaginava. Ou então já não é mais “interessante” nessa fase da sua vida. De qualquer forma, é importante“aprender” e tirar “proveito” do que foi vivido ao lado dessa pessoa. O que essa relação pode ter lhe acrescentado ou ensinado?
Vale à pena refletir se não existe algo seu nesse distanciamento. Talvez não tenha sido algo que o outro fez, ou que ele mudou. Talvez seja algo seu, suas dores, suas frustrações, suas dificuldades ou suas próprias mudanças (de interesses, comportamento, …) que provocaram esse afastamento. Nem sempre é o outro, é necessário refletir o que foi e é seu nisso tudo.
Essa reflexão ajuda a superar e lidar com esse distanciamento, também ajuda a entender quais são as suas escolhas e motivações nesse momento. A partir disso pode refletir se é importante você:
  •  Criar novos vínculos com outras pessoas, porque a pessoa que você se distanciou já não tem mais coisas em comum com você, ou então não “vale à pena” voltar a ter contato com ela.
  •  Tentar voltar a ter contato com aquela pessoa que não está mais fazendo parte de sua vida, porque percebeu que quem se distanciou foi você, e não ela. Ela demonstrava ser uma pessoa que era importante e lhe fazia bem.
Se você ficar preso ao passado, e não conseguir lidar com a falta ou a decepção em relação à alguém, é indicado o acompanhamento com psicólogo.


sexta-feira, 17 de março de 2017

Medindo o Amor


Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.


sábado, 17 de dezembro de 2016

Paixão instantânea



Você conhece alguém na sexta. No sábado não param de se falar. No domingo se encontram e passam a noite juntos. Na segunda você volta pra casa indiscutível e inevitavelmente apaixonado por um total estranho. Como explicar a conexão imediata? Dá pra confiar no sentimento que surgiu tão rápido e tão intenso? Seria ele fruto de carência desesperada? Vale a pena tentar?

A vida não tem graça sem que assumamos riscos. Se apegar é o maior deles, pois como bem dito na música "What Sarah Said", "amar é assistir alguém morrer". Quando gostamos, tememos a perda, a ausência. Deixamos de nos jogar em relacionamentos ou limitamos o que sentimos por precaução, pra não nos envolvermos a ponto de, quando o dia da perda chegar (se não no término do romance, na morte por velhice), sofrermos. Relacionamentos Relâmpago (ou RR) nos fazem questionar ainda mais essa lógica.

Provém de um sentimento avassalador que, em maioria, queima rápido, apagando em alguns dias, semanas ou horas. Um fogo no c* instantâneo que explode, te faz querer casar e ter filhos pra depois apagar e deixar todo mundo chorando no escuro de novo. Na melhor das hipóteses, esse fogo queima forte e até diminui depois que a ansiedade e a sensação de "novidade" perdem força, mas não se apaga. Se torna estável com elevações de temperatura ocasionais, criando assim o ambiente real para um relacionamento maduro perdurar. 



Por que esse sentimento veio tão de repente? Antes mesmo de beijar é possível sentir essa combustão assustadora e deliciosa, é quase incontrolável! Alguns fatores ajudam a identificar de onde isso vem e como pode terminar. Não é trabalho de cigana, não precisa pegar na mão pra ver o futuro. É só se olhar no espelho da mente:

 CARÊNCIA/DEPENDÊNCIA
A causa mais comum é também a mais perigosa em aspectos diversos. A busca por qualquer companhia pode ser tão primitiva que a primeira pessoa incrível que aparece se torna objeto de exagerada admiração, gerando aquela vontade de nunca mais desgrudar, medo psicótico de perder e dependência emocional, onde qualquer ameaça para o relacionamento (que nem começou) se torna motivo de choro. Sentimentos que nascem a partir disso geralmente têm fins tristes, onde um dos parceiros se sente sufocado e pula fora. 

REALIZAÇÃO DO IDEAL
Pessoas que idealizam um parceiro perfeito , e dão a cagada fenomenal de encontrá-los fisicamente, desenvolvem apego por um motivo simples: parece que se conhecem há muito mais tempo do que passou de verdade. Só que com isso, as chances de frustração são colossais, já que qualquer característica diferente do idealizado pode causar fatal decepção. Relacionamentos Relâmpago nascidos daqui possuem uns 50% de chance de darem certo pela sensação de conforto e 50% de afundarem pela falta de maleabilidade.

 QUÍMICA
A mais confiável forma de construir em cima de um Relacionamento Relâmpago é a química, principalmente se somada ao que falamos ali, a "Realização do Ideal". Significa que além de achar que conhece o parceiro há um tempão e confiar quase plenamente nele, há troca na vontade de estarem juntos, de funcionarem, mesmo quando não estão se pegando. Estando distantes, vão sentir saudade, vão trocar mensagens e não vão achar que estão ultrapassando nenhum limite, sabendo exatamente como agir. As  coisas que muitos homens dizem pra te pegar não têm vez quando a química é forte, tornando vocês, antes de namorados, bons amigos. 


DEVEMOS ARRISCAR?
Não é todo mundo que consegue fazer namoro dar certo a partir de um RR, já que a grande tendência da afobação é gerar frustrações. É como ganhar um jogo novo, amar muito nas primeiras horas, mas nunca zerar por ter ficado chato e repetitivo. Os que conseguem são os que compreendem que as primeiras impressões, mesmo sendo as melhores, podem enveredar para caminhos diferentes, porém, com consciência dos riscos e abrindo o peito sem medo da dor, estão dispostos a fazerem dar certo! 

Correr pra pedir conselho aos amigos pode não ser muito esclarecedor, já que tendemos a negar a veracidade dos sentimentos baseados no tempo em que as pessoas se conhecem, como se fosse impossível amar alguém depois de dois dias (ou algumas horas), por exemplo. Num relacionamento, só quem tá dentro sabe o que tá se passando por completo. Só quem tá dentro vai saber se deve ou não arriscar, então a resposta pra uma pergunta como essa parte bastante da sua capacidade de analisar o funcionamento como casal — e da intuição. Acha que deve? Então faça! Faça pronto pra dar certo e preparado se der errado. 

Não existem regrinhas de três pra dizer que a escolha certa é essa ou aquela. O que posso dizer é que tudo que é sentido, é real. A seriedade vem só depois, quando racionalizamos demais. A razão é importante, ajuda a evitar sofrimento desnecessário e esclarece dúvidas, mas não pode trabalhar sozinha. É preciso misturar com uma colher de risadas, duas de espontaneidade e uma pitadinha de paixão. Mexa bem e sirva quente.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Escolhas,existe segredo?


Fazer escolhas é dolorido. Temos medo de errar, temos receio de sofrer, temos medo de escolher o ruim e desprezar o bom. Escolher, em suma, é um misto de arte, dor, superação e aprendizado. Quero compartilhar, com você, meu car@ leitor@, novo ou velho, recente ou antigo, coisas para lhe fazerem pensar, enquanto eu mesmo penso nessas coisas que nos fazem pender entre, no mínimo, 2 alternativas.
Quando penso em escolhas, fico… penso, pendendo de um lado para outro, tal qual o pêndulo de um grande relógio de parede, a princípio sem saber o que escolher. Uma hora inclino-me a isto, outra hora a aquilo. Escolher dói, sempre dói. Quando a escolha não dói na entrada, doerá na saída. E digo: é melhor doer antes, porque é muito mais suportável, do que depois. A dor do depois, depois que a escolha já foi feita é, não raro, quase insuportável e irreversível.
Escolher bem, eis a decisão que temos diante de nós. Pergunto: como escolher bem? Respondo: não sei, só sei que é assim, vou escolhendo. Outras vezes, vou sendo escolhido. Vou vivendo nesta vida cheia de escolhas, cheia de opções, onde desconhecemos o futuro de nossas escolhas, e só conhecemos o presente daquilo que escolhemos. Não se preocupe, estava apenas divagando, enquanto escolhia as palavras “certas” a lhe dizer… mas, não sei se fiz uma boa escolha. Quem dirá? Talvez, você.
Mas, retornemos à realidade, à dura e crua realidade, a das escolhas que fazemos. Aliás, por que e como você chegou aqui? Por que escolheu ler este artigo em uma relação? Por que o título lhe chamou a atenção? Por quê, hein? Escolhas, estamos fazendo isso todos os dias, e o dia todo…
Eu escolho o que escrevo, você escolhe o que lê, escolhemos o que vemos, como vivemos, o que fazemos, e alguns escolhem até como querem morrer. Outros, escolhem viver. Eu, por outro lado, escolho não apenas viver, mas lutar e, quem sabe, vencer. Eu me dou o direito de escolher. Eu escolho poder escolher.