quinta-feira, 11 de julho de 2013

Quando a saudade dói


Quando a saudade apertar lembra daquele sorriso, daquele gosto de fruta, das longas horas em que se olha nos olhos e nada diz, mesmo porque a ocasião se entende por si só.
A saudade dói quando chora, quando lembra, quando ouve, quando encanta com encantos únicos. Dói quando se ama, quando chega e principalmente quando parte.
Nas lembranças restam o resto de outrora. Resta aquele único fio que segura os pensamentos de ontem que poderia ser hoje, amanhã e depois.
E se incontrolável for a dor, como certamente é, se agarra naquele fio pois mesmo que tenda a despencar, pelo menos resta o fio.
Na saudade busco o que resta de lembranças, revirando o baú e dele retirando o ultimo deleite dos momentos. Ergo aquele velho taco descolado do quarto para que debaixo possa retirar aquele retrato, aquela carta, que lá estavam guardados para que o tempo tratasse de apagar os registros de uma felicidade que não posso dizer que foi em vão. Porém, não são os retratos e as cartas que um dia sumiram que vão deixar que eu apague tudo de uma vez por todas.
Sentir saudade é natural. Dói, mas com o tempo vira apenas lembrança e esta não irá machucar tanto.
Se sentes saudade é porque lembra, e se assim o faz lembre que foi eterno no seu espaço de tempo cabível.Lembra dos pequenos instantes que se tornaram grandes momentos.
Me busque no seu mais intimo pensamento e veja que ainda estou por lá.Se procuras saber como ando, creia que estou bem. Se queres saber se continuo acreditando no inacreditável, acredite, ainda acredito que se lembra de mim.