quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Desvendando a Orientação Sexual



Em algum momento, quando você era nenê, começou a pegar coisas com uma mão ou outra, instintivamente. Assim como o uso da mão, a orientação sexual inicia cedo, em geral antes da puberdade e antes de as crianças começarem a manter relações sexuais. Faz parte da sexualidade escolher parceiros românticos e sexuais de um gênero ou de outro, ou de ambos.
Para algumas pessoas a orientação sexual pode variar no curso da vida, mas para outras não é algo que se possa decidir.
Na verdade, a orientação sexual não pode ser mudada pela psicoterapia ou qualquer intervenção. Eis uma breve descrição: a orientação sexual se refere a atração sexual que as pessoas sentem e pode ser hétero ou não hétero. Hétero é usado para definir as pessoas que se sentem atraídas pelo sexo oposto. Quando um homem é atraído sexual e romanticamente por outros homens é chamado de homossexual. As mulheres que gostam de mulheres são conhecidas como lésbicas. As pessoas atraídas por membros de ambos os sexos se chamam bissexuais.
Geralmente, em inglês, essas pessoas são conhecidas como "queer" que inclui também transexuais, transvestidos e pessoas que não se adaptam as identidades sexuais hétero. São chamados, de forma despectiva, de afeminado, bicha ou veado e uma série de palavras controvertidas. Por muito tempo, palavras ofensivas foram usadas (e ainda são utilizadas) para insultar ou atacar e espalhar intolerância e preconceitos. Mas, ao longo do tempo, muitas pessoas não hétero que saíram do armário lutam para recuperar a exclusividade do termo bicha ou veado. Quando essas palavras são usadas com respeito, muitas pessoas acham que captam a variedade e diversidade das orientações sexuais não hétero e das identidades genéricas heterodoxas.
Acredite, é normal
Ao longo da história, algumas organizações religiosas, científicas e culturais condenaram o amor entre pessoas do mesmo sexo e o consideraram antinatural, um ato pecaminoso da vontade. Ainda hoje, não é totalmente aceito e continuam os debates sobre a causa da atração entre pessoas do mesmo sexo.

Você pode ter certeza de algumas coisas:
1. A orientação sexual não é opcional.
2. Não é uma doença.
3. Não é algo que se possa "curar" por meio de terapia ou de tratamento médico.
4. Nenhuma forma de simulação mudará o que você é.
5. Todas as orientações sexuais são totalmente normais.
A orientação sexual faz parte da identidade de cada pessoa e os homossexuais são tão amorosos, éticos, produtivos, inteligentes, belos e humanos quanto os heterossexuais. O amor entre o mesmo sexo é normal, saudável e com as mesmas possibilidades de manter relações satisfatórias, felizes e sérias que o amor hétero.
Então, como é que as pessoas sabem se são homossexuais ou não? Vamos supor que você é homossexual, fala isso ou não? Quando diz?
Se lançar um olhar retrospectivo, alguns adultos homossexuais dizem que eles sabiam desde crianças que eram assim. Alguns na terceira ou quarta série da escola. Outros não se mostraram seguros até chegar à universidade, ou ainda depois. Não há fórmulas nem pistas para estas coisas. Se você tiver dúvidas sobre o assunto, preste atenção aos sinais do cérebro ou do ventre. Cedo ou tarde, você vai perceber do que gosta mais.
Saindo do armário. Rebelando-se.
É ótimo gostar de quem você é. Ajudará muito se você gosta de você. Mas, comunicar isso aos outros pode ser muito difícil.
Talvez você seja aquele rapaz fraco que gosta das artes, e seus amigos te chamam de "bicha". Ou talvez você ri nervosamente quando seus amigos falam da professora "machão" de ginástica, sabendo que eles falariam o mesmo se soubessem de você.
Nessas situações, quando você quer se dar bem com todo mundo para evitar brincadeiras pesadas dos colegas e preconceitos dos pais, é quando aparecem muitas razões desagradáveis pelas quais as pessoas preferem se esconder o verdadeiro eu.
Contudo, você também pode decidir quando, como e com quem discutir sentimentos. No fim das contas, o silêncio é como a morte e a verdade vai te libertar. Quase todas as lésbicas e os homossexuais dirão que ao revelar a identidade -quando o acharam apropriado-foi o melhor que puderam ter feito, sem pensar nas consequências que teriam de pagar. Mas, é bom lembrar, revelar sua identidade no lugar e tempo errados pode ocasionar consequências negativas. Tudo depende da situação. Por isso, escolha bem o momento e as condições para sair do armário.
Numa hora você estará pronto/a. Você perceberá que tem o poder de te proteger, de escolher a pessoa adequada e a situação certa. Enquanto isso, aprende as seguintes lições:
1. Não há nada de errado com você.
2. Você não está sozinho (há mais de 600.000.000 homossexuais no mundo).
3. O homossexualismo acontece em todo o reino animal -desde cisnes até ursos cinzentos- entre os pássaros, os peixes, os reptis e mamíferos.
4. Você tem o direito básico dos seres humanos de ser quem você é.
5. Quando você se aceitar, terá o poder de se defender.
Homossexual ou heterossexual: Você é o que você é
Eis o surpreendente. Essas lições são certas, ainda que você seja hétero!
Não há motivo para que só homossexuais defendam a própria identidade sexual. Muitas pessoas heterossexuais marcham junto com homossexuais no desfile anual Pride, que acontece em vários países, e recebem a força para declarar ao mundo que cada um tem o direito de ser como é.
Minha última ideia acerca da orientação sexual: não importa quanto queremos que o assunto seja claramente entendido, às vezes é confuso por um tempo. Tenha paciência. O coração te indicará o caminho certo

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

O amor entres duas pessoas



Muito tem sido escrito e falado sobre o amor. Seu conceito, entretanto, tem sido freqüentemente distorcido. Talvez o maior erro seja rotular a forma física do amor entre homem e mulher como pecaminosa. O amor, em sua natureza, é somente espiritual. O amor físico (erótico) é apenas seu reflexo no plano físico. O amor físico é natural e desejado por Deus. Como as pessoas podem aceitar a idéia de que a naturalidade dada pelo Criador, a qual dá lugar a toda vida biológica, é pecaminosa? Ninguém percebeu o quão enorme é a quantidade de energia que emana da força sexual? Ninguém ainda notou como brilham duas pessoas que são puras no amor?
Aí se segue outra distorção: declarar a mulher como um ser inferior. Durante séculos, mulheres foram usadas como moeda de troca por suas novilhas, territórios, e Reinos. Após a troca, onde não havia espaço para o amor, o ritual de um padre supostamente santificava o abuso sexual nestas mulheres pelos homens, para livrarem-se do pecado!
Já há muito tempo poderíamos ter deduzido que a qualidade do amor entre um homem e uma mulher é determinante na qualidade da próxima geração. Quão diferentes são as crianças concebidas a partir do amor daquelas que são geradas somente a partir do sexo!
A terceira perversidade e negação do amor é a fornicação. A fornicação é um ato sexual sem o amor mental e espiritual. Portanto, sexo em troca de dinheiro, de paz no casamento, sexo a partir de curiosidade erótica, da vaidade, do auto-abuso, sexo precoce, homossexualidade, sexo entre parentes, perversão, e especialmente sexo por prazer. Quando a relação sexual está baseada no amor espiritual, seu motivador é o desejo de proporcionar ao parceiro carinho, para equilibrar a energia sexual do espírito do parceiro. Então, é um ato de doação! Quando a relação sexual está baseada no egoísmo, sua motivação é de obter prazer somente para si. Como resultado destes motivos conflitantes: dar – receber, ações energéticas a partir de processos eróticos ocorrem completamente diferente. Se o motivo é dar, então o parceiro recebe energia e é grato ao amor, sentindo-se revigorado, equilibrado e feliz. Não se sente cansado! Entretanto, se o motivo é apenas receber, então o espírito do parceiro é privado de energia e o resultado é uma sensação de cansaço, de desgosto, de futilidade. Deus proibiu as pessoas do ato da fornicação para seu próprio bem! O resultado da fornicação é a perda do poder sexual e vital. Não importa se acontece dentro ou fora do casamento.
A quarta distorção é o fato de manter o processo do amor físico sob um véu de segredos.
A Luz não tem segredos. Os jovens deveriam ser plenamente informados a respeito. Entretanto, o papel de instrutor tem sido freqüentemente exercido por pessoas para as quais nada importa, exceto a matéria física. São os conhecidos sexólogos. Como se o amor pudesse ser estudado! O que podem dizer sobre a espiritualidade e os sentimentos, que são pré-requisitos para o amor verdadeiro? Eles somente sabem ensinar como fornicar! Em sua opinião, a finalidade do ato sexual é descarregar a energia sexual, a assim chamada gratificação sexual, e não a de doar ao parceiro o poder sexual.
Outra manifestação de distorção e de ignorância é a de alegarem de que o único propósito da ligação sexual é o da reprodução. Estes têm como ideal uma família com doze filhos os quais os pais nem sequer podem sustentar, educar com responsabilidade ou dar a devida atenção. O resultado então não é o paraíso na terra, que deveríamos construir, mas sim o vale de lágrimas onde somente a esperança pelo “céu após a morte” é muito bem vendida. A sabedoria do amor também inclui a paternidade consciente e responsável!
A sexta manifestação de distorção é agir contra a criatividade, portanto, também contra a criatividade do amor. O entorpecimento e estereótipo resultam na perda da alegria do amor.


                                     Condições para atingir o verdadeiro amor:



A primeira condição é a dimensão espiritual desenvolvida do ser humano. Somente pessoas vivas em seu espírito são capazes de receber a radiação do amor do Criador, de serem afetadas por ela e de assim também poderem oferecê-la a seu parceiro. Neste caso, o amor espiritual e emocional controla a direção do instinto sexual. A condução espiritual destes seres humanos proporciona o encontro de seu parceiro ideal, no tempo certo. As pessoas que não desenvolveram sua dimensão espiritual são incapazes de amar verdadeiramente.
A segunda condição do verdadeiro amor é a igualdade. A igualdade não se trata somente de um estado legal. Para entendê-la, precisamos, primeiramente, perceber que o espírito feminino é diferente do masculino. Os homens são caracterizados por sua energia criativa ativa – por sua atividade, tenacidade, firmeza, racionalismo, e estão melhores instrumentados para a vida material. Por outro lado, as mulheres são caracterizadas por sua energia criativa passiva, pela capacidade de receptividade, intuição, adaptação, sensibilidade, e estão melhores aparelhadas para perceber o mundo espiritual. Os homens possuem uma predisposição maior para ter uma visão racional do mundo enquanto as mulheres enxergam o mundo mais emocionalmente. Suas conexões mentais interiores enriquece ambos, permitindo uma visão mais coerente do mundo e complementando um ao outro. Estar ciente das qualidades do sexo oposto é fundamental para a construção do amor. O que amamos na outra pessoa são as características de sua personalidade que tremulam sob a vontade de Deus, e as quais não possuímos. Então, na verdade, mesmo ao amar nosso parceiro, estamos amando a Deus, a fonte de toda bondade.
A terceira condição para o amor verdadeiro é a humildade – a percepção da própria imperfeição. A partir do amor ao parceiro, tenta-se, primeiramente, esconder os próprios traços ruins e assim eliminá-los. Este esforço é a concreta manifestação do amor; é o maior dom, pois exige o esforço máximo. Ninguém quer mudar a si mesmo! Somente a magia do amor é o gatilho que transforma a característica própria com a intenção de trazer alegria à pessoa amada. Assim, o amor é o maior estímulo para o crescimento espiritual.
A quarta condição para o verdadeiro amor é a completa transparência e sinceridade. É necessário que se conte tudo ao parceiro; é a única forma de tornar parte um do outro! Aqueles que não conseguem isso não são merecedores do amor verdadeiro. Os sexólogos, ao contrário, ensinam aos parceiros sobre os assim chamados jogos conjugais, cuja essência é a simulação do comportamento. Os parceiros têm que atuar como atores e não levam nada muito a sério; jogam o jogo da vida na vida real.
Assim, os chamados casamentos persistem; pois de outra forma seriam denominados polígamos (tendo mais que um parceiro). Mas aqueles que dizem tais coisas nunca experimentaram o estado do verdadeiro amor. O amor é perfeitamente monogâmico! Quando um homem e uma mulher estão internamente conectados, ambos ficam automaticamente “castrados” e fechados para outros. Isto significa que não conseguem ver outros como objetos sexuais. Devido ao fato de as relações verdadeiras haverem virtualmente desaparecido, o desejo pelo sexo oposto surge em nosso subconsciente; e todos, solteiros e casados, são constantemente atraídos eroticamente pelo sexo oposto. Seu subconsciente está continuamente procurando pelo amor verdadeiro, não sendo capaz de encontrá-lo.
A quinta condição para o amor verdadeiro é a completa desconsideração de posses materiais, e de relações social e familiar no relacionamento. Ai daqueles que tentam impedir o amor verdadeiro por tais motivos. O que Deus uniu, que nenhum ser humano separe! O amor é a negação da influência do mal; portanto, por meio dos adversários do amor verdadeiro, o mal atribui tal importância aos motivos legais e racionais.
A sexta condição para o amor verdadeiro é estar preparado para ele e orar por ele. Para aqueles que batem, a porta será aberta. Entretanto, devem ser merecedores do amor verdadeiro e estarem preparados para ele. De acordo com a lei da uniformidade, o homem preparado encontra a mulher preparada e o homem despreparado encontra a mulher despreparada. No último caso, há somente uma solução: os esforços mútuos em direção ao aperfeiçoamento; afinal de contas, foi para tal fim que se encontraram. Assim, podem ambos se transformar em pessoas melhores.
O amor verdadeiro entre um homem e uma mulher é o doar recíproco – a doação incondicional e sem exigência de reconhecimento, pois esta é a natureza do mundo. Aqueles que param de doar, perdem a capacidade de amar. Portanto, caem no egoísmo, na solidão e no desespero. Não são punidos; punem-se a si mesmos pelo desrespeito à ordem espiritual da Criação.

domingo, 25 de outubro de 2015

Amar...


Amar. Verbo difícil de ser conjugado. Difícil de aprender, mais difícil ainda ensinar. Mas precisamos dele e, assim, não temos como deixá-lo de lado. Apesar de ser difícil entender tudo que ele faz conosco. Noites perdidas, choros, soluços e uma porção de coisas que não conseguimos nem definir. Tudo parece tão bonito quando se ama e se é assim, por que não amar?
Eu digo. Porque amar traz dor de cabeça. Amar dá trabalho. E quem está disposto a se esforçar? Queremos um amor do tipo mala com rodas, daqueles que não nos demandam força. Talvez, seja por isso que nos encontramos em relacionamentos tão vazios e sem vida.
Queremos alguém que se encaixe perfeitamente em nossas vidas. É como se estivéssemos em uma entrevista analisando o melhor currículo. Se o candidato aparenta algum problema, logo tratamos de dispensá-lo. Afinal, não queremos ficar com alguém que nos traga problemas. Queremos, como diz o povo, “uma árvore com sombra”.
Mas, e aí? O que isso garante? Um relacionamento estável? Uma troca de conveniências? Provavelmente, mas nada substitui o amor. Amor de verdade, não desse tipo. Daqueles que tiram o sono, que nos faz renegar a vida sem o ser amado, que provoca choros e soluços. Pois, o outro é cheio de defeitos e erros. E ainda assim o amamos.
Amamos, como diria Nietzsche, porque estamos habituados a amar. Mais que isso. Porque reconhecemos no outro as nossas fraquezas. Quem ama é humilde para reconhecer que possui inúmeros defeitos e, ao contrário do que pensam, enxergar os pormenores dos defeitos do outro.
Enxerga e não se conforma com a situação. Pelo contrário, busca melhorar. Se livrar dos vícios que o afastam do ser amado. Reconhece que tem defeitos e que o outro também tem, mas não se dobra a eles. Tenta fazer deles seus escravos. Uma vez que a beleza do amor está em torna-se alguém melhor para o ser amado. Isto é, extinguir todas as barreiras que o afastam do outro.
Não é prepotente para dizer me aceite como eu sou. Tem coragem para amar e estar ao lado do outro como o melhor que pode ser. Portanto, se esforça. Sem medo mergulha em águas profundas a procura da beleza que só o fundo do oceano pode ter.
Não tem medo de ligar de madrugada, se for para dizer eu te amo. Sabe que a cada dia pode melhorar e melhora. Não porque existe uma obrigação, mas porque a vida nos dá oportunidades e não é pela preguiça e conformismo que devemos deixá-las passar. Deixar passar a oportunidade de ser importante para alguém de verdade e em cada suspiro ter o seu eu junto.
Amar é superar os obstáculos unidos. É saber caminhar de mãos dadas, e quando necessário, carregar o outro no colo. Amar não é ter alguém pronto ou perfeito. Amar é estar disposto a se tornar perfeito para o outro. É não ter orgulho para pedir desculpas e chorar se for necessário. Amor é muito mais do que um contrato ou uma seleção.
Amor é para quem não tem medo de sustentar sua existência além de si mesmo. É para aqueles que gostam de mochilas sem rodas. É para que tem no abraço do outro um refúgio que livra de todos os medos. É para quem não tem medo de se envolver, de estar junto e lutar dia a dia lado a lado. É para quem entende que o amor tem beleza própria, a qual nos faz belos.
Amar é um desafio, a qual nem todos conseguem passar. E por isso procuram opções mais fáceis, mais rápidas. Mas, o amor é para quem tem paciência. É para quem tem coragem de ser a razão do sorriso do outro. É para quem se esforça para ganhar mais sorrisos, pois os sorrisos de um amor são como poemas na alma. É para operários que não têm medo de se sujar, pois

“O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.”

A partir da vida, encarando a si mesmo

Convido você a ficar cara a cara com a sua vida. Olhar com carinho e detalhadamente para ela... Ver nela quais são os caminhos que você tem escolhido trilhar em sua vida até agora, mas principalmente, descobrir por que motivo você vive realmente.
Você já parou para pensar quais são os motivos que te trouxeram à vida? Os motivos que nos trazem à Terra serão os mesmos que escolhemos para nortear a nossa vida cotidiana?  Será que nascemos para trabalhar ou para somente desfrutar? Nascemos  para a família, os amigos, o cônjuge, os filhos ou para nós? Será que a vida se resume a ir do trabalho para casa e vice versa? Será que nascemos para ter ou para ser? Será que você tem metas, objetivos para a sua vida? Será que vivemos para comer ou comemos para viver? Será que em nosso dia a dia somos apenas a consequência de tudo ou somos a causa do crescimento? Você vive ou, sobrevive apenas, passando um dia após o outro vivendo da mesma maneira?
Quando nascemos, raramente nos situam quanto ao nosso papel aqui na Terra. Facilmente nos envolvemos pelas questões materiais, buscando a felicidade, e muitas vezes, a qualquer preço. Seja felicidade o que for para você: uma casa própria, uma casa na praia, o carro do ano, uma casamento bem sucedido, um trabalho rentável, uma polpuda conta no banco...
Poucas vezes felicidade está associada a viver com simplicidade, atento aos nossos sentimentos que surgem de situações diárias, buscando neles os objetivos de ter nascido. Muito menos, refletimos do porque estarmos entre essas pessoas, nessa chamada família. Por que motivo, levamos a nossa vida dessa forma? Nossas escolhas estão vinculadas a como enxergamos o mundo. Decidimos ver de uma forma e isso faz com que não enxerguemos mais nada. Afinal, nosso foco determina tudo o que acontece ao nosso redor, isso porque nos transformamos em um imã de onde nos detemos a olhar mais minuciosamente. Se vejo problemas atrairei o mesmo para perto de mim...
Voltemos a pergunta inicial: por que você vive? O motivo do seu viver é importante? Onde está alicerçada a sua existência? Quais as crenças que movem o seu dia a dia? Quais as regras que você criou por conta do que você acredita e que são determinantes para a forma de você se relacionar consigo mesmo e os outros. Qual filosofia de vida norteia as suas atitudes?
Toda nossa existência é pautada pelos altos e baixos, sem nenhuma exceção à regra, pois o fato de necessitarmos nascer nos habilita a grande experiência da vida. Viver, conviver com nossas decisões, ora mais acertadas, ora nem tanto. O resultado das escolhas: o aprendizado com nossos equívocos.
É muito interessante que comecemos desde já a observar o quanto o nosso estado de espírito determina exatamente como as situações se sucedem em nosso cotidiano. Diariamente usamos o nosso livre arbítrio em pequenas tomadas de atitudes que desencadeiam uma torrente de outras, como efeito dominó, no qual podemos optar para qual lado ir. Em nossas mãos está a ação, o amor incondicional e a sabedoria, ocultadas por camadas de inferioridades que dificultam a sua manifestação efetiva em nosso dia a dia. O primeiro passo seria assumir que transferimos a responsabilidade para terceiros, os rotulando de vilões, acabando por fugir, desviar do real motivo de tudo estar acontecendo dessa forma, ou seja, nós mesmos.
Como um ímã que somos, cocriamos nossa realidade a medida que pensamos, sentimos, agimos em determinadas direções e nãos necessariamente no mesmo sentido. Muitas vezes nosso foco se volta para pontos diferentes, onde nem sempre há unanimidade  em nosso raciocínio perante nossas emoções e vice versa, tudo isso desemboca na prática do nossos momentos experienciados que nos ensinam mais e mais o quanto somos relaxados, desonestos e fúteis quanto ao nosso real propósito de estarmos vivos: evolução. Entretanto, evoluir significa melhorar, crescer e para isso a reforma em nosso íntimo se faz necessária, sem ela não há como seguir em frente sem atrair situações que nos ensinem pela dor.
O ponto chave é estarmos bem, em paz, em harmonia conosco e com os demais. Porém, não há como alcançar esse equilíbrio enquanto vivermos a vida dos outros, estarmos sempre nos preocupando com o que irão falar, sentirmo-nos tristes, desesperançosos, optarmos em nos manter em nossa zona de conforto, passivos, acomodados diante dos acontecimentos, nos deixando levar sem agir ou agir sem refletir, amar sem ponderar, conhecer sem filtrar... Entre tantas outras.
Sendo nosso objetivo evoluir, precisamos aprender a lidar com a nossa realidade de vida, permeada de altos e baixos que estão relacionados aos nossos ensinamentos. Quanto maior o aprendizado, maior a chance de ele surgir em situações de embate, de confusão, de dúvidas, de dívidas, de frustração para aflorar aquilo que devemos curar.  Nossos desafios são diferentes dos outros, portanto, nossa reação também, diante disso a vida propõe um conjunto de situações que nos chamem para evoluirmos como crises, sofrimento, tristeza, raiva, impaciência, traições, acidentes, perda de emprego, mortes, entre outros, para que cada uma dessas e outras circunstâncias revelem o que nós temos dentro de nós a partir da maneira que iremos reagir a cada uma delas.
A intensidade, a força e a maneira  que os acontecimentos surgem em nosso cotidiano nos fornecem indícios importantes sobre onde nos encontramos em nossa escalada rumo a evolução. Se buscamos ser uma pessoa melhor, a cada dia, prestando atenção a forma como reagimos diante dos fatos da vida, manifestando a vontade e persistência em ser cada vez  mais paciente, mais humilde, mais coerente na forma de agir com o que é dito e pensado, aproveitando oportunidades em cursos e palestras, estamos mandando sinais para o universo com o código: EU DECIDO APRENDER PELO AMOR, ME MANDE SITUAÇÕES NESSA LINHA DE RACIOCÍCINIO TAMBÉM!
A vida é um agrupamento de eventos que nos desafiam constantemente (DEPRESSÃO por exemplo) a ver o que há por trás da sua fachada. É esperado de nós que tomemos uma atitude com relação ao que não nos deixa sermos felizes (esses são prováveis motivos de termos nascidos). Tudo o que acontece ao nosso redor tem um propósito que é camuflado nas pessoas, em situações, em sentimentos e em pensamentos.
Como somos diferentes, nossos caminhos não são iguais e eles refletem nossas escolhas que surgem do nosso limitado livre arbítrio. Por causa disso, é importante entender que não existem caminhos errados, porque não há como irmos contra uma das leis mais importante da natureza de nosso universo que é a lei da evolução constante. Não há como recusar ou refrear as mudanças que a vida nos propõe. Estas transformações, mais cedo ou mais tarde acontecerão, sejam elas pela dor ou pelo amor,o certo é que nós iremos evoluir. Muitos pensam que o nosso caminho espiritual é o único, porém, o caminho da espiritualidade, da sua evolução espiritual é o caminho de todos os homens. Não sabem que cada um segue por um atalho diferente, mas todos nos conduzem a um mesmo ponto: ao crescimento tal que não é mais preciso nascer novamente.
É interessante perceber, que as trevas (problemas, medos, sofrimento, dor...) também conduzem à Luz (ao bem estar, a superação, a paz...).  O destino é um só. Se nascemos, por exemplo, para nos "limparmos" de raiva, de ódio e de agressividade, certamente iremos atrair e passar por situações e experiências deste tipo (e que todos passam a sua maneira), mas às quais reagiremos com estes sentimentos. Todos nós passamos por situações conflitantes, negativas, mas reagimos do nosso jeito, porque nossas características são congênitas, trouxemos junto ao nascer. Por isso, evoluir consiste em melhorar nossas características inferiores congênitas, pois a nossa personalidade é congênita, já nasce conosco e é, basicamente, a mesma da vida anterior. E é o que teremos que trabalhar em nós, e se o conseguirmos, isso resultará em nossa autoevolução. Por isso, vamos indo, vida após vida, até que nos purifiquemos, até que eliminemos as nossas inferioridades, até que estejamos aptos a prosseguir nossa evolução em outro plano, que não o da terra, que é onde estamos hoje.
Não devemos culpar nada e ninguém, pelo contrário, devemos agradecer a qualquer pessoa ou situação que nos possibilite perceber que ainda não estamos curados, que ainda não somos perfeitos, pois somente assim, é possível ver o que precisa ser mudado, para então nós conseguirmos evoluir. E, lembre-se, o problema não é cair na estrada da vida é decidir ficar caído, porque quando decidimos seguir em frente em nosso caminho, sempre recebemos auxílio e das fontes mais inesperadas...
É chegada a hora de encarar a verdade de frente e compreender que não estamos a passeio nessa existência. Temos, e muito, tema de casa a ser feito. Evoluir, crescer, se melhorar, ser feliz, viver em paz consigo mesmo e com o seu próximo demanda trabalho e ele é diário. Aplicar tudo o que aprendemos em nosso cotidiano de maneira a torná-lo melhor é uma meta que deveria estar em pauta na vida de todos nós.
Decidir a cada instante aprender pelo amor, facilita muito estar em comunhão com o que a vida espera de nós. Nem sempre conseguimos sozinhos. Nem sempre nossas crenças nos permitem enxergar além do local de onde nascemos. Nem sempre nossas emoções nos motivam a seguir em frente... Nesses casos,  a nossa vida para, não segue mais em frente e quando isso acontece, o universo nos olha e observa nossas atitudes, se irermos mudar nossa postura diante da vida por nós mesmos: procurar ajuda, ir atrás de cursos, de vivências, de palestras que o ajude a despertar para o próximo passo a ser dado na sua evolução pessoal.
Trago algumas frases sobre evolução de diversos Mestres e autores  para nos inspirar a refletir e seguir em frente, escolhendo aprender pelo amor e não pela dor, que nada mais é do que a intervenção divina se apresentando a nós quando não decidimos melhorar nossas inferioridades por nós mesmos...
“O caminho da luz, que é o caminho da evolução, é responsável pela felicidade. Entretanto, para isso, cada um deve enfrentar e assumir sua própria escuridão. Eu passei por isso, Jesus passou, Gautama passou, muitos outros passaram e você passará, cedo ou tarde, cabe a você buscar e acelerar esse maravilhoso processo”.  Mestre Hilarion

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Sem ressentimentos - A vida é mais leve sem eles



 Você recebeu um tratamento péssimo da namorada ou do 
namorado, do seu marido ou da sua mulher, dos seus pais, dos filhos, dos 
vizinhos, de algum amigo, ou até do cachorro!
Você tem toda razão em estar triste ou desapontado!
Mas, esses sentimentos só têm lógica naquele momento.
Nunca mais!
Se você está, ainda hoje, sentindo essa decepção, essa 
tristeza, essa mágoa com outra pessoa, então, você está ressentido com ela. 
Veja o significado da palavra ressentimento: re-sentimento, 
quer dizer sentir novamente.
Ao guardar qualquer ressentimento, você está se acorrentando a 
alguém que lhe fez mal.
E essa pessoa pode nem mais estar pensando nisso!
Você pode estar re-sentindo a dor que só existe em sua memória. 
A outra pessoa, por pior que tenha sido, não será prejudicada 
por seu ressentimento.
Só você!
Viva o momento que estiver vivendo.
Há momentos de tristezas, decepções, erros, partidas, traições 
ou simplesmente azar.
Chore, reclame, brigue e viva o momento que tiver que viver.
Mas, quando o momento passar, viva o momento seguinte, sem 
ficar com os grilhões do passado prendendo sua existência.
Esqueça as coisas ruins do passado. Ele não existe mais.
Isso inclui os ressentimentos contra pessoas.
O que quer que ela tenha feito de errado, ontem ou há 30 anos, 
deve ser deixado de lado.
Não sinta ressentimento quanto aos erros dos outros.
E, se mesmo com toda a lógica do mundo, você ainda estiver 
sentindo re-sentimento e mágoa de alguém, lembre-se do que disse 
Shakespeare: "Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a 
outra pessoa morra..."
Portanto, "o que se foi não é o que mais importa, mas sim, o 
que você faz com o que restou.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A Tristeza Transformando-se em FELICIDADE


Já foram escritos muitos livros a respeito do pensamento positivo. Como pensar positivo diante de tantos desafios? É a questão discutida e também era o que dizia Ana Helena, ao se apresentar em meu consultório.
– Já estou cansada de ouvir que preciso ter pensamentos positivos. Linda filosofia, mas como? É o que eu quero saber. Isso mesmo, como pensar e agir positivamente? Esse é o “x” da questão. Quantas vezes estamos indo bem, em uma linha reta e, de repente, “pluft”, somos invadidos por uma onda de negativismo que põe tudo a perder? Cada emoção negativa se multiplica por outras tantas e então vem aquela vontade imensa de se encolher, de chorar.
Os ombros caem, a voz fica fraca, a respiração fica alterada, os pensamentos mais escabrosos de tudo o que não deu certo grudam em nossa mente e as imagens perdem o colorido, o brilho, o movimento.
O jeito então é deitar em um quarto fechado, de preferência ouvindo uma música melancólica e saudosista. Ah! já ia me esquecendo, um ingrediente muito importante é sentir pena, mas muita pena de si mesmo, e pronto: formou-se um quadro de pensamentos negativos.
E que ninguém venha falar que a vida é bela ou outra balela qualquer, porque aí a “casa cai”. A gente aproveita para brigar com o mundo, esbravejar, encontrar um culpado.
Essa é uma maneira eficaz de ficar deprimido, esquecendo todas as coisas boas que já experimentamos. E por que isso acontece, se o que nós seres humanos mais almejamos é sucesso e felicidade?
O cérebro humano, disse eu à Ana Helena, funciona de uma maneira cibernética. É um conjunto de informações, atuando em uma mesma rotação, em um mesmo movimento. Imagine um triângulo eqüilátero.
Em uma ponta do triângulo está a fisiologia, que é o funcionamento do sistema nervoso (postura corporal, respiração, pulsação cardíaca, transpiração etc.). Na outra ponta, a representação interna, que são imagens, sons e sensações, os sentimentos percebidos no momento. Na terceira parte, a linguagem, tudo o que falamos, pensamos ou demonstramos através do nosso comportamento.
“A gente briga com o mundo, esbraveja, procura um culpado. Essa é uma maneira eficaz de ficar deprimido, esquecendo todas as coisas boas que já experimentamos”O interessante em tudo isso é que, ao alterarmos um lado do triângulo, os outros dois são alterados automaticamente, pois funcionam em conjunto.
Muito bem, disse Ana Helena controlando sua expectativa, quase raivosa:
– O que isso tudo tem haver com pensamento positivo?
– É fácil, vamos experimentar na prática, disse eu. Se der certo e minha tese estiver correta, você fica e eu a ajudo a ser dona do seu destino, senhora de sua alma. Agora, se nada acontecer, você venceu, seu caso não tem solução e a vida é realmente uma droga. É o seguinte: eu quero que você imagine como se fosse uma pessoa muito poderosa e respeitada, alguém no auge do sucesso e feliz com suas vitórias. Então, fique em pé e alinhe seu corpo com firmeza e determinação, como aquele dia em que você olhou no espelho e se achou o máximo. Coloque um sorriso no rosto de ponta a ponta, respire como se estivesse diante da vista mais deslumbrante que já tenha visto na sua vida, imagine também que está ouvindo uma música que, só de pensar, já sente logo vontade de dançar na seqüência. Muito bem, Ana Helena, mantendo a postura de encantamento comece então a falar da tristeza que você sente.
Ana Helena começou concentrada e, de repente, caiu na gargalhada dizendo:
– Assim não dá para ficar triste!
– Perfeito!, disse eu. Você acabou de ser aceita para o hall dos vencedores. É simples, a energia flui para onde a atenção está.
“Quando você perceber seu corpo muito caído, com pena de si, comece a usar uma linguagem positiva e veja automaticamente seu corpo se ajustar”O que eu fiz foi alinhar a fisiologia de Ana Helena com sua linguagem (seus pensamentos). Sua sensação (representação interna) ficou positiva, afinal ela deu uma boa gargalhada. Poderíamos trabalhar apenas a linguagem, que sua postura e sensação também mudariam. É simples, não?
Ao sinal do primeiro pensamento limitante, arrume sua fisiologia e veja o resultado.
Ou quando você perceber seu corpo muito caído, com pena de si, comece a usar uma linguagem positiva e veja automaticamente seu corpo se ajustar. Acredite, é muito poderoso!





Eu ouvi histórias de pessoas felizes… Ah! Essas pessoas eram animadas, pra frente, eram sonhadoras, corriam atrás do futuro, saiam, conheciam pessoas, faziam amigos e o melhor de tudo não procuravam ficar tristes a nenhum momento.

Um certo, dia encontrei duas pessoas uma feliz e outra triste, elas discutiam sobre a vida, sobre seus sentimentos e com as diferenças, se conheceram melhor, e perceberam que se completavam. Logo depois de se conhecerem o feliz conseguiu transformar o triste em alegre, e toda diferença foi se transformando em semelhança, pois o triste, já não existia mais, todos os sonhos não sonhados, o sentido de não mais querer viver, o não sair, não procurar amigos e o não ser feliz simplesmente desapareceu, agora ele se tornara em alegre, pois seu parceiro(a) o(a) feliz fez isso tudo mudar, hoje o triste é convicto, pra frente, sonha, pensa no futuro, e vive intensamente pois sabe que a tristeza só vai trazer infelicidade, ficar deprimido, já na felicidade tudo muda, se transforma.

Seja você assim, não deixa que sua felicidade se estrague por pouco motivos, una-se a coisas que te fazem bem, te fazem seguir em frente, e jogue fora o que te atrasa o que não quer o seu bem, seja mais você e tudo dará certo e escute sempre a voz de pessoas felizes  pois elas te levam pra um bom caminho. E ajude as pessoas tristes a encontrar o seu caminho, ajude a enxergar a luz que existe no fim do túnel. Pois tudo na vida é possível, só basta ter fé e lutar por aquilo que queira.

Você tem internamente os recursos para conseguir o que quiser. Vá em frente, boa sorte, sucesso e até a próxima.