sexta-feira, 23 de abril de 2010

   Timing: Motivo de pessoas legais estarem solteiras (Meu caso,rsrsr)
 O amor é como um campo minado, você dá um passo e explode em pedaços, se reconstrói e, estupidamente, dá um novo passo. Creio que essa é a natureza humana. Dói tanto estar sozinho, que preferimos explodir a estarmos solteiros”.
Esta belíssima citação do filme “Amor aos Pedaços” (assista, vale a pena) consegue, em poucas palavras, reproduzir exatamente o que sentimos quando terminamos um relacionamento.
A sensação física é que nosso coração está aos pedaços e que nunca seremos capazes de reconstruí-lo. É uma dor pungente, latejante e constante. Como se queimássemos por dentro, dia e noite, noite e dia. Mais dolorido ainda é quando o relacionamento acaba por falta de comunicação. Vocês se amam, se dão maravilhosamente bem na cama, tem carinho, admiração, paixão, mas falam idiomas completamente diferentes. Ela fala javanês arcaico e você, torneladiano*.
Segundo os personagens do filme citado acima, há uma explicação viável para este fenômeno: “timing” errado.
“Duas pessoas podem ser perfeitas uma para a outra, mas se o “timing” estiver errado, a relação nunca funcionará. Um “timing” errado é a razão mais comum pela qual as pessoas estão solteiras. Pessoas esquisitas e horripilantes estão sozinhas porque são esquisitas e horripilantes mas pessoas como nós estão sozinhas por causa do “timing” errado”, diz Adam, impecavelmente interpretado por Jon Favreau.
É o famoso: “hora certa no lugar errado” ou vice-versa. Tudo seria perfeito se vocês tivessem se encontrado no momento certo. Ela quer atenção vinte e quatro horas por dia justamente quando você está envolvida em um projeto importante. Você precisa de apoio, mas ela está trabalhando tanto que mal tem tempo para dormir. Ela quer casar, mas você ainda não se sente preparada para isso. Você quer casar, mas ela não é madura suficiente para um casamento.
Finalmente vocês se dão conta que a única coisa que tem em comum é o amor que sentem uma pela outra. Eis a encruzilhada: seguir em frente e tentar aprender o idioma da amada ou seguir caminhos diferentes, na esperança de reencontrá-la um dia, quando o “timing” estiver perfeito. Ambos caminhos oferecem perigos e incertezas. No primeiro, corre-se o risco de se envolver cada vez mais, amar cada vez mais e ainda assim continuar a não se entender. Já no segundo, é possível que vocês se distanciem tanto que a volta torne-se absolutamente sem sentido.
É uma decisão tão dura, que nem a “ajuda dos universitários” a tornaria mais fácil.
Mas uma de vocês precisa decidir. “Antes ela do que eu”, você pensa, tentando se redimir da culpa da decisão. Na verdade, saber de quem ela partiu é irrelevante. O importante é que vocês se perderam e só quem está sozinho sabe o quão difícil é encontrar uma pérola negra como a que acabou de deixar a sua vida. “Nada é por acaso”, é só o que pode nos confortar neste momento.
Meu conselho? Aprenda o maior número de idiomas que puder, afinal isso pode preservar um relacionamento maravilhoso, no timing certo ou não.
*Torneladiano: variação do finlandês típica de uma região da Suécia.

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