quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Expressões da Alma


    A expressão da alma é serena, mansasem 
arroubos ou depressões.A expressão da alma
é a expressão da paz, da tranqüilidade. A alma
não se exalta, nem se desespera. Se expressa 
sempre no mesmo tom, porque ela não busca 
nem evita nada, não tem que partir  nem chegar.
A alma vê e reage ao que vê,  sem ter que provar 
nada nem convencer ninguém. A alma brinca
e vive sempre da mesma maneira. Tudo para
ela é vida. Aexpressão da alma é a mais pura
e real expressão do seu eu interior. O ser 
interior, quando se expressa, é a expressão 

da verdade, daquilo que vê, sente, e ouve, sem 
subterfúgios, sem os jogos sociais. A alma, quando se
expressa, é percebida e sentida, vista e amada. A sua
expressão toca fundo nas pessoas, de maneira suave
e direta. Tocar as pessoas é um gesto da alma.
A máscara, os jogos encontram ressonâncias em outra 
máscara, em outros jogos. Para encontrarmos a 
pessoa do outro, precisamos nos expressar com a nossa
alma. É ela que atinge,transforma e faz vibrar na alma,
o contato, o encontro, o toque. A 
intimidade só é intimidade de almas. Na sua
profissão, você sabe, não tem jeito de ser efetivo 
sem a expressão da alma. É necessário que a
alma do outro se expresse para ser recebida 
e tocada pela sua. A sua alma será um convite
para a expressão da alma do outro. Se sua 
alma se esconder, ou não se expressar, você
estará mostrando ao outro que a alma dele também 
não poderá ser expressa. Então não haverá o 
encontro curativo. Ele perceberá que junto de você 
não existem condições para que sua alma se expresse.
Uma vez que você evita a sua própria, como então,
poderá receber a dele? Você só receberá a alma do
outro se estiver à vontade com a sua. Você só
encontrará o outro se antes tiver se encontrado com 
você. Sem você não poderá existir o outro.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Há algo de novo no reino da militância?


Por Luiz Felipe Zago

Será possível que, através da militância, façamos aparecer algo de novo – de realmente novo – no nosso monótono e entediante dia-a-dia de ongueiros/as?
Talvez essa atitude – de fazer fulgurar o novo – implique em “procurar chifre em cabeça de cavalo”, ou seja, talvez implique em “buscar sarna pra se coçar” ou em “achar cabelo em ovo”. Sem dúvida que sim. Faz parte da emergência do novo a criação de novos problemas. E, uma vez diante de novos problemas, que possamos criar novas soluções: mas aí já não estaremos mais diante do novo; o novo deixará de ser novo para ser problema; e o problema já deixará de ser problema para ser um case de sucesso, um modelo, um manual e um guia: algo a ser copiado. E o novo, aquela coisa inesperada, aquele corpo imprevisto, deixa de ser novo e já posa para fotos e vai para capas das revistas, sorridente para os flashes que lhe dirigem. Então, não é apenas de novas soluções que precisamos enquanto militantes: muito além de novas soluções, precisamos de novos problemas.
Precisamos de novos chifres, de novas sarnas, de novos cabelos. Não adianta recorrer à humanidade como sendo uma identidade que nos une: a humanidade é desde sempre uma categoria normativa, pois nem todos/as são considerados/os igualmente humanos. Do contrário, não precisaria haver militância. Assassinatos por motivos torpes, casamentos de circunstância, adoções de cunho filantrópico, declarações de imposto de renda compartilhadas: são conquistas, é claro. Mas são novas (novas?) soluções para os mesmos problemas: para a violência, para o matrimônio, para a família, para a economia. E nessa espiral de mesmos problemas, entramos na zona de um silêncio profundo onde o novo naufraga. Para quem ainda não militamos? Que corpos estão, desde já, expulsos da categoria de humanidade? Quais agentes financiadores nos pagam para promover que tipos de atividades, de que tipos de projetos, para quais “públicos-alvo”? Em quem miram os direitos humanos (com letras minúsculas, porque são minúsculos) que promovemos? É muito difícil de fazer aparecer o novo, nos é custoso, exige atenção redobrada. Pois o novo surge lá onde é cinza e nebuloso, onde os pés tocam o chão. Contudo, uma boa maneira de pressenti-lo é duvidar dos cases de sucesso, dos corpos que gentilmente posam para os flashes. Esses não são novos. São velhas soluções.
A militância coçando-se sempre por causa das mesmas sarnas; encontrando sempre o mesmo chifre na cabeça de vários cavalos; colocando as mesmas perucas em diferentes ovos. E há aqueles/as que nos acenam lá do alto de seus postos influentes, do alto de suas trajetórias incontestáveis, perguntando se aqui embaixo está muito quente. Daqui de baixo nós lhes respondemos com um riso de deboche, junto com o filósofo das longas unhas: há algo de novo na militância, de profundamente novo, que tem a beleza daquilo que eles/as lá no alto não são capazes de – e nem querem – enxergar: uma manhã de festa.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Amar é....


Algumas características do amor são difíceis de assimilar. Nem sempre estamos preparados para o amorverdadeiro. Nossa insegurança não nos permite amar de verdade, e nem sermos amados de verdade. Por exemplo, aquela nobre característica expressada nesta frase abaixo, muito popular:
Se você ama alguém, deixe ir! Se voltar, é seu, se não voltar, nunca foi seu.
Frases  assim expressam uma postura muito nobre e que deveria ser natural em quem ama, a postura do desapego, da libertação, da doação, enfim, da permissão. As pessoas não são nossas. Ninguém é propriedade de ninguém, por maior que seja a paixão, por maior que seja o amor. O amor que quer se apossar não é amor, é paixão, obsessão, obstinação.
O amor que quer ser dono, assim o quer porque se sente inseguro, não se garante. Para ele o ser amado está ali para garantir sua autoestima. Não há um desejo sincero pela felicidade do outro, e sim, pela própria segurança emocional.
Quem ama, MESMO, outra pessoa, quer o bem dela acima de qualquer mesquinharia, de qualquer egoísmo. E se quem ama entender que muitas vezes a felicidade do ser amado só poderá existir longe, assim o permite.

Ronaud Pereira

Significado do Amor...


Amar não significa se sacrificar. Amar não significa se abnegar. Amor não significa resignação. Jamais! Amor  é em si algo bom  e prazeroso. Se em seus relacionamentos você passa metade do tempo sentindo prazer e a outra metade sofrendo, esqueça. Essa é a realidade. E a realidade é que você precisa rever seu conceito de amor. E precisa entender que a pessoa que VOCÊ ACHA que é o ideal pra você, não é a pessoa que realmente vai te fazer feliz. Talvez não seja a pessoa que Deus e a Vida realmente reservam para você. Talvez seja apenas uma fase, um período de aprendizado.
Se abra para novas possibilidades. O que não falta nesse mundo são pessoas ótimas e loucas para encontrar alguém como você. Agora… enquanto você ficar nessa fissura querendo que as coisas sejam do jeito que VOCÊ ACHA melhor, incapaz de compreender que a vida tem seus próprios caminhos, você continua afastando a possibilidade de encontrar aquelas ótimas pessoas… …que ainda estão esperando, loucas para te conhecer.
Ronaud Pereira

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O Amor Não é um Super Poder...



Tem horas que eu acho que as pessoas esperam demais do amor. Seja qual for o tipo de amor  que esperam – romântico ou fraterno – todos colocam nele poderes que jamais teve. Nem tudo é amor e nem tudo que é nobre é necessariamente amor. O amor não é um super poder.
Muito pelo contrário, a cada dia tenho percebido e me convencido que o amor está mais para responsabilidade do que para prazer. Ou, sendo menos pessimista, é um prazer que vem mediante alguma responsabilidade. Aquele lema espiritual que diz que é preciso dar para receber vale para tudo na vida, e com o amor não seria diferente. Amornão é algo gratuito, que só se recebe. Você precisa fazer a sua parte. Você precisa amar para ser amado. Essa é a lei. A vida é boa, mas não é tola.
Dizem que Deus é amor. Dizem que o amor é o que dá vida aos seres. Dizem que sem amor não se vive.
Exagero!
Tem muita gente no mundo vivendo sem amor. Agora deixe-as alguns dias sem água.
Comparar atos de grandeza com amor, confere-lhes algum status de nobreza desprendida. Mas, convenhamos, não podemos, por exemplo, esperar que as pessoas tolerem as diferenças entre os povos em nome do amor. Tolerância e amor não são necessariamente a mesma coisa. O judeu mais aberto e compreensivo sempre vai ver com ressalva o ato de “amar” – fraternamente – seus irmãos palestinos. Tolerar é agir sensata e inteligentemente, nem sempre éamar.
Isso quando não confundem sexo com amor. Não que não sejam a mesma coisa. O sexo nada mais é do que a manifestação física do sentimento. Mas ele – o sexo – não é a única forma de amor. Não dá pra nivelar por baixo, se é que sexo seja uma manifestação inferior de amor. Talvez não seja nem inferior, nem superior e sim, apenas mais uma forma deste sentimento ansiado, o amor, e como tal, muito válida.
Também confundem a ardência da paixão com o calor do amor. Casais apaixonados dizem “Eu te amo” porque sentem como se fosse amor. Gostariam mesmo, do fundo do coração, que o que sentem fosse o mais nobre sentimento. Também porque é mais fácil dizer, repetidas vezes (e como sentimos mesmo essa necessidade de repetir)  Eu te amo, do que “eu estou apaixonado por você“. E depois de algum tempo, “eu estou apaixonado por você” será insuficiente, afinal, querermos ser intensa e profundamente amados, mesmo que mal saibamos o que é esse tal de amor. E se soubessemos, bem, quem sabe não fizéssemos tanta questão…
Também dizem que perdoar é amar. Talvez algumas atitudes, ou sentimentos realmente derivem do amor, mas são sentimentos distintos. E pior do que achar que perdão é sinônimo de amor, é achar que amar é engolir sapo dos outros, ou seja, se renunciar pelos outros. Equívoco total.
Shakespeare e o apóstolo Paulo exaltaram o amor e o colocaram em níveis distintamente divinos (ao final deste texto seguem dois textos dos respectivos autores divinizando o amor). Suas inspirações foram realmente magníficas, mas contribuíram para a ilusão de bilhões de pessoas que assumiriam suas formas equivocadas de encarar esse sentimento, nobre sim, mas onipotente, não.
As pessoas querem ser amadas, querem ser aceitas, e quando não conseguem, se renegam. E partem para outro tipo de amor, mais irreal ainda, se é que existe alguma escala de irrealidade nisso: O “amor incondicional” dos bichos. Quer dizer, o engano do auto-engano. Nenhum bicho nos ama incondicionalmente. Deixe de dar comida pro seu cachorrinho pra ver se ele vai continuar te amando incondicionalmente. O amor dos bichos é sim sincero, honesto e puro. Mas não é incondicional. Porque tem algo que talvez você precise saber:

Não existe amor incondicional

Se você espera, ainda, por amor incondicional, reveja essa sua postura um tanto… narcisista. O amor, como tudo na vida, é TROCA. Nem Deus nos ama incondicionalmente, afinal, ei, temos que ser bonzinhos, lembra? Senão vamosarder no mármore do inferno.
Não tem jeito, leitor e leitora, você vai ter que dar, para poder receber. Nem que seja a ração do seu pet ;-)

1 Coríntios 13

  1. Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
  2. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
  3. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
  4. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
  5. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
  6. Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
  7. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
  8. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
  9. Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
  10. Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
  11. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
  12. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
  13. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

Amor Eterno

Impedimentos não admito para a união
de corações fiéis: amor não é amor
quando se altera ao perceber alteração
ou cede em desertar quando o outro é desertor.
Oh! Não, ele é um farol imóvel tempo em fora
que as tempestades olha e nem sequer trepida;
é a estrela para as naus, cujo valor se ignora,
mau grado seja a sua altura conhecida.
O amor não é joguete em mãos do tempo, embora
face e lábios de rosa a curva foice abata;
não muda em dias, não termina numa hora,
porém, até o final das eras se dilata.
Se isto for erro e o meu engano for provado
Jamais terei escrito e alguém terá amado.
William Shakespeare
Fonte: http://www.ronaud.com/bom-senso/o-amor-nao-e-um-superpoder/

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Amizade: Amar Sinceramente; Não por Conveniência...


“… Quando derdes um jantar ou uma ceia, não convideis, nem vossos amigos, nem vossos irmãos, nem vossos parentes, nem vossos vizinhos que forem ricos, de modo que eles vos convidem em seguida, a seu turno, e que, assim, retribuam o que haviam recebido de vós…” (Capítulo 13, item 7, do Evangelho Segundo o Espiritismo)
Fazer o bem pelo único prazer de fazê-lo, amar sinceramente dando o melhor de nós mesmos sem pensar em retribuições – eis a base do amor incondicional.
A sinceridade é o melhor antídoto para afastar falsas amizades. Convidar à mesa os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos – na recomendação de Jesus – é angariar relacionamentos satisfatórios, leais, estimulantes, sem segundas intenções.
Talvez por querermos levar vantagens e proveito em tudo, tenhamos atraído para o nosso círculo afetivo amizades vazias, distorcidas, que representam verdadeiros parasitas de nossas energias. Por isso nos sentimos, algumas vezes, inadaptados ao meio em que vivemos.
Mas se amarmos por amar, encontraremos criaturas que não se preocuparão com as escalas hierárquicas e nos aceitarão como somos. Não esperarão de nós toda a sabedoria para todas as respostas, apenas compartilharão conosco o carinho de bons amigos.
O refrão da conveniência é:
- Vou te amar se…
Se me recompensares, serei teu amigo.
Se me convidares, eu te prestigiarei.
Se ficares sempre a meu lado, eu te amarei.
Se concordares comigo, concordarei contigo.
Jesus nos pede desinteresse nas relações, e não imposições de conformidade com as nossas paixões. Ele nos ensina a lição de não manipularmos ocasiões, porque toda cobrança fragiliza relacionamentos, e em verdade é uma questão de tempo para que tudo venha a ruínas.
Os sentimentos verdadeiros não são mercadorias permutáveis, mas alimentos nutrientes das almas, os quais nos dão fortalecimento durante as provas e reerguimento perante as lutas expiatórias.
Quando esperamos que os outros supram nossas carências e nos façam felizes gratuitamente, não estamos de fato amando, mas explorando-os.
Ao identificarmos jogos de manipulação, procuremos relembrar nossa verdadeira missão na Terra, pois sabemos que não viemos a este mundo a fim de agradar aos outros ou viver à moda deles, mas para aprender a amar a nós mesmos e aos outros, sem condições.
Em muitas ocasiões, fundimos nossos sentimentos com os de outros seres – cônjuge, pais, filhos, amigos, irmãos – e perdemos nossas fronteiras individuais, por ser momentaneamente conveniente e cômodo. A partir daí, esperamos sempre retribuições deles, nossos amados, e sofreremos se eles não fizerem tudo como desejamos.
Esquecemos de abrir o círculo da afetividade para outros seres e não percebemos o quanto é saudável e imensamente vitalizante essa postura. Continuamos a convidar à mesa somente aqueles com quem fazemos questão de compartilhar mútuos interesses.
Embora, de início, não avaliemos o mal que essa atitude nos causa, é provável que soframos a solidão num amanhã bem próximo, pois os laços afetivos podem ser desfeitos pela morte física ou por separações outras. Por termos restringido esses vínculos afetivos, sentiremos certamente a tristeza de quem se acha só e abandonado como se tivesse perdido o chão.
A observação dos jogos sociais dar-nos-á sempre uma real percepção de onde e quando existem encontros unicamente realizados para a busca de vantagens pessoais. E para que possamos promover autênticos encontros, providos de sinceridade e boas intenções, é preciso sejamos primeiramente honestos com nós mesmos, para atrairmos as legítimas aproximações, através de nossos pensamentos e propósitos de franqueza.
A vantagem dos relacionamentos sinceros é uma abertura de nossa afetividade em círculos cada vez maiores, que, por sua vez, edificarão uma atmosfera de carinho e lealdade em torno de nós mesmos, atraindo e induzindo criaturas francas e maduras a partilhar conosco toda uma existência no Amor. 
Do livro “Renovando Atitudes”, de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Hammed.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Atritos II



Sou alguém que de tão simples, às vezes é incompreendida. Não tenho medo da vida. Não tenho medo de perder. Não tenho medo de ganhar. Não tenho medo de sofrer. Não tenho medo de mudar. Não tenho medo de dar a cara à tapa, porque não nasci para ser unânime. Não tenho medo de contrariar, porque abrir mão do que eu quero pode me trazer conseqüências maiores. Não tenho medo de escandalizar, porque tenho o meu ponto de vista. Não tenho medo de violar algumas regras, porque regras são para serem quebradas. Não tenho medo de ser a menina má ou a boazinha, porque a vida assim requer. Não tenho medo de ser a mulher fatal ou a recatada, porque tudo vai depender do meu perfume, da minha roupa, da minha intenção, do meu dia, da minha noite, do meu humor, da minha vontade. Não tenho medo de ser a rocha intransponível ou a insegurança latente, porque tenho consciência das minhas fraquezas. Não tenho medo de ser a namorada perfeita ou a insuportável, porque tenho consciência que sou a melhor delas, mas posso também ser a pior. Não tenho medo de ser a filha generosa ou a ingrata. Às vezes, realmente não sei agradecer o que Deus me deu. Não tenho medo de ser a amiga presente ou a ausente, porque a amizade verdadeira é vitalícia, independentemente do tempo, das circunstâncias e da distância. E se estava condicionada a isso, não era amizade. Não tenho medo de ser a inconseqüente que abandona o País quando se sente sufocada, quando quer recomeçar do nada ou unicamente por mera curiosidade. Não tenho medo de mudar meus planos na última hora por algum motivo que considero mais importante naquele momento. Não tenho medo de amar, ser amada, ferir quando sou ferida, não ferir quando sou ferida, ferir quando não sou ferida, ir até o fim porque acredita ainda não ser o fim ou ir até o fim porque tudo somente se acaba apenas no fim. Mas, sobretudo, eu acredito. Eu acredito no amor, acredito na família, acredito em meus amigos, acredito na felicidade. E, justamente porque acredito no que realmente me importa e me é essencial, não preciso ter medo de ser eu.

Atritos...


Ninguém muda ninguém;
ninguém muda sozinho;
nós mudamos nos encontros.

Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres
para sermos impactados
pela idéia e sentimento do outro.

Você já viu a diferença que há entre as pedras
que estão na nascente de um rio,
e as pedras que estão em sua foz?

As pedras na nascente são toscas,
pontiagudas, cheias de arestas.

À medida que elas vão sendo carregadas
pelo rio sofrendo a ação da água
e se atritando com as outras pedras,
ao longo de muitos anos,
elas vão sendo polidas, desbastadas.

Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar
que não existem sentimentos, bons ou ruins,
sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir
um relacionamento próximo com o outro,
é não crescer, não evoluir, não se transformar.

É começar e terminar a existência
com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás,
vejo que hoje carrego em meu ser
várias marcas de pessoas
extremamente importantes.

Pessoas que, no contato com elas,
me permitiram ir dando forma ao que sou,
eliminando arestas,
transformando-me em alguém melhor,
mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas,
com suas ações e palavras
me criaram novas arestas,
que precisaram ser desbastadas

Faz parte...
Reveses momentâneos
servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo,
ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida
como grandes pedras,
cheia de excessos.

Os seres de grande valor,
percebem que ao final da vida,
foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas,
se aproximando cada vez mais de sua essência,
e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos
que somos pequenos, ínfimos,
dada a compreensão da existência
e importância do outro,
e principalmente da grandeza de Deus,
é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira
de excesso para chegar ao seu âmago.

É lá que está o verdadeiro valor...
Pois, Deus fez a cada um de nós
com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto,
constituído de muitos elementos,
mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade,
a de amar...
Mas temos que aprender como.

Para chegarmos a esse âmago,
temos que nos permitir,
através dos relacionamentos,
ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo,
de fazê-lo brilhar

Por muito tempo em minha vida acreditei
que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido,
ter e provocar raiva,
ignorar e ser ignorado
faz parte da construção do aprendizado do amor.

Não compreendia que se aprende a amar
sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...
os superando.
Ora, esse sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...

E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!

Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado".
Roberto Crema

“O que não me faz bem, não me faz falta”

Por: Mirtila
Venho descobrindo a cada dia que estabelecer prioridades é algo extremamente importante. Hoje, penso que só deve permanecer perto de mim, coisas e/ou pessoas que me façam bem, que me queiram feliz.
Durante muito tempo foi complicado perceber tudo isso, não sei se por imaturidade ou por querer, simplesmente, não enxergar coisas que estavam na cara. Mas ok, eu amadureci!
Continuo a mesma na maioria dos aspectos, no entanto, em alguns deles eu mudei. Eu precisava mudar, precisava crescer, ver coisas que estavam diante de mim – e que por serem/estarem mascaradas – acabavam passando despercebidas.
Várias foram as circunstâncias em que disse: Mirtila, deixa disso, é normal, acontece mesmo, releva e bola pra frente. O problema, na verdade, não é relevar, a complicação toda está em relevar coisas que não deveria, ficar cega para determinadas atitudes.
Já dizia Clarice Lispector: 
“O que não me faz bem, não me faz falta”.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Faça Sua Vagina em Casa...


Olá homossexuais!
Não sei o que estou fazendo ainda acordado até essa hora, mas ví algo agora que eu não pude deixar de compatilhar com vocês.
Então, atualizando todos vocês sobre meus eventos culturais, sexuais, hormonais e helicoidais, mês que vem vai rolar uma festa onde todos os convidados terão que ir travestidos. Isso mesmo, todos os homens (a.k.a viados) terão que ir travestidos de mulher, drag, etc ou a fins.
Minhas amigas estão empolgadíssimas e já estão todas com viagem marcada para EUruguaiana p/ comprar as perucas, paetes, seios postiços, bijouterias e etc. Eu, como sou mais discreto, vou acabar pegando umas roupas antigas e cafonas da minha mãe mesmo e tenho certeza que vou humilhar todas ellas com o look Vanessão-Chick.
Para aquelas que estão mais entusiasmadas com a ideia, eu achei algo que pode ajudar na produção. Imagine, você, homossexual do sexo masculino, podendo ir a praia de biquine sem medo de deixar seus testículos aparecendo! Não é sensacional?
Segue abaixo um tutorial, funcional, de como fazer sua própria vagina em casa e arrasar pagando de transsexual pelas festas:
069c8bdb3b43d8b6b646ee4c6531866f

Quem precisa de operação de troca de sexo quando se tem internet em casa?
Acho tendência, acho digno, acho moderno e feminino!
(sim, eu adoro apostos)


Fonte: Http://atrevidamenteexotico.wordpress.com/2009/03/23/faca-sua-vagina-em-casa/

Ainda Não é o Fim...

Quando tudo parece estar acabado sem volta a dar, há uma esperança dentro de nós pronta a reacender a qualquer momento.



Na vida tudo tem um sentido, tudo tem uma intenção, nada é por acaso nem nada é deixado ao acaso.


Todos os dias devemos ter um pouco de esperança, mas não demasiada, pois quanto mais alto subimos maior é a queda, a nossa vida já está pré destinada, contudo depende do caminho que seguirmos, o nosso melhor.


O nosso melhor por vezes não é suficiente para atingir metas jamais atingíveis, nunca vou desistir de dar mais que o meu melhor.


Tudo se resume dizendo que a vida é um rio, tem percursos definidos mas alguns alternativos, tem barreiras que só o deixam continuar se tiver força de vontade de encontrar a liberdade.


Mas o que é liberdade?


É não estar dependente de ninguém? Saber o que fazer nas situações mais complicadas quando não temos ninguém?


A liberdade é apenas um estado de espírito, esta existe todos os dias, está sempre presente em nós, temos é de saber como a usar.


Devemos sempre ter alguém ao nosso lado, nos bons e nos maus momentos temos é de saber geri-los, saber separá-los e saber quando e como os devemos enfrentar.


A vida são dois dias, num cometemos erros e aprendemos a viver com eles, noutro aprendemos a remediá-los e a reviver um pouco do que se já viveu.


Para cada um de nós há um livro que se resume á primeira e há última página, o resto são episódios que acontecem e que vêm ditar o fim.