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Uma questão que intriga muitos e que, quase sempre, tem uma resposta rápida e falsa por parte daqueles que as frequentam as travestis, eliminando de modo imediato o que a relação com elas poderia trazer de enigmático é: elas fazem o que as esposas, as namoradas, ou as mulheres, em geral não fazem. Essa resposta revela algo ao mesmo tempo em que esconde. Ela esconde o elemento mais intrigante e coloca em seu lugar algo falso. Evidentemente, nada do que será dito aqui deve ser tomado como uma verdade a respeito de todas as relações com travestis, mas como o que mais comumente está por trás do desejo por essas “mulheres” de pênis. A resposta que é muito bem aceita por vários permite duas interpretações. A mais comum é de que a travesti faz sexo oral melhor que várias mulheres, as travestis fazem o anal que as esposas não se dispõem a fazer. Isso contém sim algo verdadeiro, mas ao mostrar essa verdade, falsifica o que poderia ser a mola propulsora mais íntima para a procura pelo sexo com as travestis. Então qual seria a falsidade envolvida nessa procura? O que ela esconde ao revelar? Que mentira está por trás dessa verdade? De fato, elas fazem o que muita esposa não faz, mas não se trata simplesmete desses “favores” sexuais. Qualquer um sabe que quem se dispõe a procurar sexo com prostitutas encontrará facilmente uma pronta a satisfazer esses desejos mencionados. Daí, vem a réplica dos amantes de travestis: “as prostitutas não fazem com o mesmo tesão que as travestis, que parecem ‘nascidas’ para o sexo”. Isso poderia ser facilmente rebatido na grande maioria dos casos, em que os clientes não excitam minimamente uma travesti.
Afinal é preciso responder antes que o enfado acometa o leitor. O que uma travesti, uma mulher de pênis oferece a um homem que as esposas, namoradas e demais parceiras não oferecem é justamente o que está ausente em todas as mulheres, i.e., pênis. Elas são mulheres dotadas, elas possuem algo que permitirá a seu parceiro colocar-se justamente na posição inversa àquela com a qual ele se apresenta normalmente. Ao invés de apassivar, de ser, por assim dizer, “macho” de uma figura feminina, ele mesmo poderá ocupar essa posição, mas não se fazendo mulher de um homem. É uma inversão que preserva muito da dualidade feminino/masculino. Ele será apassivado por uma figura feminina, será mulher de uma mulher. Contudo, de uma mulher realmente dotada. Mas é importante saber que o desejo não se circunscreve a um pênis simplesmente. O dote deve estar acompanhado de feminilidade, deve pertencer a uma figura feminina. Na grande maioria dos casos, o homem que sente desejo pelo pênis de uma travesti não sentiria, caso este não viesse acompanhado da aparência feminina. O foco então pode ser o pênis. Se este está em uma mulher, ele pode ser o objeto desejado, a ponto de não haver desejo pelos seios, cabelos, rosto, pele femininos. Toda essa feminilidade, apesar de o desejo especificamente por ela não aparecer na maioria dos casos (o sujeito não tem como seu objeto direto os seios, o bumbum, a cintura, etc), o feminino é fundamental, mas não aparece como o objeto de desejo e sim como algo que deve acompanhar o objeto. O pênis desejado é o pênis em uma figura feminina.
Isso não quer dizer que todas travestis são da mesma forma, ou seja, estão livremente aberta ao sexo 'facil' como costuma imaginar, também não se enquadra na transexualidade que é diferente do ser travesti. Logo abaixo estarei esclarecendo a diferença.
Transexuais e Travestis: Qual a diferença?
De uns tempos pra cá, uma palavrinha apareceu nas siglas de movimento gay, que deixaram de usar o comercial GLS, para uma sigla mais de luta, de reinvindicação – GLBT, GLTTB, GLT2, à escolha do freguês... A novidade em todas elas é o T, que acabou na prática juntando num mesmo saco duas coisas totalmente diferentes e trazendo mais confusão para um assunto que muito gente já achava complicado. A palavrinha é Transgêneros. E não, não estou falando de soja. Transgêneros surgiu para englobar Transexuais e Travestis. E, cá entre nós, prestou só um desserviço. Porque muita gente que não tem contato com o meio gay (e MUITAS que tem!) acaba achando que os dois são a mesma coisa – e não são. E pra explicar isso, vou me apropriar aqui de algumas definições do Dr. Cláudio Picazio, sexólogo, que conseguiu isolar os quatro pilares da sexualidade humana e explicar como que esses pilares se combinam, formando as mais diferentes variações de gênero, identidades, papéis e orientações sexuais. Gênero é o seu sexo biológico. É o que o médico vê quando você nasce. Biluzinho ou potoquinha. São dois: Homem e Mulher. Orientação Sexual tem a ver com desejo, com atração. Com quem você quer ir pra cama? Com alguém do seu sexo? Com alguém do sexo oposto? Tanto faz? São três, respectivamente: Homossexual, Heterossexual e Bissexual. Papel Sexual tem a ver com comportamento. Você é mais masculino ou mais feminino? Uma mulher caminhoneira está num papel masculino. Um homem que pinta as unhas está num papel feminino. Note que Papel Sexual não tem nada a ver a com Orientação Sexual – ou seja, um homem efeminado ou uma mulher masculinizada não necessariamente são homossexuais. Assim como um cara todo machinho não é necessariamente hetero. Papéis sexuais são grande fonte de discriminação, uma vez que é exatamente como a sociedade percebe você. E se esse papel não está em acordo com o que se espera do seu Gênero, o povo se escandaliza. Ou inventa coisas como os metrossexuais, por exemplo, pra poder absorver homens em papéis mais delicados. Mas o mais complicado dos pilares é o da Identidade Sexual. E é exatamente ele o responsável pelos travestis e transexuais, ainda que de forma diferente. Identidade Sexual é como você se percebe. Alguns chamam de sexo cerebral. Na sua cabeça, você acha que é o que? Homem ou Mulher? Um menino hetero típico tem gênero masculino, papel masculino, orientação heterossexual e identidade é masculina. Ponto. Mas um e-jovem típico, enrustido, tem gênero masculino, papel masculino, orientação homossexual e uma identidade também masculina. Ele não quer ser mulher, ele só curte outros garotos. A única diferença entre um menino gay e um hetero é sua orientação sexual. E o mesmo vale pras meninas hetero e lésbicas e entre todos estes e os bissexuais. No caso das transexuais, porém, a identidade sexual não está de acordo com o seu sexo biológico. Independente do gênero (podem nascer homens ou mulheres), papel (tem os mais masculinos até os bem efeminados) e orientação (existem transexuais hetero e transexuais homo), o que define o transexual é que seu corpo é de um sexo, mas seu cérebro é de outro. São mulheres presas num corpo de homem, ou vice versa. Imagine você um belo dia acordando, indo pro banheiro, e de repente seu sexo foi trocado! Você ainda é você, pensa como você pensa, mas seu peito está diferente e ali, no meio das suas pernas... NÃOOOOOOOOO!!! Por isso que as transexuais tem repulsa ao seu corpo. Simplesmente não é o corpo delas. Elas não se identificam com NADA ali. Tudo o que querem é mudar tudo, cortar fora aquela coisa balançando, sumir com aqueles pelos, sentir seus peitos crescendo, como deveriam crescer... Se uma pessoa procura ou anseia por uma operação de mudança de sexo, onde o pênis é totalmente removido, pode ter certeza: Trata-se de um transexual. Já com os travestis, a coisa é um pouco diferente, mas num nível fundamental. Não se sabe ainda como, nem por quê, mas os travestis não tem uma identidade só, masculina ou feminina. Eles têm as duas. Eles se sentem homem e mulher, os dois conceitos se misturando dentro deles como ingredientes num liquidificador. Ora eles se sentem mais femininos, ora mais masculinos, mas ambas estão sempre presentes e eles não têm o desejo de anular nenhum dos dois lados. Infelizmente, seus corpos nascem com apenas um sexo – homens ou mulheres. O que eles fazem então? Adaptam o seu corpo para alcançar, o máximo possível, essa outra metade da essência deles que veio faltando. Os que nascem homens, a maioria, querem por peitos e quadril, etc... Mas não cortam o pau fora. Por quê o fariam? Eles são homem e mulher ao mesmo tempo. O que eles querem é ter peitos e pênis, só assim eles se sentem completos. Quem começa a pensar um pouco sobre isso, vai vendo o quanto é complicado definir orientação sexual quando falamos de transgêneros. Uma trans que curte mulher é o quê? Hetero? Afinal, ela nasceu homem... Mas sua identidade é feminina, então cabe mais dizer que ela é lésbica. E, portanto, as transexuais que namoram e casam com homens (como a mais famosa delas, Roberta Close), não são homossexuais, são hetero. Afinal, elas sempre foram garotas – só tinham um pequeno problema... E os travestis? Com relação a travestis, essa definição de hetero e homossexual perde totalmente o sentido... O que podemos dizer é que existem travestis que gostam de homem, travestis que gostam de mulheres e os que gostam dos dois. Mas eles não se encaixam nessas definições de orientação sexual existentes. O mesmo se diz das pessoas que gostam de travestis – elas não são hetero e não são gays, são simplesmente pessoas que gostam de travestis. E ponto. Até criou-se um nome para eles: T-lovers. É, galera, já dizia Hamlet, “existem muito mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia...” Mês que vem vamos estar falando mais sobre os Heteros, esses desconhecidos, e e como esse papo de papel sexual pode dar um nó na cabeça de qualquer um... |
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
O que os homens desejam em uma travesti
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
''Machucaram meu coração''
Tenho ouvido com uma certa frequência das pessoas que elas tem perdido a capacidade de se comunicar com seus sentimentos mais honestos e profundos. Normalmente se queixam que estão assim em decorrência de um amor não correspondido ou de uma situação de traição, quebra de confiança ou agressão.
“As vezes fico tentando me lembrar daquela pessoa com quem vivi momentos especiais só para voltar a ter aquela sensação de pureza e entrega. Tenho medo de nunca mais voltar a sentir isso de novo!”
Essa frase é honesta e vem acompanhada de um desassossego em função de novos relacionamentos amorosos. Parece que se tornam impenetráveis, sentem aquela nova relação como se fosse algo improvisado e nunca definitivo.
Se esqueceram como é amar. Amor profundo!
Foram emocionalmente sequestradas por um fracasso no amor.
É como se estivessem gritando por dentro: “Tenho saudades de mim!”
As vezes ficam solteiras por muito tempo, congeladas emocionalmente. Conseguem administrar bem os desejos sexuais com transas ocasionais, mas no fundo, trocariam todas as melhores transas por aquela sensação de amor especial.
“Nao consigo mais me apaixonar! Nem que eu queira. Já tentei, me esforcei, a pessoa era ótima, mas parece que algo não anda dentro de mim.”
Curiosamente se tornam pessoas “quebradoras de coração”. Encantam, seduzem, envolvem, falam coisas especiais, mas todas elas vazias de uma real intenção amorosa.
“Eu me esforço, tento me envolver, até faço planos, mas algo dentro de mim ficou oco.”
As vezes vão atrás da última pessoa por quem sentiram algo especial. Ao se deparar com a pessoa percebem que não é ela e que mesmo com aquela pessoa nada mais aconteceria.
“Quando o vi de novo, meu coração bateu mais forte, achei que poderia vivenciar tudo de novo. Mas foi só uma miragem, transamos e no dia seguinte eu estava de novo com aquela pedra de gelo incômoda instalada no meu peito de novo.”
Sentem como se estivessem mortas, frias e indiferentes ao sentimento dos outros.
O medo de se machucar criou uma armadura em torno de seu coração.
A saída nem sempre é fácil. Ficou claro que não basta que a pessoa tente resgatar aquela pessoa do passado. Nem adiantaria voltar no tempo.
O grande treino é voltar lentamente a assumir pequenos riscos pessoais.
Sair daquela zona de conforto emocional, ousar um pouco mais. Conseguir insistir mesmo que a dor comece a surgir. Não esperar que algo seja garantido para experimentar uma emoção consistente.
A garantia de que não haverá mais machucado não existe. Portanto, ausência de dor não é um critério. Mas caminhar apesar da dor e do medo.
A vulnerabilidade não é uma fraqueza, mas uma força. Agir à partir da vulnerabilidade devolve a você algo que está mais próximo de um sentimento real. Ser “forte” é agir de modo desgovernado, com orgulho, sem consistência, experiência garantida de desamor.
O risco de ser vulnerável coloca você diante de sentimentos ambíguos, confusos e até contraditórios, no entanto, que movimentam muito mais sua vida emocional. Se parecem frágeis é somente pelo fato de que remetem você à fases da vida onde havia muito mais disponibilidade emocional.
A força vem da verdade do que se sente, mais do que da segurança de não sofrer.
Antes de desistir e deixar seu coração em baixas temperaturas, entenda que nisso a única pessoa que sai perdendo é você.’
Ame como se nunca tivesse sido ferida antes!
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Gays ou héteros: Homens que se relacionam com travestis?
São muitos os homens que procuram os serviços ou até mesmo aventuras sem compromissos com travestis,a grande maioria com pouquíssimas excessões,curtem o tal chamado algo a mais...ou o brinquedinho,fazendo alusão ao pênis das mesmas.Muitos não aceitam o rótulo de homossexuais,outros se consideram bisexuais e muitos se autodenominam de heterosexuais -; pelo simples fato de se portarem diante da sociedade como 'machos'.Mas de fato, esse T lovers(homens que curtem travestis),são héteros,mesmo sendo submissos nas relações?O que designa a orientação é a posição exercida na cama?
Travestis que não têm problemas com sua orientação e condição sexual não vêm problemas desse tal briquedinho ser apreciado e manipulado.Sabe-se que as poucas submetidas à cirurgia de mudança de sexo e que continuaram na prostituição, afirmaram categoricamente que perderam seus clientes...Mas há quem afirme que a homossexualidade não é pontuada por um papel passivo na relação, desde que, esse esteja com uma 'mulher mesmo que de pau' ultra feminina e seja másculo diante da sociedade mas 'fêmea' na cama.E ainda questiona-se o papel do macho com o sexo oposto que curte a tal inversão de papéis,ou melhor explicando,ser sodomizado por suas esposas ou namoradas com briquendos e dedos.Esse sim é hétero mesmo sendo penetrado por uma mulher génetica?
Só o afeminado é que é homo?mesmo sendo ele o ativo,o comedor da(s) relações?Conheço até casal de travestis que são namoradas,sendo que uma delas é 'o macho' da relação.Me pergunto ainda,em que categoria se põe as transexuais MTF(male to female),homem para mulher?que tem seu desejo orientado para o sexo oposto?Ou seja,elas transformam seus corpos outrora masculinos em femininos e mesmo assim, seus desejos são voltados para o sexo mudado,parece complicado?Não menos ou mais do que nossas cabeças de simples mortais.
Nos percebemos feios ou bonitos,atraentes ou esquisitos,homo,trans ou héteros,enfim...,lembro de um namorado que tive quando ainda era transformista(me vestia de moça de vez em quando) e que afirmava convictamente ser meu homem e se considerarava hétero,uma vez que ele era o macho da relação.Fica a pergunta: como você se enxerga diante de si e do mundo,coração?
Significado de Homossexual
adj. Relativo a afinidades ou atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo. / &151; s.m. e s.f. Pessoa que pratica tais atos. ( dicionario Aurélio )
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