quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Desvendando a Orientação Sexual



Em algum momento, quando você era nenê, começou a pegar coisas com uma mão ou outra, instintivamente. Assim como o uso da mão, a orientação sexual inicia cedo, em geral antes da puberdade e antes de as crianças começarem a manter relações sexuais. Faz parte da sexualidade escolher parceiros românticos e sexuais de um gênero ou de outro, ou de ambos.
Para algumas pessoas a orientação sexual pode variar no curso da vida, mas para outras não é algo que se possa decidir.
Na verdade, a orientação sexual não pode ser mudada pela psicoterapia ou qualquer intervenção. Eis uma breve descrição: a orientação sexual se refere a atração sexual que as pessoas sentem e pode ser hétero ou não hétero. Hétero é usado para definir as pessoas que se sentem atraídas pelo sexo oposto. Quando um homem é atraído sexual e romanticamente por outros homens é chamado de homossexual. As mulheres que gostam de mulheres são conhecidas como lésbicas. As pessoas atraídas por membros de ambos os sexos se chamam bissexuais.
Geralmente, em inglês, essas pessoas são conhecidas como "queer" que inclui também transexuais, transvestidos e pessoas que não se adaptam as identidades sexuais hétero. São chamados, de forma despectiva, de afeminado, bicha ou veado e uma série de palavras controvertidas. Por muito tempo, palavras ofensivas foram usadas (e ainda são utilizadas) para insultar ou atacar e espalhar intolerância e preconceitos. Mas, ao longo do tempo, muitas pessoas não hétero que saíram do armário lutam para recuperar a exclusividade do termo bicha ou veado. Quando essas palavras são usadas com respeito, muitas pessoas acham que captam a variedade e diversidade das orientações sexuais não hétero e das identidades genéricas heterodoxas.
Acredite, é normal
Ao longo da história, algumas organizações religiosas, científicas e culturais condenaram o amor entre pessoas do mesmo sexo e o consideraram antinatural, um ato pecaminoso da vontade. Ainda hoje, não é totalmente aceito e continuam os debates sobre a causa da atração entre pessoas do mesmo sexo.

Você pode ter certeza de algumas coisas:
1. A orientação sexual não é opcional.
2. Não é uma doença.
3. Não é algo que se possa "curar" por meio de terapia ou de tratamento médico.
4. Nenhuma forma de simulação mudará o que você é.
5. Todas as orientações sexuais são totalmente normais.
A orientação sexual faz parte da identidade de cada pessoa e os homossexuais são tão amorosos, éticos, produtivos, inteligentes, belos e humanos quanto os heterossexuais. O amor entre o mesmo sexo é normal, saudável e com as mesmas possibilidades de manter relações satisfatórias, felizes e sérias que o amor hétero.
Então, como é que as pessoas sabem se são homossexuais ou não? Vamos supor que você é homossexual, fala isso ou não? Quando diz?
Se lançar um olhar retrospectivo, alguns adultos homossexuais dizem que eles sabiam desde crianças que eram assim. Alguns na terceira ou quarta série da escola. Outros não se mostraram seguros até chegar à universidade, ou ainda depois. Não há fórmulas nem pistas para estas coisas. Se você tiver dúvidas sobre o assunto, preste atenção aos sinais do cérebro ou do ventre. Cedo ou tarde, você vai perceber do que gosta mais.
Saindo do armário. Rebelando-se.
É ótimo gostar de quem você é. Ajudará muito se você gosta de você. Mas, comunicar isso aos outros pode ser muito difícil.
Talvez você seja aquele rapaz fraco que gosta das artes, e seus amigos te chamam de "bicha". Ou talvez você ri nervosamente quando seus amigos falam da professora "machão" de ginástica, sabendo que eles falariam o mesmo se soubessem de você.
Nessas situações, quando você quer se dar bem com todo mundo para evitar brincadeiras pesadas dos colegas e preconceitos dos pais, é quando aparecem muitas razões desagradáveis pelas quais as pessoas preferem se esconder o verdadeiro eu.
Contudo, você também pode decidir quando, como e com quem discutir sentimentos. No fim das contas, o silêncio é como a morte e a verdade vai te libertar. Quase todas as lésbicas e os homossexuais dirão que ao revelar a identidade -quando o acharam apropriado-foi o melhor que puderam ter feito, sem pensar nas consequências que teriam de pagar. Mas, é bom lembrar, revelar sua identidade no lugar e tempo errados pode ocasionar consequências negativas. Tudo depende da situação. Por isso, escolha bem o momento e as condições para sair do armário.
Numa hora você estará pronto/a. Você perceberá que tem o poder de te proteger, de escolher a pessoa adequada e a situação certa. Enquanto isso, aprende as seguintes lições:
1. Não há nada de errado com você.
2. Você não está sozinho (há mais de 600.000.000 homossexuais no mundo).
3. O homossexualismo acontece em todo o reino animal -desde cisnes até ursos cinzentos- entre os pássaros, os peixes, os reptis e mamíferos.
4. Você tem o direito básico dos seres humanos de ser quem você é.
5. Quando você se aceitar, terá o poder de se defender.
Homossexual ou heterossexual: Você é o que você é
Eis o surpreendente. Essas lições são certas, ainda que você seja hétero!
Não há motivo para que só homossexuais defendam a própria identidade sexual. Muitas pessoas heterossexuais marcham junto com homossexuais no desfile anual Pride, que acontece em vários países, e recebem a força para declarar ao mundo que cada um tem o direito de ser como é.
Minha última ideia acerca da orientação sexual: não importa quanto queremos que o assunto seja claramente entendido, às vezes é confuso por um tempo. Tenha paciência. O coração te indicará o caminho certo

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

O amor entres duas pessoas



Muito tem sido escrito e falado sobre o amor. Seu conceito, entretanto, tem sido freqüentemente distorcido. Talvez o maior erro seja rotular a forma física do amor entre homem e mulher como pecaminosa. O amor, em sua natureza, é somente espiritual. O amor físico (erótico) é apenas seu reflexo no plano físico. O amor físico é natural e desejado por Deus. Como as pessoas podem aceitar a idéia de que a naturalidade dada pelo Criador, a qual dá lugar a toda vida biológica, é pecaminosa? Ninguém percebeu o quão enorme é a quantidade de energia que emana da força sexual? Ninguém ainda notou como brilham duas pessoas que são puras no amor?
Aí se segue outra distorção: declarar a mulher como um ser inferior. Durante séculos, mulheres foram usadas como moeda de troca por suas novilhas, territórios, e Reinos. Após a troca, onde não havia espaço para o amor, o ritual de um padre supostamente santificava o abuso sexual nestas mulheres pelos homens, para livrarem-se do pecado!
Já há muito tempo poderíamos ter deduzido que a qualidade do amor entre um homem e uma mulher é determinante na qualidade da próxima geração. Quão diferentes são as crianças concebidas a partir do amor daquelas que são geradas somente a partir do sexo!
A terceira perversidade e negação do amor é a fornicação. A fornicação é um ato sexual sem o amor mental e espiritual. Portanto, sexo em troca de dinheiro, de paz no casamento, sexo a partir de curiosidade erótica, da vaidade, do auto-abuso, sexo precoce, homossexualidade, sexo entre parentes, perversão, e especialmente sexo por prazer. Quando a relação sexual está baseada no amor espiritual, seu motivador é o desejo de proporcionar ao parceiro carinho, para equilibrar a energia sexual do espírito do parceiro. Então, é um ato de doação! Quando a relação sexual está baseada no egoísmo, sua motivação é de obter prazer somente para si. Como resultado destes motivos conflitantes: dar – receber, ações energéticas a partir de processos eróticos ocorrem completamente diferente. Se o motivo é dar, então o parceiro recebe energia e é grato ao amor, sentindo-se revigorado, equilibrado e feliz. Não se sente cansado! Entretanto, se o motivo é apenas receber, então o espírito do parceiro é privado de energia e o resultado é uma sensação de cansaço, de desgosto, de futilidade. Deus proibiu as pessoas do ato da fornicação para seu próprio bem! O resultado da fornicação é a perda do poder sexual e vital. Não importa se acontece dentro ou fora do casamento.
A quarta distorção é o fato de manter o processo do amor físico sob um véu de segredos.
A Luz não tem segredos. Os jovens deveriam ser plenamente informados a respeito. Entretanto, o papel de instrutor tem sido freqüentemente exercido por pessoas para as quais nada importa, exceto a matéria física. São os conhecidos sexólogos. Como se o amor pudesse ser estudado! O que podem dizer sobre a espiritualidade e os sentimentos, que são pré-requisitos para o amor verdadeiro? Eles somente sabem ensinar como fornicar! Em sua opinião, a finalidade do ato sexual é descarregar a energia sexual, a assim chamada gratificação sexual, e não a de doar ao parceiro o poder sexual.
Outra manifestação de distorção e de ignorância é a de alegarem de que o único propósito da ligação sexual é o da reprodução. Estes têm como ideal uma família com doze filhos os quais os pais nem sequer podem sustentar, educar com responsabilidade ou dar a devida atenção. O resultado então não é o paraíso na terra, que deveríamos construir, mas sim o vale de lágrimas onde somente a esperança pelo “céu após a morte” é muito bem vendida. A sabedoria do amor também inclui a paternidade consciente e responsável!
A sexta manifestação de distorção é agir contra a criatividade, portanto, também contra a criatividade do amor. O entorpecimento e estereótipo resultam na perda da alegria do amor.


                                     Condições para atingir o verdadeiro amor:



A primeira condição é a dimensão espiritual desenvolvida do ser humano. Somente pessoas vivas em seu espírito são capazes de receber a radiação do amor do Criador, de serem afetadas por ela e de assim também poderem oferecê-la a seu parceiro. Neste caso, o amor espiritual e emocional controla a direção do instinto sexual. A condução espiritual destes seres humanos proporciona o encontro de seu parceiro ideal, no tempo certo. As pessoas que não desenvolveram sua dimensão espiritual são incapazes de amar verdadeiramente.
A segunda condição do verdadeiro amor é a igualdade. A igualdade não se trata somente de um estado legal. Para entendê-la, precisamos, primeiramente, perceber que o espírito feminino é diferente do masculino. Os homens são caracterizados por sua energia criativa ativa – por sua atividade, tenacidade, firmeza, racionalismo, e estão melhores instrumentados para a vida material. Por outro lado, as mulheres são caracterizadas por sua energia criativa passiva, pela capacidade de receptividade, intuição, adaptação, sensibilidade, e estão melhores aparelhadas para perceber o mundo espiritual. Os homens possuem uma predisposição maior para ter uma visão racional do mundo enquanto as mulheres enxergam o mundo mais emocionalmente. Suas conexões mentais interiores enriquece ambos, permitindo uma visão mais coerente do mundo e complementando um ao outro. Estar ciente das qualidades do sexo oposto é fundamental para a construção do amor. O que amamos na outra pessoa são as características de sua personalidade que tremulam sob a vontade de Deus, e as quais não possuímos. Então, na verdade, mesmo ao amar nosso parceiro, estamos amando a Deus, a fonte de toda bondade.
A terceira condição para o amor verdadeiro é a humildade – a percepção da própria imperfeição. A partir do amor ao parceiro, tenta-se, primeiramente, esconder os próprios traços ruins e assim eliminá-los. Este esforço é a concreta manifestação do amor; é o maior dom, pois exige o esforço máximo. Ninguém quer mudar a si mesmo! Somente a magia do amor é o gatilho que transforma a característica própria com a intenção de trazer alegria à pessoa amada. Assim, o amor é o maior estímulo para o crescimento espiritual.
A quarta condição para o verdadeiro amor é a completa transparência e sinceridade. É necessário que se conte tudo ao parceiro; é a única forma de tornar parte um do outro! Aqueles que não conseguem isso não são merecedores do amor verdadeiro. Os sexólogos, ao contrário, ensinam aos parceiros sobre os assim chamados jogos conjugais, cuja essência é a simulação do comportamento. Os parceiros têm que atuar como atores e não levam nada muito a sério; jogam o jogo da vida na vida real.
Assim, os chamados casamentos persistem; pois de outra forma seriam denominados polígamos (tendo mais que um parceiro). Mas aqueles que dizem tais coisas nunca experimentaram o estado do verdadeiro amor. O amor é perfeitamente monogâmico! Quando um homem e uma mulher estão internamente conectados, ambos ficam automaticamente “castrados” e fechados para outros. Isto significa que não conseguem ver outros como objetos sexuais. Devido ao fato de as relações verdadeiras haverem virtualmente desaparecido, o desejo pelo sexo oposto surge em nosso subconsciente; e todos, solteiros e casados, são constantemente atraídos eroticamente pelo sexo oposto. Seu subconsciente está continuamente procurando pelo amor verdadeiro, não sendo capaz de encontrá-lo.
A quinta condição para o amor verdadeiro é a completa desconsideração de posses materiais, e de relações social e familiar no relacionamento. Ai daqueles que tentam impedir o amor verdadeiro por tais motivos. O que Deus uniu, que nenhum ser humano separe! O amor é a negação da influência do mal; portanto, por meio dos adversários do amor verdadeiro, o mal atribui tal importância aos motivos legais e racionais.
A sexta condição para o amor verdadeiro é estar preparado para ele e orar por ele. Para aqueles que batem, a porta será aberta. Entretanto, devem ser merecedores do amor verdadeiro e estarem preparados para ele. De acordo com a lei da uniformidade, o homem preparado encontra a mulher preparada e o homem despreparado encontra a mulher despreparada. No último caso, há somente uma solução: os esforços mútuos em direção ao aperfeiçoamento; afinal de contas, foi para tal fim que se encontraram. Assim, podem ambos se transformar em pessoas melhores.
O amor verdadeiro entre um homem e uma mulher é o doar recíproco – a doação incondicional e sem exigência de reconhecimento, pois esta é a natureza do mundo. Aqueles que param de doar, perdem a capacidade de amar. Portanto, caem no egoísmo, na solidão e no desespero. Não são punidos; punem-se a si mesmos pelo desrespeito à ordem espiritual da Criação.