sexta-feira, 26 de março de 2010

                                              Saindo do armário

  A dica boa mesmo é você aprender a técnica da sedução porque daí não importa se você está em uma balada gay ou em um transporte público. A técnica é a seguinte: viu um cara e tem certeza ou quase certeza que ele é gay? Se tiver certeza fiquei olhando pra ele e se ele corresponder o olhar, amigo, o peixe caiu na sua rede, ou melhor, o peru sentou no seu poleiro. Daí você fica olhando para ele, se ele tomar iniciativa, ótimo, se ele não tomar você vai ter que chegar nele. Agora se você acha que o cara é gay, procure olhar pra ele e paquerá-lo em locais públicos porque se ele não for... ele pode te bater.
  Sabe aquela amiga piriguete? Aquela que adora um fervo e vai dançando o rebolation tion dentro do ônibus? Então, chega para ela e diz que você é gay e que vai levá-las para umas baladas animadíssimas. É claro que como boa piriguete ela vai aceitar. Só não conta que lá só vai ter gay e lésbica porque como boa piriguete ela vai desistir, tá? Chegando lá você deixa ela de porre, mas toma cuidado porque como boa piriguete é capaz de ela pegar todos os gays da balada.
  Existe uma coisa que se chama "bate-papo UOL". Você pode tentar por lá, mas eu vou te falar que as chances de você encontrar um cara mais bacana e amoroso entrando em uma prisão totalmente nu são BEM maiores. Mas se você não tem medo do perigo e quer arrumar o seu "picão HxH" é só entrar no site, ir nas salas de sexo e mandar ver.

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Se você tentou as salas de bate-papo eu vou te ensinar como identificar as pessoas pelo username e se você não tentou, desculpe.
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Sempre confie nos que têm "HxH" porque esses são objetivos, sabem o que querem e querem logo.
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Sempre desconfie do "pirocudo 58cm" e derivados porque eles colocam esses usernames pra chamar a atenção das bichas e são grandes concorrentes às vagas de psicóticos e skins heads.
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Sempre desconfie das "bonequinha do sexo" porque são travestis que vão te assaltar.
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Desconfie também de quando alguém te passar um msn de mulher e dizer que vai entrar no msn "da amiga" porque provavelmente ela te conhece, vai tirar printscreen e mandar pra sua família toda.
Se nada der certo sabe o que você faz? Arruma emprego em algum lugar gay, amigo. Você diz pros seus amigos que vai trabalhar lá porque precisa de grana e ainda pode pegar os clientes.
 Se você é rico e não precisa trabalhar, compra o seu gay particular, mas em más línguas isso se chama prostituição, tá?

segunda-feira, 22 de março de 2010

 Travestis, Transexuais  e o mercado de trabalho
                                         
Tudo pode acontecer, quando o assunto abordado é travestis e
trangêneros e sua inserção e exclusão no mercado de trabalho.
Com minha experiência e vivência nesta área, aprendi a ser mais
humana e não julgar somente um fato em si ,mas sim, olhar um pouco para trás e
refletir na história passada por esta transgênero. Cada pessoa é um histórico
cumulativo de alegrias, tristezas, vitórias, decepções, ilusões, conquistas e
tantas outras prerrogativas que as fazem ser do jeito que são e agirem do modo
que agem.
Quando falamos em transexuais , travestis e transgêneros,
devemos aqui observar uma carga extra, que é o preconceito com a exteriozação de
sua conduta e de sua sexualidade. Somos tidas muitas vezes como anomalias,
"bichos de circo" para o divertimento de clientes, objetos de uma vitrine de
prostituição ou até mesmo como aberrações.
Não é fácil o preconceito e a discriminação, bem sei disto. O
que não podemos fazer é cruzar os braços e achar que as coisas mudarão num
simples "plim-plim" , ou que , as pessoas "tem" que nos engulir da forma que
somos e desejamos.
Tudo faz parte de um processo. E como todo o processo, este
fenômeno é lento e gradual. Temos que, aos poucos, ir mudando os valores
arraigados em nossa cultura machista. Temos que neste momento ir fazendo
parcerias, encontrando pessoas acessíveis e propensas a nos ouvir e escutar
nossa história. Temos que nos unir mais, coisa que infelizmente não ocorre, haja
visto que o nosso mundo está cada vez mais voltado para a impessoalidade.
É triste ver que os seres humanos não se enxergam, nem dentro de
suas próprias segmentações. O Brasil dividiu-se, procurando encontrar seus
iguais, e perdeu-se neste emaranhado todo. Nossa diversidade é o que temos de
mais belo, mas a separação e desunião é o temos de mais triste e lamentável.
Vivemos numa época de mudança de valores e conceitos, e é nesta
época que devemos nos fazer ouvir, mostrando que as travestis, transexuais e
trangêneros realmente existem, sofrem, riem, ficam tristes, sentem, choram, se
divertem... e querem VIVER. Precisamos viver, pois a cada dia que passa a
situação da violência e da discriminação negativa, nos consomem e muitas vidas
são ceifadas e tiradas do nosso convívio diário.
Ao se falar em trangêneros e mercado de trabalho, temos que
analisar que somos as pessoas que mais sofrem no que tange este aspecto
importante da vida. O trabalho além de servir de válvula de escape para a
pessoa, a dignifica e a torna parte de uma sociedade. Isto é muito mais
importante, para nós trangêneros, haja visto , que na maioria das vezes somos
exluídas da sociedade e da inserção em seu bojo. A não ser em raros casos que
nos chamam e convidam para servirmos de atração e merchandising, como no caso de
eventos televisivos e carnavais da vida.
Isto tem que mudar e está mudando. Em Curitiba, teve
um seminário da Delegacia Regional do Trabalho, e o tema
debatido foi justamente a Promoção da igualdade de oportunidades de Trabalho; a
implementação da convenção nº 111 da OIT( leia-se Organização Internacional do
Trabalho) no Paraná.
Esta convenção 111, versa exatamente sobre a não discriminação
de quem quer que seja no trabalho, e da oportunidade igual e chances ídem para
todos os indivíduos, independente de sua idade, sexo, orientação sexual, cor,
credo, vínculo político, nacionalidade, gênero, e deficiências em geral. Neste
projeto, foi firmada uma parceria com todos os grupos presentes, entre eles o
Instituto Paranaense 28 de junho, a qual eu sou vice presidente. Isto mesmo,
você leu bem, sou uma transexual e que luto para que as coisas mudem. E luto,
não por vaidade ou por algum status, pois eu estaria muito bem levando minha
vidinha, sem precisar me envolver em causa alguma. Seria mais simples. Luto por
acreditar nas mudanças e por ter a certeza de que elas devam partir de nós. que
nos sentimos minorias e excluídos.
A ponte está sendo feita., e todos são chamados a participar de
sua construção em prol de um mundo melhor e mais humano. Através de atitudes
como estas, feitas no Paraná e de outras tantas que são anônimas, mas tambem
importantes, estamos mudando nossa realidade social. Este projeto de cidadania e
justiça no trabalho, já foi instaurado em diversos outros Estados,
como Ceará, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, e outros tantos. Em cada um
destes locais, a população já dispõe dos Núcleos de Combate à discriminação no
trabalho. E tenho que afirmar para vocês que o trabalho destes núcleos é lindo e
muito bem feito. Tanto a nível organizacional, quanto a nível de respostas para
os casos que chegam até ele. Falo em número de porcentagens e casos
resolvidos. 

Vários casos de preconceito e discriminação , baseados em
orientação sexual, foram golpeados e levados à lona. Fez-se valer o indivíduo e
não sua condição. As coisas estão mudando, eu sei e vejo que estão. Mas temos
que fazer a nossa parte. É fácil para os ditos "normais" e de padronagem aceita,
nos criticarem e julgarem sempre, quer seja pela prostituição, marginalidade ou
afetação estereotípica. É fácil para nós, transgêneros, dizermos que somos
injustiçadas e que somos vítimas. Mas aqui pergunto a todos vocês: " O que as
pessoas fazem para nos entender???? O que procuram saber de nós, antes de nos
julgarem e massacrarem???" "O que nós, trangêneros, estamos fazendo para mudar
esta triste realidade que se apresenta??"
Nada é a resposta certa???? Eu creio que num primeito momento
sim, pois são muito poucos os interessados em mudança. É mais fácil e mais
cômodo criticar , ao invés de buscar-se soluções para que as coisas fiquem bem
para todos. Existem grupos organizados em todos os cantos do país. Grupos sérios
que lutam cotidianamente, mas são muito poucos os que realmente compram e vão à
luta.
Os transgêneros carregam no seu corpo , no seu rosto, na sua
maquiagem diária, mesmo que seja somente um rímel, a bandeira da diversidade e
da luta, mas isto não está mais bastando. Temos que não somente mostrar "os
peitos" , mas mostrar nossas idéias para construção de um mundo melhor. Se
realmente acreditamos nisto.
Encontro sempre diversas pessoas querendo mudar o mundo, e
pouquíssimas querendo mudar a si mesmas. A mudança somente ocorre quando mudamos
a nós próprias e aos nossos conceitos. Não somos 100% certas, mas também não
somos 100% erradas. Vamos chegar a um denominador comum...... e o caminho é o
diálogo e a união , sem dúvida nenhuma.
Eu poderia ficar aqui falando, horas, das pessoas que já vi se
matarem na minha frente, das que foram mortas por tiros, apedrejamentos e
espancamentos ../mayte1/diversos. Poderia eu ficar aqui durante horas, falando
de minha luta diária, e do preconceito que sofro como transexual, todos os dias
e em todos os momentos. Em contrapartida, já que posso estar aqui falando
prefiro falar para vocês que as coisas estão mudando, mas que para mudarem ainda
mais temos que ser parte desta mudança toda. Não ser carregada pela maré, mas
ser parte dela, envolver-se, manifestar-se, enfim, as formas de participação são
várias.
A luta é árdua e difícil sim, mas a população transgênero está
começando a refletir e tomar consciência de seu potencial. Somos muitas... e
somos corajosas. Somos vencedoras por natureza e em essência. Façamos desta
força nossa aliada. Juntas, pois somente assim realmente seremos ouvidas e nos
faremos respeitar.
P.S=> Se por algum acaso do destino , algum empresário ler
este texto e chegar até aqui, creio que as mudanças realmente já começaram.
Espero que você chegue mais longe, senhor empresário, e comece a refletir na
pessoa transgênero, como uma pessoa extremamente capaz para o trabalho e para o
pleno emprego. Veja-nos como bons olhos e verá que além do retorno de uma vaga
ocupada com capacidade, você estará desenvolvendo um trabalho social e de
construção de um mundo melhor. Um porém, não nos veja como "deficientes"... pois
muitas vezes as aparências enganam, e este é um caso típico. Somos, ousamos e
queremos existir.
Sim para a oportunidade igualitária de trabalho para todos.
Não para a discriminação.
Chega de sermos vítimas, somos GENTE.
   Na Vitrine do PRECONCEITO



Expostas em ruas abertas, divulgando suas intimidades em
jornais, revistas e páginas da Internet ou até mesmo andando serenamente numa
tarde qualquer nas avenidas de suas cidades para dar uma volta ou ir ao
supermercado, elas falam além do comum. Trazendo no corpo, a marca de sua
transformação. Na maquiagem, muitas vezes pesada, elas não querem agredir.
Querem encobrir as imperfeições que a natureza trouxe de desencontro ao modo de
vida que têm. Elas são diversas, seja na maneira de andar, falar, agir e se
comportar. Os graus de instrução variam, embora as chances dadas pela sociedade,
na maioria das vezes, sejam muito pequenas ou quase nulas. Acabam tendo como
única alternativa, quase sempre predestinada, a prostituição. Elas são as
travestis e transexuais. E é sobre elas que falarei um pouco mais neste momento.
Não precisam de camisetas e nem bandeiras do arco-íris. Nos
peitos e no corpo siliconizado ou hormonizado, elas trazem sua luta e também
sofrem as conseqüências desta ousadia em serem do jeito que querem. Querem não,
este desejo em trajar-se e viver uma vida diferente do esperado, vai além de
mero querer. É algo que não pode ser mudado, que está intrínseco à natureza
destas pessoas e que constitui pilar essencial da constituição, quer seja da
travesti, quer seja da transexual.
Andar na rua e ser exposta mais do que se deseja. Não consegue
ser anônima, nem quando quer. As pessoas nos olham e já imaginam nosso
histórico: drogada, traficante, prostituta, doente(mental ou aidética) e ainda
querendo “ser mulher”. Não fuja destes conceitos. Eles são inerentes ao seu
jeito de ser. Onde aprenderam isto tudo, você pode questionar, e eu te digo:
“Aprenderam com seus pais, em conversas informais com amigos e amigas, em
colégios sejam públicos ou particulares, e na mídia em geral”. Todo mundo sabe
disto, é verdade que não deve ser contestada. Travestis e transexuais são assim
– gente que não presta, coisa ruim e do Capeta. Se viverem, merecem apanhar. Se
apanharem, merecem morrer. E assim a coisa vai, de geração para geração.
É sempre regra que quem se expõe mais, está mais visível.
Isto é claro, para todos nós. Inclusive, deve ser, para você que me lê. As
pessoas têm medo de que quando a pessoa torna público seu jeito de ser, este
jeito vai contaminar as pessoas que estão à sua volta. Tudo fica ainda pior
quando esta ousadia em tornar público seu modo de ser vai contra regras morais e
contra o “normal” ensinado como moralmente correto.
Tudo o que acontece em quatro paredes é permitido, até o que
achamos errado. O certo e o errado variam conforme nosso estado de espírito
momentâneo. Os desejos privados, enquanto privados fiquem, são como se não
existissem. Agora, quando tornamos públicos estes mesmos desejos, a situação
muda drasticamente. Feriu a regra, será punido. Não obedeceu a cartilha, será
eliminado.
   


Travestis e transexuais ousam tornar públicos desejos,
sentimentos e condutas próprias de suas vontades. Contrariam, não de caso
pensado, a ordem estipulada e ferem moralistas hipócritas e pseudo-religiosos
que pensam saber da verdade divina. Mal sabem os mesmos e aqui conto um segredo,
que Deus é amor- e não o ódio que propagam em seus cultos e centros de
convivência. Gays afeminad@s também ousam isto tudo, e serão condenados ao
caldeirão do Diabo? Deus ousou em seu tempo falando de amor ao próximo, união e
solidariedade. Deus ousou não para mostrar poder, mas sim para ir de encontro ao
que acreditava ser a Verdade.
Está na hora de pararmos de analisar se travestis estão certas
ou erradas, se gays devem agir de um modo masculino ou feminino e se transexuais
são loucas ou neuróticas. Está na hora de refletirmos porque julgamos tanto? Que
medo é este que nos afasta de vivermos a diversidade que somos? Que lugar é este
que vivemos para crucificar, ao invés de enaltecer as qualidades e riquezas que
tod@s, em maior ou menor escala, possuem?
Quando perdermos o medo do nosso próximo, seja ele quem for,
notaremos em primeiro lugar, que perdemos muito tempo fechad@s em nossa própria
ignorância. 


terça-feira, 16 de março de 2010

 Orgasmo Anal existe ou é mito?

Vamos direto ao ponto: - o orgasmo retal existe, é extremamente prazeroso e só não é mais divulgado e praticado pelos homens devido ao enorme tabu, mistério e interdição cultural que cerca o gozo anal masculino. Infelizmente, o milenar estigma sobre a penetração pelo ânus ganhou um aliado de peso no vírus do HIV, que pode ser facilmente contraído através de atividade sexual promíscua, irresponsável e sem proteção.
Tanto no macho quanto na fêmea, a região anal é um dos locais no corpo humano onde existe maior concentração de terminações nervosas. Sob estimulação adequada, essa rede de enervação altamente sensível pode proporcionar sensações físicas incrivelmente agradáveis, produzindo orgasmos completamente diferentes daqueles obtidos através da estimulação peniana, no homem, e estimulação clitoriana/penetração vaginal, na mulher.
Tanto homens quanto mulheres são capazes de alcançar o chamado gozo anal. Todavia é no macho que esse tipo de prazer ganha toques ainda mais requintados, em virtude da presença daquele órgão chamado próstata, inexistente na fêmea, e que possui uma incrível sensibilidade.
A próstata só pode ser “tocada” através do ânus, como acontece nos exames de toque retal para localização de anomalias nesse órgão. Embora a maioria dos homens se recuse ao menos a falar sobre isso, a verdade é que o “toque” da próstata proporciona uma das sensações mais prazerosas que o macho pode sentir. No seu famoso Relatório sobre a Sexualidade Masculina (1981), a sexóloga Shere Hite identificou a próstata como sendo o “ponto G” masculino, chamado hoje em dia de “ponto A” por sexólogas como a canadense Sue Joahnsen.
A estimulação da próstata pela via retal pode ser feita com os dedos, com um vibrador ou com penetração feita por um parceiro. Qualquer que seja o modo escolhido, o segredo é ir devagar, uma coisa muito difícil de ser praticada para a maioria dos homens treinados para obter seus 5 segundos de orgasmo peniano antes de cair sono.
Higiene e segurança são dois aspectos fundamentais que devem ser observados na penetração anal. O reto é o local onde o organismo armazena as fezes antes de lança-las no meio-ambiente externo. Por causa disso, o reto tem a reputação de ser um lugar sujo e até repulsivo pra muita gente. Essas pessoas ficariam perplexas se descobrissem que há muito mais bactérias, fungos e outros micro-organismos na boca do que no reto!!!
De qualquer maneira, uma boa higiene local é sempre uma idéia muito bem vinda antes de qualquer penetração, solitária ou em companhia de um parceiro. A forma mais fácil e rápida de se fazer isso é utilizando a mangueirinha do chuveiro. Basta retirar o chuveirinho da ponta, mantendo a mangueira na entrada do ânus e deixando a água, de preferência morna, esguichar para dentro por alguns segundos. Segure a água (como se estivesse segurando para evacuar) e solte, de preferência em um vaso sanitário. Repita a operação até que desapareçam todo resíduo.
Mais do que a limpeza, a parte de segurança na penetração é fundamental. Jamais realize a penetração de uma vez só, principalmente se nunca realizou nenhum tipo de penetração ou faz isso com muito pouca freqüência. E essa recomendação vale tanto para a penetração realizada com um dedo quanto para a penetração realizada com um dildo bastante mais avantajado que um pênis de tamanho normal. É preciso ir sempre aos pouquinhos, lentamente. O ânus possui dois músculos, separados um do outro cerca de 3 cm, chamados “esfíncteres” e que são responsáveis pelo seu mecanismo típico de contração e relaxamento. Para que a penetração se dê de uma maneira natural e confortável é preciso que os esfíncteres estejam bem relaxados, e isso é algo que não se consegue “no tapa”. É preciso paciência e suavidade de toque para ir relaxando todo o mecanismo. O uso de um lubrificante tipo KY é essencial nessa operação de relaxamento, cuja duração varia enormemente de pessoa para pessoa. Uma coisa é certa: - quanto mais tensa a pessoa estiver, mais tempo irá levar para que ocorra um bom relaxamento do esfíncter e, dependendo da pessoa, ela não consegue se relaxar de maneira nenhuma. Nesse caso, a penetração será inevitavelmente desconfortável e até dolorosa.
A masturbação anal, usando os dedos ou um dildo é a melhor maneira de experimentar uma penetração e de se treinar para ser penetrado por outro homem, se esse for realmente o seu desejo. Lembre-se só de uma coisa: experimentar prazer anal é algo muito diferente do vapt-vupt do prazer peniano. Deve ser tudo muito lento e muito tranqüilo, para ser realmente muito bem curtido.
Com o esfíncter devidamente relaxado, a penetração pode ser um momento de prazer extremo. Não é por outra razão que se afirma por aí que, o homem que experimenta uma penetração anal, sozinho ou na companhia de outro homem, dificilmente abandona essa prática, pois ela é realmente muito prazerosa.
A penetração anal, sobretudo quando há consciência de estimulação local da próstata pode, sim, conduzir ao orgasmo, com descarga de sêmen através do pênis sem que muitas vezes o pênis não precise nem mesmo de ser tocado.
Entretanto - e essa era uma das suas dúvidas na mensagem que você me enviou – não há nenhum líquido específico que “escorra” do ânus no auge de uma penetração. Provavelmente o que você viu trata-se apenas de muco e líquidos naturalmente existentes no trato intestinal. Ou, se você fez uma boa lavagem retal antes da penetração, resto de água que tenha ficado por lá. Ou ainda o material lubrificante que você utilizou para ajudar na penetração. Líquidos resultantes de orgasmo só o sêmen que naturalmente só é expelido através do pênis.
E jamais se esqueça de usar camisinha - e camisinha de boa qualidade -, pouco se importando que vai ser penetrado por um dildo (consolo) ou por outro homem. Nem pense em se arriscar fazer qualquer tipo de penetração sem camisinha! O gozo retal existe e é bom mas, sem camisinha, vira uma roleta russa que pode levar a pessoa à morte.
Finalmente, se realmente escolher ser penetrado por outro homem, faça uma escolha criteriosa. Muitos praticantes de sexo anal mediante o uso de dildos (consolos) costumam decepcionar-se enormemente quando vêm a ser penetrados por outro homem. Na minha opinião, ser penetrado por outro homem é algo que vai muito, mas muito além mesmo, da pura e simples penetração. Se o negócio for pura e simplesmente penetração, um “consolo” sempre será a melhor escolha.
Os homens estariam muito melhores se em vez de perderem tanto tempo em fazer guerras, gastassem mais horas fazendo amor, explorando o próprio corpo, se conhecendo melhor.
Tenho certeza que as guerras e a competição acirrada entre os machos nada mais é do que descarga sexual reprimida, sexo mal feito, feito às pressas, com uns poucos segundos de “gozo” peniano e pronto.
A penetração anal, com sua sutileza, seu vagar, sua capacidade de estender-se longamente até um grande ápice deveria ser considerada como uma das melhores saídas para o estresse contemporâneo.
Sem falar que a massagem prostática, propiciada pela penetração, é comprovadamente uma das formas mais eficazes de se prevenir o câncer de próstata.
Beijos e boa sorte com suas descobertas.

Aprenda como fazer CHUCA....



Chuca, é o nome que a gente dá a um enema, ou a lavagem intestinal, afinal sem ela é impossível um ótimo sexo anal. O jeito mais prático e usado por gays e travestis é a introdução da mangueirinha do chuveiro. Enfia, (na verdade não enfia não, encosta a pontinha do caninho na entrada do ânus)deixa entrar um pouco de água ( de preferência morna) e depois solta no vaso sanitário. Faz-se umas duas ou três vezes até que a água saia limpa.
Depois dá um espaço de uma meia hora e repete a operação. Vamos então a explicação básica: "antes da mangueirinha vá ao sanitário e faça suas necessidades fisiológicas naturalmente, force um pouquinho,rs... Saiba que o procedimento da lavagem não é aconselhado por médicos, visto que vão dizer que o local não foi feito para sexo e é prejudicial para a flora intestinal. Mas, não há outra maneira, não dá de divertir-se com uma melequeira não é? E o cheirão? Portanto, mangueirinha, sabonete bactericida e rabinho limpinho e cheiroso.
Quanto à quantidade de água, seja sensato e coloque o suficiente para a limpeza. Outro detalhe importante: no dia que você programou uma sessão de sexo anal, atente para a comida. Evite alimentos que soltem o intestino, se possível, coma o mínimo possível. Não queira comer uma feijoada e depois ser enrabado! Desculpe a brincadeira, é só para descontrair porque você já está nervoso, achando que isso não é pra você!
Olha, ninguém nasce sabendo, eu mesma nunca passsei um cheque( o ato de sujar ), mas eu já ouvi. cada caso de quem não sabia fazer esa limpeza preliminar. Se você não gostou da idéia da mangueirinha, há em fármacias clisters para limpeza intestinal. Esse medicamento é usado para fazer exames que necessitem de aparelhos que entrem pelo ânus.
Só para encerrar esse assunto um quanto tanto embaraçante, lembre-se de que higiene é sempre necessária. Eu mesma não uso papel higiênico, faço uma chuquinha básica sempre. Ah! Não esqueça também de tirar toda a água que você colocou, senão o resultado também é desagradável! Pode dar a famosa retreta, água com ou sem pedacinhos de fezes, mas que atrapalham e ferem a mucosa anal."
 Encontrando sua Alma Gêmea



Como saber se a pessoa com quem você se relacionando é seu par perfeito ou ideal? A primeira certeza é pelo olhar. O encontro entre almas gêmeas é muito intenso, acontece ao mesmo tempo no plano astral. O olhar liga um ao outro, no plano da inteligência, que é estar com Deus. A atração sexual até acaba ficando em segundo plano.
Um outro critério muito importante é o da não possessividade. Pretender possuir, considerar-se dono ou querer ter o controle sobre outra pessoa é impor a própria presença e personalidade, forçar a natureza e o próprio sentimento, ao mesmo tempo que se "afoga" a personalidade do outro. E não se pode forçar ninguém a nos amar.
Não se pode abrigar alguém a nos amar. Um relacionamento amoroso só pode progredir e dar certo se for baseado no entendimento mútuo e no respeito.
Amar e ser amado envolve sempre o dever e a responsabilidade de nos fazermos amáveis, ou seja, dignos de ser amados. Outra certeza do encontro das almas gêmeas é o amor genuíno, a genuinidade. A pessoa não procura modelar a outra segundo a imagem que tem em mente, mas aceita-a como ela é, procurando ajudá-la a alcançar sua personalidade melhor e mais elevada.
Outra coisa muito comum que acontece no início dos relacionamentos é a cobrança que uma pessoa faz em relação à outra, dizendo que só fará uma determinada coisa se a outra pessoa fizer algo em troca. A frase "farei isto se você fizer aquilo" é contrária à natureza da alma gêmea. A alma gêmea age, não vive de reações. Ela é ativa, viva. O princípio de conduta de ambos dificilmente será modificado por influências externas ou ideais que outras ou elas próprias impuseram.
Igualmente desonesto e injusto é ficar mantendo uma "conta corrente" para controlar o que um fez em benefício do outro. A alma gêmea é generosa e não se importa em dar mais do que recebe. Eventualmente, com o passar do tempo, poderá magoar-se, mas quando isso acontecer, muito provavelmente será um indício de que o parceiro, na realidade, não é sua alma gêmea, pois se fosse ele estaria se importando com você, tanto quanto você se importa com ele. O amor genuíno, citado antes, é oferecido sem que a ele estejam presas correntes. É o que os filósofos chamam de amor desinteressado, ou em outras palavras, o que não pode ser comercializado.
não se pode forçar ninguém a nos amar
Podemos dizer que o amor genuíno é constante. Continua a ser dado, mesmo se o que se recebe em troca é exatamente o oposto do que se pretendia. O relacionamento das almas gêmeas não mantém o registro de erros nem mantém arquivos de mágoas. Além disso, o verdadeiro amor dá sempre o primeiro passo para a reconciliação rápida, ainda que não tenha a certeza quando à resposta. Quanto mais rápido, melhor. O amor verdadeiro baseia-se na fé, e não no medo.
O amor é generoso, amigo e esclarecido. Nada de leviandades ou promiscuidade. Embora o amor seja incondicional, não é dado aleatoriamente, levianamente ou cegamente. O amor deve ser generoso e esclarecido.
O amor genuíno é o amor abrangente. Como no relacionamento de um casal, esse amor alcança e vai além do aspecto puramente físico. Este não é descartado, mas a união vai além disso, atingindo o espiritual e também o mental, sendo muito mais intenso, rico e duradouro.
O encontro de almas gêmeas rejeita qualquer distinção de raça, nação e credo, desde que haja um nível básico de afinidade que lhe garanta o início do relacionamento e sua sobrevivência.
O amor de almas gêmeas é puro e abrangente e não tem idade, pois independe do aspecto puramente físico. A união é muito mais elevada, atingindo esferas espirituais e mentais intensas, ricas e duradouras.
O primeiro passo, se você estiver sozinho, é ver as pessoas como elas são, e não como você gostaria que elas fossem. Aceite as pessoas sem preconceito. O amor que discrimina é conhecido como amor individual e não fraternal , universal.
O amor de almas gêmeas é inesgotável, não diminui à medida que o relacionamento continua, mas aumenta cada vez mais. Não existe namorado, amante ou amado, muito menos divisões, desuniões ou desilusões. O amor subsiste em outros planos e em outras vidas. É eterno.
 

quarta-feira, 10 de março de 2010

  Desejo por Travestis




No começo era o amor, descobriu-se o tesão, iniciou-se a confusão. Que os seres humanos são complexos todos concordam. O que muitas vezes não conseguimos admitir é a diversidade que nos cerca no que tange sentimento e sexualidade. Somos tão plurais que não existimos sozinhos. Raramente vivemos como ermitões, por mais sozinh@s que possamos estar.
Dentro desta amplitude de variações, orientações e condições sexuais, e por que não dizer, sentimentais, nos defrontamos com tabús, preconceitos e muita ignorância. Por que temos que sempre separar sexo de sentimento? Não falo de amor (somente!), mas refiro-me a sentimentos no sentido mais puro que existe: o de coisas que mexem com nosso interior, necessidades e vontades. Antes de iniciar meu texto propriamente dito, gostaria que parássemos de vez com este medo que quase sempre nos envolve. Solte-se! Libere-se! Seja você mesmo em sua essência, sem máscaras ou enganações.
Pronto, agora que você consegiu este importante passo, vamos refletir juntos. O que é o diferente? – Aquilo que não faz parte de nós mesmos em lugar nenhum de nosso íntimo. O que é o anormal? – Aquilo que não desejamos, que julgamos pecado, sujo, maldito e impuro. O que é errado no que diz respeito a sexo e sentimento? – Nada. Isto mesmo, nada que nos faça mais felizes e que não prejudique terceiros pode estar errado (Quando falo prejudicar, não me refiro a questionamentos morais e religiosos. Cada qual sabe o que é eticamente moral e politicamente correto no que tange suas crenças e sua fé).
Agora vou falar do assunto que me trouxe aqui: o desejo pelas travestis. Não procurarei explicar quem são as travestis, nem como elas pensam, o que desejam e com o que sonham. Irei neste artigo, abordar o interesse de homens (em grande escala) e também de mulheres (em menor escala) por travestis. Fiz esta enquete em meu site, durante algum tempo obtive respostas curiosissímas que me levaram a refletir muito sobre todo este mistério que envolve o tesão e prazer, por estes seres que muitas vezes são incompreendidos e marginalizados infelizmente: as travestis.
Repito que este é somente um artigo e não possui cunho científico algum. É somente para ampliarmos a visão do mundo que nos cerca e das diversas pessoas que nele convivem. É um artigo para que deixemos um pouco de lado nossas certezas, e possamos imaginar que muitas são as verdades neste quebra-cabeças da vida.
Não poderia eu deixar de mencionar, em primeiro lugar, os vários pontos comuns que encontrei nos depoimentos que colhi nesta pesquisa:
  • Quase 80% se declararam fãs de travestis devido à dualidade feminino/masculino
  • Mais de 83% citaram o pênis como um grande atrativo das travestis (sem considerarem as travestis como sendo homens)
  • 75% gostam nas travestis da cabeça liberal e do sexo sem restrições e/ou limites
  • 94% afirmam serem as travestis mulheres com “algo a mais”, mais completas e que fazem melhor sexo anal e/ou oral
  • 13% buscam sair com as travestis para usarem suas roupas e soltarem suas fantasias de “serem mulheres” por algum tempo
  • 47% dizem encontrar nas travestis, pessoas mais compreensivas e abertas ao diálogo.
  • 90% dos entrevistados mencionam que as travestis sabem dar mais prazer a um homem e conhecem melhor o corpo do homem com quem está.
  • 65% declaram que travestis são mais fogosas e querem sexo a toda hora.
  • 70% citam a extravagância dos modos, as roupas exuberantes e o corpo avantajado como a maior riqueza para procurar as travestis.
  • 82% elegem nas travestis o cuidado consigo mesmas, com a estética e com a beleza da sua transformação.
Analisando ainda as respostas dadas, percebe-se que muitos homens saem com travestis por quererem uma relação mais completa (seja sendo ativo, fazendo passivo, recebendo ou fazendo sexo oral). Gostam deste leque de opções que a travesti oferece como poder de sedução. Percebe-se que no mercardo da prostituição é mais valorizada a travesti que faz mais coisas, sexualmente falando. Não importa muito quantas linguas ela fale ou que faculdade ela terminou (quando consegue!). O que interessa é a versatilidade na hora de dar e receber prazer. A valoração é diretamente proporcional: quanto mais faz sexualmente, mais cotada a travesti fica.
Há uma rejeição muito grande do masculino. Todos foram quase unânimes em afirmar que buscam a travesti mais feminina, mas sempre com o “adereço” masculino mais proeminente e avantajado. A idéia de uma mulher com pênis é muito forte, bem como a de uma “mulher” com atributos acima do padrão estético comum. Quanto mais bunda tiver, mais peito colocar e melhor ereção manter, mais requisitada será a travesti. Há lógico os que não buscam prazer no pênis da travesti e que não se excitam em ver, tocar ou manusear o órgão sexual dela, mas estes casos são bem raros, pelo menos na enquete que estou tomando por base. A maioria esmagadora rejeita a hipótese de transar com homens, até mesmo quando são passivos com as travestis. Não sentem-se bissexuais e nem homossexuais. Ficam até ofendidos com este tipo de considerações.
Muito forte está o conceito da liberalidade das travestis com relação às questões sexuais. É unanimidade quase total, que travestis são mais fogosas, permitem realizar fantasias e desejos secretos (por mais secretos que sejam) , e não necessitam em troca receber o vínculo do compromisso ou do relacionamento. Na opinião das pessoas que participaram do questionamento, as travestis estão sempre prontas quando se deseja, maquiadas, femininas e cheirosas quando se quer e loucas por sexo no mesmo momento em que são procuradas. A imagem sexual da travesti é sempre mencionada em todos os relatos, e só em 4% houve menção a algo mais romântico ou não simplesmente sexual.
A curiosidade em saber como é ousar o “natural” estipulado pela nossa sociedade e ultrapassar o limite imposto do gênero, também recebem destaque na opção por procurar uma travesti. No pensar de alguns, vem a reflexão: “Como podem mulheres tão lindas, estupendas e maravilhosas, serem homens como eu?”. Vários são os que dizem que mulheres não gostam tanto de homens quanto as travestis. A dedicação da travesti em realizar o homem, e em vê-lo cheio de prazer e ejaculando, são mais algumas das muitas características que foram mencionadas.
O sexo anal vem bem cotado na lista dos porquês de sair com uma travesti. O tabú com relação ao sexo anal entre as mulheres ainda é grande, e algumas das que aderem a esta modalidade sexual, o fazem simplesmente pelo prazer do parceiro. E não por sentirem prazer com o sexo anal. Os homens ressaltam o prazer que as travestis têm sendo possuidas pelo ânus e de quatro, os sussuros e gemidos que são dados durante a penetração e o tesão que explode de forma visível pelo pênis da travesti depois de uma transa realmente gratificante.
Há ainda alguns casos que aconteceram em menor escala, mas creio serem importantes de receberem menção, se não pela quantidade, pela curiosidade do fato em si. Apareceram poucos depoimentos, mas muito incisivos, de homens que saem com travestis por não terem coragem de sair com homens. O desejo é por homens, mas as travestis são uma espécie de atalho enquando não surge a coragem necessária para sair com alguém do mesmo sexo. Como eu já disse anteriormente, a quase totalidade das pessoas aprova a idéia de que travestis não são homens, mas sim “mulheres com um detalhes a mais”. Neste sentido, as travestis vem a ser o caminho mais curto para se chegar mais perto do que se deseja, sem passar pelos grilos, neuroses e cobranças que uma relação homossexual possa vir a acarretar.
Também três mulheres participaram da enquete e foram categóricas em afirmar que saem com travestis e que gostam de pagar. E que pagando, gostam de mandar. Falam da docilidade de muitas travestis em atender aos pedidos sem questionamentos maiores e também do prazer que sentem em estarem com um homem que não tem medo de assumir seu lado mais feminino, chegando até a exteriorizá-lo no seu cotidiano.
Nossa, quantas coisas numa simples enquete e num rápido questionamento. Creio que não temos como não refletir diante disto tudo, independentemente de nossa orientação sexual. Para mim, várias coisas ficaram mais claras e muitas foram levantadas sem que eu nunca tivesse sequer pensado a respeito. Das que ficaram mais claras é que a questão do gênero deve sempre servir de base para todas as discussões que envolvam sexualidade e seres humanos, e que ainda estamos engatinhando na descoberta da enorme diversidade que somos. Já no que tange o que atordoou um pouco meu pensamento, é a de que ainda travestis são vistas quase sempre como fetiches, fantasias sexuais e meros objetos de fazer sexo. Do ser humano travesti, quase nada foi acrescentado. Até quando será mantido este pensamento?