quarta-feira, 13 de novembro de 2013

MULHER TRANSEXUAL


Quem é ela, a quem muitos consideram “ele”? Será que isso a ofende, ou não? Muitos acham que 
é apenas um “apêndice bizarro das patologias”... Muitos acham que é um “desequilíbrio” de nossa 
perfeita psique, e muitos acham que ela “não percebe quem realmente é”, acorrentada ao conceito 
dogmático de que “ser quem somos” depende unilateralmente da genitália que possuímos e de duas 
“letras” que compõem nosso cromossomo. Quem é ela, que sem ser realmente conhecida, é julgada 
“culpado” e “condenado” a “subviver” nos quatro cantos escuros do nosso perfeito mundo, pagando o 
injusto preço que lhe é cobrado como “conseqüência natural de sua opção”? Que “opção” tem ela (que 
“é ele”), além de ser quem é? Que “opção” tem um ser humano, além de ser quem é?
Antes de lhe perguntar o seu nome (aquele com o qual ela realmente se identifique, goste e, acima 
de tudo, não se sinta constrangida), muitos já a definem como “aquele” que é “doente”, veio de “família 
sem valores” e só sabe fazer coisas equivocadas, além de ofender a “moral e os bons costumes”. Quem é 
ela (que “é ele”) se nem sabemos e nem queremos saber quem é?
Ela (por “ser ele”) não sonha? Não tem talentos? Não tem potencialidades? Só sabe ser 
“desequilibrado”, “coitadinho”, “deprimido”, “iludido”? Ela (por “ser ele”) não sabe, ou jamais terá a 
capacidade de saber viver e conviver com os demais? Ela (por “ser ele”) não é humana o bastante para ir 
além do que lhe é imposto? Ela (por “ser ele”) não pode libertar-se dos limites do estereótipo do homem 
para ir além do estereótipo da mulher? Ela (por “ser ele”) não pode ser mulher em identidade, por lhe ser 
intrínseco, e não ser homem em formato, por lhe ser obrigação? Se ela se sente ela, porque tem que “ser 
ele”? Ela é “ele”?
Se não compreendemos porque ela (que “é ele”) é ela, não poderíamos simplesmente lhe dar o 
direito à voz para argumentar porque ela (que “é ele”) se sente ela? É tão difícil assim exercer a arte de 
ouvir? Ouvir de verdade? Pelo menos tentar compreender, de verdade, a verdade dela? Ah, sim... A 
verdade não “pertence a todos”! Nem é “direito de todos”. Talvez não seja mesmo direito dela (que “é 
ele”) ser ela; já que muitos, mesmo sem conseguir explicar direito o porquê, se sentem tão aviltados, 
chocados, perturbados, confusos, ofendidos e condescendentes com o simples fato dela (que “é ele”) 
existir e ser ela. Mas, se muitos não conseguem explicar direito o porquê de se sentirem tão incomodados 
com ela (que “é ele”) ser ela, por que então, de fato, ela (que “é ele”) incomoda tanto? Ser ela, mesmo 
“sendo ele”, afeta tanto assim a vida de tantos? Afeta mesmo?
Se ela “aceitasse ser ele”, o nosso país seria melhor? Se ela “aceitasse ser ele”, as crianças 
desamparadas teriam comida, roupa e futuro? Se ela “aceitasse ser ele”, os muitos políticos corruptos 
deixariam de ser corruptos? Se ela “aceitasse ser ele”, o nosso frágil planeta estaria a salvo dos interesses 
destrutivos de muitas corporações, para as quais a única coisa de valor são os números sob a forma de 
posse? Se ela “aceitasse ser ele” não haveria mais carência de água potável para os povos sedentos que 
nem conhecemos? Se ela “aceitasse ser ele” o mundo não teria mais problemas? Se ela “aceitasse ser 
ele” o mundo seria melhor”?
Se ela “aceitasse ser ele” você não teria mais problemas? Se ela “aceitasse ser ele”, a vida de 
você seria melhor? Se ela “aceitasse ser ele” você seria melhor? Ou você não é dos muitos que se 
incomodam, sem saber o porquê, com o fato dela (Tá bom, tá bom... Desculpem-me os donos da verdade: 
“ELE”) ser ELA?
Ah, se você realmente não é destes muitos, então esqueça este texto... Desculpe-me pelo tempo 
que tomei de você. Afinal, este texto não é tão importante assim. Na verdade, que importância esse texto 
tem, afinal? Você poderia me responder? Por favor?

BARBARA GRANER

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Transgêneros: Constrangimento na educação


 Conforme o Ministério da Educação, 5,05 milhões de estudantes prestaram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no último fim de semana (26 e 27). Algumas histórias foram contadas detalhadamente, alunos que chegaram atrasados e perderam a prova, de outros que foram flagrados fotografando a prova,  muitas infelicidades que acontecem num evento envolvendo tantas pessoas .
Mesmo sendo minoria um grupo passaram por uma situação ainda mais delicada:  Transexuais, foram impedidos de entrar no local do exame ou sofreram vários tipos de constrangimento enquanto faziam a prova.
 As acusações  foram em alguns  de  falsidade ideológica  como ocorreu  contra um jovem  ( homem transexual) que preferiu manter sua identidade em segredo na página, relatando seu infortúnio. Como seu RG contempla o nome feminino de batismo e sua foto pré-adequação de gênero, o documento não foi aceito e ele não conseguiu fazer a prova. 
Ouve  outras reclamações de adolescentes que compartilharam histórias semelhantes. Foi o caso d e uma jovem mineira  ,19, que teve seu documento checado por três aplicadores em uma faculdade em Sete Lagoas (MG): “Fiquei muito constrangida", disse ela. "Eles me perguntaram se era eu mesmo, falavam meu nome civil muito alto, mesmo eu tendo pedido para eles não fazerem isso”,  relata a jovem.
 Já cursando a faculdade de direito, optou por realizar o exame como teste novamente, não mudou: o jeito como ela foi tratada. “Já estou fazendo direito, algo que sempre quis fazer. Fiz o Enem apenas como experiência, e de novo tive problemas com nome social, assim como no ano passado, e tenho toda vez que procuro algum serviço público, hospitais, etc.”  
 “Bem, na verdade gostaria de ter um pouco mais de visibilidade. Nós (transgêneros) somos marginalizadas por toda a sociedade”.
A questão do nome social é amplamente debatida entre os transgêneros e a comunidade LGBT. Em março deste ano, o deputado estadual Jean Wyllys   (PSOL-Rj) propôs o projeto de lei n. 5002/2013, batizado João Nery, que visa garantir a qualquer pessoa o reconhecimento e tratamento por sua identidade de gênero, nome, imagem e sexo nos documentos.
“A palavra ‘visibilidade’ tem, para nós, LGBT, uma conotação particular, mas para transexuais e travestis é bem diferente. Eles e elas não têm como ficar no armário depois de certa idade, e por isso, em muitos casos, são expulsos e expulsas de casa, da escola, da família, do bairro, até da cidade. A visibilidade, para aquele cuja identidade sexual está escrita no corpo, é obrigatória e o preconceito e a violência que sofrem é muito maior. Precisamos resgatar a dignidade desse segmento”, afirmou Wyllys por meio de nota. 
Durante a coletiva de encerramento do Enem, o ministro da educação, Aloizio Mercadante  , demostrando deconhecimento dos casos - e no geral, do assunto - declarou que não houve nenhum registro de incidentes envolvendo alunos transgêneros, e ainda se confundiu ao responder à pergunta de um repórter, colocando no mesmo grupo transexuais e bissexuais.
Durante uma coletiva  após  o encerramento do ENEM, Aloizio  Mercadante, ministro da educação declarou que não houve incidentes que envolvesse alunos trangêneros .
 Diante desta situação constrangedora, não   ficamos caladas, representadas  pela ANTRA- ASSOCIAÇÃO NACIONAL  DE  TRAVESTIS E TRANSEXUAIS,  presidida por Cris Stefanny. enviou ao ministro da educação  o seguinte oficio:

Campo Grande/MS, 29 de outubro de 2013.

OFÍCIO: 000081/2013 – ANTRA – PRESIDÊNCIA -2012/2016

A Vossa Excelência
Senhor Aloizio Mercadante
Ministro da Educação 
Brasília

Assunto: Políticas de Educação para Travestis e Transexuais.

Excelentíssimo Senhor Ministro, 

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais – ANTRA foi pensada no ano de 1993 com o início de suas ações e atividades, porém sua fundação e registro em cartório ocorreram no ano de 2000 na cidade de Porto Alegre/RS, constituindo-se, portanto, numa instituição de fato e de direito - a primeira e única instituição que representa as Travestis e Transexuais do Brasil. O seu quadro de filiadas inclui 105 (cento e cinco) instituições de Travestis e Transexuais em todo o país, abrangendo as cinco macros regiões, ou seja, em todos os 26 estados da federação e no Distrito Federal.

A ANTRA é dirigida hoje por uma Diretoria Executiva e Conselhos Fiscal e de Ética, empenhados na finalidade principal em assegurar que a ANTRA seja um instrumento expressivo da luta pela conquista dos direitos humanos plenos das Travestis e Transexuais contra quaisquer formas de discriminação, sejam elas jurídicas, sociais, políticas, educacionais, religiosas, culturais ou econômicas.

Diante do exposto acima, eu, Cris Stefanny, no exercício da presidência da ANTRA, me dirijo a V. Excelência, com o intuito de repassar algumas informações sobre o tratamento de uma Travesti e/ou Transexual, dentro ou fora do ambiente escolar. A intenção da ANTRA com esta iniciativa visa estreitar o diálogo com o Governo e com este Ministério a fim de qualificar os corpos docentes para que respeitem as pessoas TRANS (travestis e transexuais) dentro dos estabelecimentos de ensino, impedindo que algumas atitudes fundamentadas no desconhecimentos de certas peculiaridades se consolidem para a promoção da evasão escolar:

CONSIDERANDO os princípios dos direitos humanos consagrados em instrumentos internacionais, especialmente a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) e a Declaração da Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas (Durban, 2001);
CONSIDERANDO as propostas de ações governamentais contidas no Programa Nacional de Direitos Humanos 3, elaborado em 2010 (PNDH 3) relativas ao Eixo Orientador III: Universalizar Direitos em um Contexto de Desigualdades;

CONSIDERANDO o Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra Lésbicas, Gays, Transgêneros, Transexuais e Bissexuais e de Promoção da Cidadania Homossexual, denominado "Brasil Sem Homofobia";
CONSIDERANDO o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Transexuais - PNLGBT; 
CONSIDERANDO a Portaria nº 1.612 de 18 de Novembro de 2011 do Ministério da Educação que assegura às travestis e transexuais o uso do nome social;
CONSIDERANDO as resoluções da Conferência Nacional de Educação - CONAE 2010 quanto ao gênero e à diversidade sexual;
CONSIDERANDO a Portaria 233, datada de 18/05/2010, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão - Mpog, que estabelece o uso do nome social adotado por travestis e transexuais às/aos servidoras/es públicas/os, no âmbito da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional;
CONSIDERANDO que o Artigo 19 do Código Civil garante as pessoas em geral o uso de pseudônimo: (O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome).
e
CONSIDERANDO a portaria 1.820 do Ministério da Saúde que garante às Travestis e Transexuais terem o nome Social impresso no Cartão do SUS
Venho por meio desta, enfatizar que qualquer aluno e/ou aluna transexual tem o direito de ser identificada/o pelo seu nome social, bem como fazer uso do banheiro em que melhor se sinta acolhida/o, em conformidade com a sua Identidade de Gênero. Levando-se em conta uma questão de bom senso e de respeito à dignidade da pessoa humana, uma Transexual e/ou Travestis com Identidade Feminina de Gênero fazer uso de banheiro masculino é uma situação constrangedora, que se contrapõe às relações sociais construídas a partir da Identidade de Gênero vivenciada.
Lembramos ainda que para uma Travesti e/ou Transexual é muito mais cômodo o uso do banheiro feminino pela privacidade da arquitetura que moldam tais construções (cubículos individuais). Portanto as usuárias dos banheiros femininos usufruem de uma privacidade que os banheiros masculinos não oferecem. Este fato preserva as usuárias do banheiro feminino de qualquer violência sexual ou assédio moral e sexual, uma vez que o objeto de desejo sexual e/ou afetivo da Travesti e/ou Transexual é direcionado às pessoas do sexo masculino, logo, por aqueles que não frequentam o banheiro feminino.
Tentando tornar mais claro o entendimento, esclarecemos que são muito maiores as probabilidades de uma menina lésbica assediar outra menina no banheiro feminino que a possibilidade de tal ato vir a ser praticado por uma Travesti e/ou Transexual, exatamente pelas diferenças com relação à expressão da Identidade de Gênero que tais segmentos populacionais vivenciam.

Entendemos que a obrigatoriedade do uso do banheiro masculino por discente travesti e/ou transexual é motivado pelo desconhecimento de direitos, ou mesmo pela dificuldade que muitos estabelecimentos escolares ainda apresentam ao lidar com pessoas não heterossexuais. Nesta perspectiva é que nos manifestamos orientando para que a Identidade de Gênero de pessoas TRANS (travestis e transexuais) seja respeitada em todas as instancias e esferas do ensino público e privado.
Aproveitando o ensejo, solicitamos medidas cabíveis frente aos constrangimentos e tratamentos equivocados pelos quais passaram as pessoas TRANS (travestis e transexuais) de todo o País na hora de realizarem as provas do ENEM. Nesse momento em que a tranquilidade é fundamental, essas pessoas não tiveram suas integridades, suas Identidades de Gêneros, nem seus nomes sociais respeitados pelo/as agentes monitore/as. Tais ocorrências indesejáveis, registradas pela mídia (matérias em anexo), expuseram essas pessoas a um elevado índice de constrangimento público que certamente interferiram negativamente no desempenho e concentração requeridos à realização do exame a que se esforçaram em dele participar. 

Solicitamos deferimento.

Cris Stefanny
Presidente da ANTRA
A ANTRA  pra quem não conhece trata-se  de uma rede Brasileira de Pessoas Transexuais e Travestis com 105 instituições afiliadas que tem como propósito a mobilização de todas as Travestis e Pessoas Transexuais das cinco regiões do pais para a construção de um cenário político nacional inclusivo e afim de representar esses segmentos na busca pela cidadania plena e igualdade de direitos.
 Fontes : 
Ofício: https://www.facebook.com/groups/242849939071573/permalink/639099596113270/

Grupo da ANTRA no Facebook:https://www.facebook.com/groups/242849939071573/
Segundo dados do Ministério da Educação, 5,05 milhões de estudantes prestaram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no último fim de semana (26 e 27). Algumas histórias foram contadas em detalhe, caso daqueles alunos que chegaram atrasados e perderam a prova, de outros que foram flagrados fotografando a prova e toda ordem de acasos e infelicidades que acontecem num evento envolvendo tanta gente jovem.
 Conforme o Ministério da Educação, 5,05 milhões de estudantes prestaram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no último fim de semana (26 e 27). Algumas histórias foram contadas em detalhe, caso daqueles alunos que chegaram atrasados e perderam a prova, de outros que foram flagrados fotografando a prova e toda ordem de acasos e infelicidades que acontecem num evento envolvendo tanta gente jovem.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

mnaual do amigo colorido

Amigo é tudo de bom, ainda mais quando além de ouvir você reclamar da vida, te levar pra casa quando você tomar um porre e te ajudar nas suA amizade colorida tem muitos nomes. Uns chamam de pirocamiga, amigos com benefícios, sexo sem compromisso e se você for internacional, fuck buddy ou fuck friend. Não importa como você chama isso, você vai estar dando pro seu amigo de qualquer jeito. Porém, amizade colorida é quando você vai transar com um amigo seu. O pirocamiga, sexo sem compromisso e etc, não é compatível com esse manual porque você não tem a carga sentimental de amizade como tem com o seu amigo. as vinganças, ele te come. Só que amizade colorida não é tão simples quanto parece.

O ministério da saúde avisa que a amizade colorida pode trazer os seguintes riscos:
1 A amizade pode ficar estremecida
2 Vocês podem deixar de ser amigos
3 Você pode se apaixonar por ele, ou ele se apaixonar por você e tudo virar uma merda
4 Você pode ficar grávida do seu amigo
Claro que isso tudo só vai acontecer se você não seguir esse manual da amizade colorida. Eu vou te dar todas as dicas pra você sentar gostoso nesse seu amigo e não acontecer nada com a amizade de vocês.
Eu vou te ensinar um mantra que você vai repetir pra você todos os dias ao acordar e quando for dormir a partir do momento que deseja ter uma amizade colorida com algum amigo. O mantra é bem simples. É só repetir quinze vezes: não vai rolar sentimento, é só pica. Entendeu? Não tem e não pode rolar sentimento. Só é um bônus que você vai ter com essa sua amizade. Você tem que ser madura o suficiente pra poder controlar isso porque amiga, a partir do momento que você começar sentir algo diferente por ele, tem que parar com esse lance de dar pra ele na hora. Arruma outra foda, um namorado, vira sapatão, vira freira, se vira, mas não vai mais dar pra ele. Tem que ter isso em mente senão você vai foder com tudo. Com tudo, pode entender: sua amizade com ele, com seus outros amigos, com você mesma. Estamos combinados, né? Já deixa endereços de conventos presos nos imãs da geladeira.
Começo
Se já rola uma tensão sexual entre você e seu amigo, o caminho tá meio andando, mas se não rola e você quer criar essa tensão, só tem um jeito: álcool. É, amiga, parece que o álcool tem uma propriedade que faz todos os seus sonhos se tornarem realidade, mas depois que o efeito passa os sonhos viram pesadelos. Proponha esses jogos bestas que sempre acaba em pegação ou seja direta e faça uma proposta mais íntima. Claro que você não precisa abrir o chat do facebook e mandar um “E aí, qual a boa de hoje? Se for ficar em casa, vem aqui me comer hoje”, mas mais um “Ei, as meninas não querem sair, o que acha da gente dar uma volta na cidade e ver o que tem de bom?” e daí o resto é com o seu poder de sedução, mas supondo o impossível e dizendo que você não tem esse poder, qualquer pessoa diria que era melhor esquecer isso, mas eu não. Eu acredito em você, sua safada!
O poder de sedução não tem a ver com o seu corpo, com a sua roupa e nem com a sua conta bancária. Tem a ver com você saber criar o momento certo e pra isso precisa de um pouquinho de feeling e mais nada. Saíram e encontraram nada pra fazer? Vão pra casa de um de vocês, coloquem um filme nada sugestivo, como terror, suspense, dê risada de tudo, comente tudo e não deixe na cara que aquilo é uma armadilha. Não vá levar o cara pra sua casa pra colocar filme de comédia romântica pra ele ver! E daí deixe o seu corpo encostar nele, sua mão na dele e ele, instintivamente, vai contra atacar. Ou então vão pro lugar mais nada a ver da cidade, tomem todas, causem demais e depois na ida, ôpa, tu tava tão bêbada que errou a bochecha dele ao beijá-lo pra se despedir e parou no pau dele. Não, tá bom. Parou na boca. Entendeu como você pode controlar a coisa toda? Só não vai encher a cara, se perder no plano, apagar e acordar amanhã com ele limpando o quarto dele que você vomitou tudo.
Se já rola uma tensão sexual, daí você nem precisa ter o poder da sedução. É esperar o momento certo e pegá-lo.
Meio
Ai, que delícia. Vocês se pegaram, ele te comeu, vocês usaram camisinha pra que você não fique grávida do seu amigo com benefícios e agora? E agora calma e leia tudo isso atentamente. Lembra do mantra? Ele continua valendo pra você. Vale mais agora do que nunca porque essa é parte crítica. Vocês são só amigos que transam um com outro, então ele pode ficar com quem ele quiser e você ficar com quem você quiser. Não pode mudar nada no seu comportamento com ele e nem no dele com você. São amigos. Você vai agir da mesma maneira quando ele ficava com uma menina na sua frente: falava mal dela pras suas outras amigas.
Não pode mandar sms dizendo como a noite foi boa e nem tocar nesse assunto. Pra coisa ficar ainda mais fácil de levar, faça piadas com isso no meio dos seus amigos. Não faça disso mais do que é porque é só uma pegação entre vocês. Lembra quando você bebeu todas e deu um beijo no seu amigo e no outro dia vocês todos se zoavam? É isso que tem que acontecer. Diz que ele te levou num motel tão porco que você acha que pegou pulga. Só não vai zoar o tamanho do pau dele porque né, você precisa desse pau e não é de bom tom cuspir no prato que te comeu.
Outra coisa que você deve evitar são as cobranças. Ninguém cobra nada de ninguém, a não ser que tenha a ver com algo relacionado à amizade de vocês. Caso contrário, olha o mantra, caralho! Nem pode falar coisas como “quando vamos repetir?” porque agora que a tensão existe, vai acontecer naturalmente quando vocês estiverem juntos ou quando os estiverem a fim e o papo ir pra essa direção.
Fim
Vocês são amigos com benefícios e benefícios podem acabar. Saiba que isso é uma fase tanto pra ele quanto pra você. Quando achar que não rola mais porque você quer ficar com um cara e levar algo sério com ele, chega no amigo e diga abertamente que não rola mais porque você quer ser fiel e que vai abrir um concurso entre suas amigas pra te substituir. Tá vendo que se você leva a coisa na brincadeira tudo parece mais leve e fácil? E ah, já pode ficar preparada porque ele pode aparecer com uma ficante e não querer mais esses seus benefícios, viu? E você vai ter que levar na boa.
Não pode, de forma alguma, haver ciúmes quando ele ficar com outras pessoas, contar das transas dele ou coisa parecida. Se sentir isso, é hora de parar. O acordo era sexo entre amigos, não? Então se é só sexo, ele não tem que se importar de falar de outras meninas na sua frente e você também não precisa evitar de falar dos seus rolos e das pirocas que você tem pego.
Epílogo
Amizade colorida pode sim acontecer da melhor forma possível e todo mundo sair ganhando nisso, mas se tudo for combinado e com a consciência de que é só sexo e além de ele bater com o pau na sua cara e você dar um chá de buça nele, ninguém deve mais nada pro outro. Se vocês fizerem isso, levarem tudo na brincadeira e com leveza, dá pra fazer uma versão pornô de FRIENDS entre vocês e seus amigos.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A transexualidade a adequação de sexo


As cirurgias transgenitais para a realização da "mudança de sexo" de pessoas portadoras da síndrome da disforia de gênero, os denominados de transexuais, têm ocupado as manchetes da mídia, já há algum tempo, reconhecidas como modalidade terápica praticamente corriqueira, embora não exista legislação específica destinada à regulamentar tal situação fática. No entanto, tem sido objeto de polêmica a situação jurídica daqueles que, embora apresentem a síndrome da transexualidade e muitas das características do fenótipo oposto ao seu sexo psíquico, não se submeteram à cirurgia de transgenitalização, não alterando seu sexo morfológico. Ao pretenderem a alteração do seu assento de nascimento, para portar a identidade pessoal de acordo com seu sexo psíquico e sua aparência social, obtém, muitas vezes, a recusa da pretensão pelos juízos e tribunais, pelo simples fato de não terem redesignado cirurgicamente seu estado sexual, apresentando genitália originária, do sexo oposto ao seu sexo psíquico.

Mas quem são os transexuais?

A mídia tem reiteradamente confundido a homossexualidade, travestismo e a transexualidade, como sendo uma mesma categoria médica. No entanto, a homossexualidade, travestismo e atransexualidade apresentam diferenças profundas e marcantes não havendo qualquer semelhança entre si.

1. Da etiologia da transexualidade.

Para abandonarmos, em definitivo, os equívocos que pairam sobre a disforia de gênero com outras etiologias, traremos, em breves palavras, algumas características distintivas entre as categorias apontadas.

O homossexualidade consiste no fato de o indivíduo preferir para relação sexual uma pessoa do mesmo sexo. No passado, a homossexualidade foi considerada uma modalidade patológica, um distúrbio de personalidade. Na atualidade os homossexuais são classificados como pessoas normais, tendo, porém, preferência sexual diversa da heterossexualidade, sua orientação sexual se direciona para uma pessoa do mesmo sexo com a qual encontra satisfação. Sua orientação erótica é precisa e seus órgãos sexuais são, para o homossexual, uma fonte de prazer, não tendo dúvidas quanto à sua própria sexualidade. O homossexual masculino é homem e a homossexual feminina é mulher.

travestismo consiste na denominação da entidade na qual a pessoa apresenta uma imensa satisfação no uso de trajes típicos do sexo oposto. No tocante à sua sexualidade, o travesti pode ser um indivíduo heterossexual ou homossexual. Sua excitação erótica reside justamente no uso de roupas cruzadas ou roupas trocadas, do inglês, cross-dressing, praticando um verdadeiro ritual masturbatório associado a outras práticas eróticas de natureza heterossexual ou homossexual.  

transexual, segundo conceitua a Associação Paulista de Medicina é o "indivíduo com identificação psicossexual oposta aos seus órgãos genitais externos com o desejo compulsivo de mudança dos mesmos." São pessoas que apresentam genitais externos normais de um determinado sexo possuindo, porém, uma psique totalmente oposta ao seu sexo morfológico com intenção determinada de reverter sua genitália.

Trata-se de um conflito oriundo da ruptura entre seu psique e sua realidade corporal. Esta situação gera desgosto em relação aos seus órgãos genitais e aos atributos secundários de um sexo que o indivíduo sente não ser seu. O ambiente social onde vive passa a ser hostil. O preconceito e a falta de solidariedade acabam por levar o transexual ao próprio isolamento e a uma extremada solidão. Esta é uma das razões pela qual alguns transexuais recorrem ao suicídio. 

Estudos médicos revelam que a transexualidade se origina antes de a criança vir a ter capacidade de discernimento, surgindo por volta dos dois primeiros anos de vida.  Contudo são conhecidos casos em que o aparecimento da transexualidade surge, até mesmo, antes do nascimento, durante o período fetal. Em outros casos, a transexualidade aparece na maturidade, denominada de transexualidade secundária.

A síndrome da disforia de gênero é comum em homens e mais rara em mulheres não se sabendo, ainda, qual seria a real razão desta fato. A teoria que melhor explica a gênese da transexualidade é a denominada teoria neuro-endócrina ou bissexual. A teoria neuro-endócrina, elaborada por Henry Benjamin, se concentra no estudo do hipotálamo humano, que é a glândula que controla o comportamento sexual. O hipotálamo é, em todos os fetos, fundamentalmente, feminino, independentemente de serem os fetos geneticamente masculinos ou femininos. A produção excessiva de estrógenos na mãe ou a falta de funcionalidade dos órgãos neurais do feto causariam a permanência do centro hipotalâmico com características femininas. Tal deficiência implica em "alterações nas estruturas dos centros de identidade sexual do hipotálamo," uma vez que a secreção androgínica produzida pela gônada primitiva, não atinge aquele centro ou este não responde a essa secreção, deflagrando, posteriormente, um comportamento sexual "anormal" no indivíduo.
Por: Elimar Szaniawski 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Chega de rótulos


Branco, Preto, Gay, Hetero, Bi, Traveco, Viado, Bicha, Sapata, Gordo, Magro…
Rótulos, rótulos e mais rótulos que são usados indiscriminadamente pelas pessoas para definir outras pessoas de maneira totalmente superficial… Cansei dos rótulos…
Sabe o que eu sou? Uma pessoa, assim como você e todas as outras…
O que me define? Meu caráter, meus sentimentos e minhas idéias… Isso é o que sou…
Do que importa saber se a pessoa é branca, negra, alta, baixa, gorda, magra, hetero ou homo? Esses rótulos não mudam o que a pessoa é de fato, por dentro, em seu coração e em sua mente…
Então, vamos começar a enxergar nas pessoas e na humanidade o que realmente importa? Quem elas são e não os rótulos que são usados para definí-las…
Vamos parar de apontar, ridicularizar, fazer piadas de mal gosto e simplesmente viver e deixar viver. Ser para as pessoas aquilo que gostaríamos que fossem pra nós…
Olhar alem dos “rótulos”, e enxergar o verdadeiro “Eu” de cada um e todas as belezas e valores reais de cada um.
Dá próxima vez que olhar para alguem, olhe essa pessoa nos olhos, enxergue sua alma e você verá que são exatamente iguais, mesmo que exteriormente sejam diferentes…
Da próxima vez que encontrar alguem que tenha feito escolhas diferentes das suas na vida, procure compreender que assim como você, essa pessoa também tem direito de escolher e ser respeitada por isso…
Passe a olhar o mundo e as pessoas não com os olhos físicos, mas com os olhos do amor…
Deus Pai/Mãe é nosso maior exemplo… Fomos todos criados a partir do amor, livres para escolher nossos caminhos, livres para ser quem somos e mesmo assim, sendo diferentes somos amados e respeitados, pois Deus Pai/Mãe consegue ver além dos rótulos que nós mesmos criamos, e enxerga o que realmente somos…
Vivam o amor que Deus Pai/Mãe nos mostrou e olhem com os olhos do amor…
E não importa a cor, raça, sexo ou sexualidade… No final das contas, somos todos luz e energia, crescendo e evoluindo para um dia estarmos todos juntos novamente junto a grande energia de amor que nos criou…
Não julguem, não rotulem…
Por RebelHeartBR

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Homem que transa com travestis, o que são?


Elas estão nas esquinas e avenidas, imponentes em cima de um salto 15, de decotes oferecidos e micro saias. Às vezes, se o movimento cai, elas apelam e tiram resto de roupas que cobriam o corpo forte e, ao mesmo tempo feminino, atraindo uma diversidade de olhares de todos os tipos – os curiosos, os inconformados, os cheios de desejo. Em meio as esquinas escuras da cidade, desde os becos sujos do centro até ruas de classe alta – para o desespero de seus ricos moradores -  elas param o trânsito.  E aí, ficam duas perguntas – Quem são essas pessoas que, mesmo tendo nascido com corpo de homem, passam a vida tentando assumir outra identidade? E quem são essas pessoas que, escondidas atrás de vidros escuros no breu da noite procuram essas profissionais do sexo?
Os travestis formam um grupo na escala da sexualidade que gera dúvida até nos especialistas. Os menos informados, atiram pedras, dizendo que é uma pouca vergonha ou uma afronta à sociedade. Outros, dizem que se trata de uma patologia, de doença, ou de algum tipo de falha macabra nos genes. O fato é que, no meio desse universo de desinformação, os travestis sofrem – desde o início. Primeiro, nascem em um corpo com o qual não se identificam. Gostam de agir e se comportar como mulheres. Os casos mais extremos, os chamados transexuais, se sentem  mulheres aprisionadas em um corpo masculino e chegam ao extremo que ter que recorrer à cirurgias de troca de sexo em nome de uma identidade. Agora, mais difícil do que entender o que que se passa na mente dos travestis e transexuais, é entender a mente das pessoas  que vêem a situação como “falta de vergonha na cara”. Me desculpe, mas não consigo imaginar como somente  uma “falta de vergonha” pode levar alguém a se submeter a uma cirurgia complicadíssima ou ter que se ver condenado a passar seus dias se prostituindo na noite. É claro que essa não é a explicação. Dizer que ser travesti ou transexual é uma “opção” é a mesma coisa que dizer que o homossexualidade ou o heterossexualidade é uma “opção”. Isso é o tipo de coisa que ninguém escolhe.

Além de terem nascido em um corpo que não corresponde com sua mente, os travestis são, talvez, os maiores representantes da classe dos invisíveis existentes na sociedade – o que chega a ser irônico, dada a aparência excêntrica deles. Ninguém fala sobre a situação de discriminação que eles vivem. Travesti já nasce sem oportunidade – ou vai trabalhar em salão de cabeleireiro ou vai pra ruas. Nem casas noturnas costumam os aceitar, quem dirá os outros estabelecimentos. Pense bem, quantos travestis você conhece que trabalham em lugares que não sejam esses dois citados? E não venha me dizer que não conhece porque provavelmente existem poucos travestis no mundo – basta dar uma voltinha pelos seus pontos de encontro que com certeza irá mudar de opinião. E aí, como fica? O que acontece com os travestis que não querem ser prostitutas e nem cabeleireiros? Essa situação deveria ser caso de cotas, como as de deficientes – todo estabelecimento responsável deveria ser obrigado a contratar uma porcentagem de funcionários travestis. Seria um tapa lindo na cara dos preconceituosos e traria de volta a dignidade dessas pessoas.

Homens que  gostam  de travestis, o que são?

Por mais que a pergunta “quem transa com travesti é gay?” já tenha sido feito milhares de vezes, essa questão ainda continua sem resposta.  Existem várias – desde de “é gay”, “é viadagem”, “credo, coisa de marica”, passando por algumas do tipo “Não existe outra função do traveco a não ser dar e comer. E no momento que o cara dá ré no kibe, se torna gay.” até as mais esclarecidas, como: “Não acho que seja gay, porque gay sente atração por outro homem e o travesti é uma mulher com um pênis.”
Hipóteses a parte, acho incrível a capacidade das pessoas de querer definir a sexualidade do outro baseada em certos comportamentos. O ato único e exclusivo de fazer sexo anal, não torna ninguém gay – ser gay implica numa série de outros comportamentos e desejos. O sexo anal é só mais uma forma de se fazer sexo, que ficou associada aos gays por ser a manobra de penetração disponível quando se tem dois homens na cama.
A resposta mais esclarecedora que já ouvi até hoje para essa pergunta, foi dada pelo sexólogo Cláudio Picazio em uma entrevista que  vi, ele responde a pergunta: “Por que um homem contrata um travesti?”

“Muito simples. Porque ele gosta de um travesti. Um cara que sai com um travesti não é um gay incubado, porque é mais fácil sair com outro homem. Alguém se encontrar com um homem no carro, é mais fácil – “Esse aqui é meu amigo lá do futebol”. E é mais fácil também sair com uma mulher. Então, ele sente tesão por um travesti. Por essa mulher com pênis. Ele tem tesão em ser penetrado sim, mas por um homem? Não. Por uma mulher. Ele não é gay – ele deseja uma mulher com pinto. Tem mulheres que usam um pênis de borracha e comem seus maridos. Ok. Provavelmente se isso não acontecesse, eles irias procurar travestis. Ele sente prazer com penetração anal, mas ele não quer um cara. Ele quer uma mulher.”

Ou seja, a resposta que tanto buscamos é muito simples. O que nos impede de enxergar essa realidade é a nossa necessidade doentia de rotular. Ele é gay. Ele é hétero. Ele é bi. Precisamos aprender a aceitar as diferenças, até porque elas não nos dizem a respeito. Quem você acha que é para querer definir a sexualidade do outro? Baseando-se em quê? Não importa a nomenclatura – importa o que existe dentro.  E, além de tudo, já deveríamos ter aprendido -  quem se define, se limita.

Para fins de direitos autorais de imagem declaro que a fotos usada dentro do post não é de minha autoria e que o autor não foi identificado.
 Fonte da Entrevista com o Sexólgo Cládio Picazio : http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=XYZZZBRSGbI
Elas estão nas esquinas e  avenidas, imponentes em cima de um salto 15, de decotes oferecidos e micro saias. Às vezes, se o movimento cai, elas apelam e tiram resto de roupas que cobriam o corpo forte e, ao mesmo tempo feminino, atraindo uma diversidade de olhares de todos os tipos – os curiosos, os inconformados, os cheios de desejo. Em meio as esquinas escuras da cidade, desde os becos sujos do centro até ruas de classe alta – para o desespero de seus ricos moradores -  elas param o trânsito.  E aí, ficam duas perguntas – Quem são essas pessoas que, mesmo tendo nascido com corpo de homem, passam a vida tentando assumir outra identidade? E quem são essas pessoas que, escondidas atrás de vidros escuros no breu da noite procuram essas profissionais do sexo?
Os travestis formam um grupo na escala da sexualidade que gera dúvida até nos especialistas. Os menos informados, atiram pedras, dizendo que é uma pouca vergonha ou uma afronta à sociedade. Outros, dizem que se trata de uma patologia, de doença, ou de algum tipo de falha macabra nos genes. O fato é que, no meio desse universo de desinformação, os travestis sofrem – desde o início. Primeiro, nascem em um corpo com o qual não se identificam. Gostam de agir e se comportar como mulheres. Os casos mais extremos, os chamados transexuais, se sentem  mulheres aprisionadas em um corpo masculino e chegam ao extremo que ter que recorrer à cirurgias de troca de sexo em nome de uma identidade. Agora, mais difícil do que entender o que que se passa na mente dos travestis e transexuais, é entender a mente das pessoas  que vêem a situação como “falta de vergonha na cara”. Me desculpe, mas não consigo imaginar como somente  uma “falta de vergonha” pode levar alguém a se submeter a uma cirurgia complicadíssima ou ter que se ver condenado a passar seus dias se prostituindo na noite. É claro que essa não é a explicação. Dizer que ser travesti ou transexual é uma “opção” é a mesma coisa que dizer que o homossexualidade ou o heterossexualidade é uma “opção”. Isso é o tipo de coisa que ninguém escolhe.

Além de terem nascido em um corpo que não corresponde com sua mente, os travestis são, talvez, os maiores representantes da classe dos invisíveis existentes na sociedade – o que chega a ser irônico, dada a aparência excêntrica deles. Ninguém fala sobre a situação de discriminação que eles vivem. Travesti já nasce sem oportunidade – ou vai trabalhar em salão de cabeleireiro ou vai pra ruas. Nem casas noturnas costumam os aceitar, quem dirá os outros estabelecimentos. Pense bem, quantos travestis você conhece que trabalham em lugares que não sejam esses dois citados? E não venha me dizer que não conhece porque provavelmente existem poucos travestis no mundo – basta dar uma voltinha pelos seus pontos de encontro que com certeza irá mudar de opinião. E aí, como fica? O que acontece com os travestis que não querem ser prostitutas e nem cabeleireiros? Essa situação deveria ser caso de cotas, como as de deficientes – todo estabelecimento responsável deveria ser obrigado a contratar uma porcentagem de funcionários travestis. Seria um tapa lindo na cara dos preconceituosos e traria de volta a dignidade dessas pessoas.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O que os homens desejam em uma travesti


Uma questão que intriga muitos e que, quase sempre, tem uma resposta rápida e falsa por parte daqueles que as frequentam as travestis, eliminando de modo imediato o que a relação com elas poderia trazer de enigmático é: elas fazem o que as esposas, as namoradas, ou as mulheres, em geral não fazem. Essa resposta revela algo ao mesmo tempo em que esconde. Ela esconde o elemento mais intrigante e coloca em seu lugar algo falso. Evidentemente, nada do que será dito aqui deve ser tomado como uma verdade a respeito de todas as relações com travestis, mas como o que mais comumente está por trás do desejo por essas “mulheres” de pênis. A resposta que é muito bem aceita por vários permite duas interpretações. A mais comum é de que a travesti faz sexo oral melhor que várias mulheres, as travestis fazem o anal que as esposas não se dispõem a fazer. Isso contém sim algo verdadeiro, mas ao mostrar essa verdade, falsifica o que poderia ser a mola propulsora mais íntima para a procura pelo sexo com as travestis. Então qual seria a falsidade envolvida nessa procura? O que ela esconde ao revelar? Que mentira está por trás dessa verdade? De fato, elas fazem o que muita esposa não faz, mas não se trata simplesmete desses “favores” sexuais. Qualquer um sabe que quem se dispõe a procurar sexo com prostitutas encontrará facilmente uma pronta a satisfazer esses desejos mencionados. Daí, vem a réplica dos amantes de travestis: “as prostitutas não fazem com o mesmo tesão que as travestis, que parecem ‘nascidas’ para o sexo”. Isso poderia ser facilmente rebatido na grande maioria dos casos, em que os clientes não excitam minimamente uma travesti. 
Afinal é preciso responder antes que o enfado acometa o leitor. O que uma travesti, uma mulher de pênis oferece a um homem que as esposas, namoradas e demais parceiras não oferecem é justamente o que está ausente em todas as mulheres, i.e., pênis. Elas são mulheres dotadas, elas possuem algo que permitirá a seu parceiro colocar-se justamente na posição inversa àquela com a qual ele se apresenta normalmente. Ao invés de apassivar, de ser, por assim dizer, “macho” de uma figura feminina, ele mesmo poderá ocupar essa posição, mas não se fazendo mulher de um homem. É uma inversão que preserva muito da dualidade feminino/masculino. Ele será apassivado por uma figura feminina, será mulher de uma mulher. Contudo, de uma mulher realmente dotada. Mas é importante saber que o desejo não se circunscreve a um pênis simplesmente. O dote deve estar acompanhado de feminilidade, deve pertencer a uma figura feminina. Na grande maioria dos casos, o homem que sente desejo pelo pênis de uma travesti não sentiria, caso este não viesse acompanhado da aparência feminina. O foco então pode ser o pênis. Se este está em uma mulher, ele pode ser o objeto desejado, a ponto de não haver desejo pelos seios, cabelos, rosto, pele femininos. Toda essa feminilidade, apesar de o desejo especificamente por ela não aparecer na maioria dos casos (o sujeito não tem como seu objeto direto os seios, o bumbum, a cintura, etc), o feminino é fundamental, mas não aparece como o objeto de desejo e sim como algo que deve acompanhar o objeto. O pênis desejado é o pênis em uma figura feminina.

 Isso não quer dizer que todas travestis são da mesma forma, ou seja,  estão livremente aberta ao sexo 'facil' como costuma imaginar, também não se enquadra  na transexualidade que é diferente do  ser travesti. Logo abaixo estarei esclarecendo a diferença.

Transexuais e Travestis: Qual a diferença?

De uns tempos pra cá, uma palavrinha apareceu nas siglas de movimento gay, que deixaram de usar o comercial GLS, para uma sigla mais de luta, de reinvindicação – GLBT, GLTTB, GLT2, à escolha do freguês... A novidade em todas elas é o T, que acabou na prática juntando num mesmo saco duas coisas totalmente diferentes e trazendo mais confusão para um assunto que muito gente já achava complicado. A palavrinha é Transgêneros.
E não, não estou falando de soja.
Transgêneros surgiu para englobar Transexuais e Travestis. E, cá entre nós, prestou só um desserviço. Porque muita gente que não tem contato com o meio gay (e MUITAS que tem!) acaba achando que os dois são a mesma coisa – e não são. 
E pra explicar isso, vou me apropriar aqui de algumas definições do Dr. Cláudio Picazio, sexólogo, que conseguiu isolar os quatro pilares da sexualidade humana e explicar como que esses pilares se combinam, formando as mais diferentes variações de gênero, identidades, papéis e orientações sexuais. 
Gênero é o seu sexo biológico. É o que o médico vê quando você nasce. Biluzinho ou potoquinha. São dois: Homem e Mulher. 
Orientação Sexual tem a ver com desejo, com atração. Com quem você quer ir pra cama? Com alguém do seu sexo? Com alguém do sexo oposto? Tanto faz? São três, respectivamente: Homossexual, Heterossexual e Bissexual.
Papel Sexual tem a ver com comportamento. Você é mais masculino ou mais feminino? Uma mulher caminhoneira está num papel masculino. Um homem que pinta as unhas está num papel feminino. Note que Papel Sexual não tem nada a ver a com Orientação Sexual – ou seja, um homem efeminado ou uma mulher masculinizada não necessariamente são homossexuais. Assim como um cara todo machinho não é necessariamente hetero. Papéis sexuais são grande fonte de discriminação, uma vez que é exatamente como a sociedade percebe você. E se esse papel não está em acordo com o que se espera do seu Gênero, o povo se escandaliza. 
Ou inventa coisas como os metrossexuais, por exemplo, pra poder absorver homens em papéis mais delicados.
Mas o mais complicado dos pilares é o da Identidade Sexual. E é exatamente ele o responsável pelos travestis e transexuais, ainda que de forma diferente. Identidade Sexual é como você se percebe. Alguns chamam de sexo cerebral. Na sua cabeça, você acha que é o que? Homem ou Mulher? Um menino hetero típico tem gênero masculino, papel masculino, orientação heterossexual e identidade é masculina. Ponto. Mas um e-jovem típico, enrustido, tem gênero masculino, papel masculino, orientação homossexual e uma identidade também masculina. Ele não quer ser mulher, ele só curte outros garotos. A única diferença entre um menino gay e um hetero é sua orientação sexual. E o mesmo vale pras meninas hetero e lésbicas e entre todos estes e os bissexuais. 
No caso das transexuais, porém, a identidade sexual não está de acordo com o seu sexo biológico. Independente do gênero (podem nascer homens ou mulheres), papel (tem os mais masculinos até os bem efeminados) e orientação (existem transexuais hetero e transexuais homo), o que define o transexual é que seu corpo é de um sexo, mas seu cérebro é de outro. São mulheres presas num corpo de homem, ou vice versa.
Imagine você um belo dia acordando, indo pro banheiro, e de repente seu sexo foi trocado! Você ainda é você, pensa como você pensa, mas seu peito está diferente e ali, no meio das suas pernas... NÃOOOOOOOOO!!! Por isso que as transexuais tem repulsa ao seu corpo. Simplesmente não é o corpo delas. Elas não se identificam com NADA ali. Tudo o que querem é mudar tudo, cortar fora aquela coisa balançando, sumir com aqueles pelos, sentir seus peitos crescendo, como deveriam crescer... 
Se uma pessoa procura ou anseia por uma operação de mudança de sexo, onde o pênis é totalmente removido, pode ter certeza: Trata-se de um transexual. 
Já com os travestis, a coisa é um pouco diferente, mas num nível fundamental. Não se sabe ainda como, nem por quê, mas os travestis não tem uma identidade só, masculina ou feminina. Eles têm as duas. Eles se sentem homem e mulher, os dois conceitos se misturando dentro deles como ingredientes num liquidificador. Ora eles se sentem mais femininos, ora mais masculinos, mas ambas estão sempre presentes e eles não têm o desejo de anular nenhum dos dois lados. Infelizmente, seus corpos nascem com apenas um sexo – homens ou mulheres. O que eles fazem então? Adaptam o seu corpo para alcançar, o máximo possível, essa outra metade da essência deles que veio faltando. Os que nascem homens, a maioria, querem por peitos e quadril, etc...
Mas não cortam o pau fora.
Por quê o fariam? Eles são homem e mulher ao mesmo tempo. O que eles querem é ter peitos e pênis, só assim eles se sentem completos. 
Quem começa a pensar um pouco sobre isso, vai vendo o quanto é complicado definir orientação sexual quando falamos de transgêneros. Uma trans que curte mulher é o quê? Hetero? Afinal, ela nasceu homem... Mas sua identidade é feminina, então cabe mais dizer que ela é lésbica. E, portanto, as transexuais que namoram e casam com homens (como a mais famosa delas, Roberta Close), não são homossexuais, são hetero. Afinal, elas sempre foram garotas – só tinham um pequeno problema...
E os travestis? Com relação a travestis, essa definição de hetero e homossexual perde totalmente o sentido... O que podemos dizer é que existem travestis que gostam de homem, travestis que gostam de mulheres e os que gostam dos dois. Mas eles não se encaixam nessas definições de orientação sexual existentes. O mesmo se diz das pessoas que gostam de travestis – elas não são hetero e não são gays, são simplesmente pessoas que gostam de travestis. E ponto. Até criou-se um nome para eles: T-lovers.
É, galera, já dizia Hamlet, “existem muito mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia...” Mês que vem vamos estar falando mais sobre os Heteros, esses desconhecidos, e e como esse papo de papel sexual pode dar um nó na cabeça de qualquer um...

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

''Machucaram meu coração''


Tenho ouvido com uma certa frequência das pessoas que elas tem perdido a capacidade de se comunicar com seus sentimentos mais honestos e profundos. Normalmente se queixam que estão assim em decorrência de um amor não correspondido ou de uma situação de traição, quebra de confiança ou agressão.

O seu está assim?
“As vezes fico tentando me lembrar daquela pessoa com quem vivi momentos especiais só para voltar a ter aquela sensação de pureza e entrega. Tenho medo de nunca mais voltar a sentir isso de novo!”
Essa frase é honesta e vem acompanhada de um desassossego em função de novos relacionamentos amorosos. Parece que se tornam impenetráveis, sentem aquela nova relação como se fosse algo improvisado e nunca definitivo.
Se esqueceram como é amar. Amor profundo!
Foram emocionalmente sequestradas por um fracasso no amor.
É como se estivessem gritando por dentro: “Tenho saudades de mim!”
As vezes ficam solteiras por muito tempo, congeladas emocionalmente. Conseguem administrar bem os desejos sexuais com transas ocasionais, mas no fundo, trocariam todas as melhores transas por aquela sensação de amor especial.
“Nao consigo mais me apaixonar! Nem que eu queira. Já tentei, me esforcei, a pessoa era ótima, mas parece que algo não anda dentro de mim.”
Curiosamente se tornam pessoas “quebradoras de coração”. Encantam, seduzem, envolvem, falam coisas especiais, mas todas elas vazias de uma real intenção amorosa.
“Eu me esforço, tento me envolver, até faço planos, mas algo dentro de mim ficou oco.”
As vezes vão atrás da última pessoa por quem sentiram algo especial. Ao se deparar com a pessoa percebem que não é ela e que mesmo com aquela pessoa nada mais aconteceria.
“Quando o vi de novo, meu coração bateu mais forte, achei que poderia vivenciar tudo de novo. Mas foi só uma miragem, transamos e no dia seguinte eu estava de novo com aquela pedra de gelo incômoda instalada no meu peito de novo.”
Sentem como se estivessem mortas, frias e indiferentes ao sentimento dos outros.
O medo de se machucar criou uma armadura em torno de seu coração.
A saída nem sempre é fácil. Ficou claro que não basta que a pessoa tente resgatar aquela pessoa do passado. Nem adiantaria voltar no tempo.
O grande treino é voltar lentamente a assumir pequenos riscos pessoais.
Sair daquela zona de conforto emocional, ousar um pouco mais. Conseguir insistir mesmo que a dor comece a surgir. Não esperar que algo seja garantido para experimentar uma emoção consistente.
A garantia de que não haverá mais machucado não existe. Portanto, ausência de dor não é um critério. Mas caminhar apesar da dor e do medo.
A vulnerabilidade não é uma fraqueza, mas uma força. Agir à partir da vulnerabilidade devolve a você algo que está mais próximo de um sentimento real. Ser “forte” é agir de modo desgovernado, com orgulho, sem consistência, experiência garantida de desamor.
O risco de ser vulnerável coloca você diante de sentimentos ambíguos, confusos e até contraditórios, no entanto, que movimentam muito mais sua vida emocional. Se parecem frágeis é somente pelo fato de que remetem você à fases da vida onde havia muito mais disponibilidade emocional.
A força vem da verdade do que se sente, mais do que da segurança de não sofrer.
Antes de desistir e deixar seu coração em baixas temperaturas, entenda que nisso a única pessoa que sai perdendo é você.’

Ame como se nunca tivesse sido ferida antes!