terça-feira, 21 de setembro de 2010

 Preconceito sexual

Ao falarmos de educação sexual, estamos falando também de preconceito sexual, ou seja, homofobia. Mas o que é homofobia? É o ódio irracional, o medo ou aversão aos homossexuais, pessoas que têm atração afetiva e sexual pelo mesmo sexo. A homofobia é a causa principal da discriminação e violência contra essas pessoas, um ato que gerou e ainda gera muitas injustiças e exclusão social. Só no Brasil, esse tipo de preconceito causou a morte de 2.403 gays, lésbicas e travestis nos últimos 20 anos.
Hoje, para combater essa descriminação contra homossexuais é necessário começar pela educação em escolas de todo país, com aulas que orientem os alunos sobre os direitos homossexuais, sobre gênero e identidade sexuais, pois muitas crianças e adolescentes estão cheios de dúvidas a respeito, estão descobrindo seus próprios corpos e precisam ser orientados sobre homossexualidade. Essa educação é fundamental para que, desde o início da vida, as pessoas aprendam a entender a diversidade e a aceitá-la, fazendo com que não haja mais homofobia nas escolas e em nenhum outro lugar. Só assim, ensinando a juventude, é que nosso país formará pessoas melhores e verdadeiros cidadãos.
                                                                          
 
Eu poderia pesquisar sobre uma infinidade de concepções sobre o preconceito, mas penso que estaria sendo muito técnica. Sinto que não é uma resposta deste tipo que deseja. Me sinto apta para falar dele e gostaria, por favor, que não me visse como "expert" no assunto, porque não me vejo como "expert" em nada nesta vida. Simplesmente sou uma pessoa que re(aprendeu) a enxegar a sociedade, os relacionamentos, as pessoas, a vida... com uma outra ótica: Os olhos d'alma, porque lido, vejo, acalanto, oriento, encaminho toda ordem de vítimas do preconceito. São pessoas que em nenhum momento foram perguntadas se queriam nascer com esta ou aquela deficiência. São pessoas que não são aceitas porque os ditos "normais" os repugna.
                                                                     
                                                                       

O preconceito é uma mancha social. Seja ele racial, físico, social ou sexual. Ele tem o poder de isolar e deixar de fora dos contextos sócio-afetivo justamente os que mais precisam.

O preconceito na verdade está naquele que é diferente.

Se feio, é discriminado. Mas o exageradamente bonito também sofre discriminações.

Se baixo, é discriminado. Se alto também.

O negro é visto como bandido, mas o albino, por ser tão branco, não foge da discriminação.

O mesmo acontece com os homossexuais.

Nossa sociedade precisa eliminar este pensamento de padronização.
Somos indivíduos.
Quando falo individuos quero referir-me a seres únicos: indivisíveis. Portanto não há possibilidade de homogenização.
infelismente o preconceito ainda existe e assombra milhares de pessoas em todo planeta, mas não é por  isso que vou deixar  de lutar por todos os meus sonhos e por tudo que eu sonho pra minha vida, o importante pra mim é a minha felicidade, meu bem estar, nada nem mesmo a  sociedade  me fara desistir daquilo que eu quero e almejo.
                                                                          
 
Sim fui vitima de preconceito mas,  tudo  muda,  hoje em dia  a discriminação é mais camuflada, ela não me atinge diretamente e se me atingisse , tenho certeza de que  a enfrentaria  com todas a minhas forças, afinal o que me importa  e ser feliz, não há preço que pague isso, vale a pena lutar contra tudo que é tipo de preconceito, contra o  preconceito que na maioria das vezes existem  dentro de cada um de nós. Jogue isso pra fora de você  e seja feliz, isso que importa. Afinal ninguém paga nossas contas.  (rs)
    


Projeto Escola sem Homofobia apresenta resultado de pesquisa
 

O deputado estadual Alexandre Cesar (PT) participou nesta segunda-feira (20), na Secretaria de Educação do Estado, da apresentação da pesquisa desenvolvida pelo programa Escola sem Homofobia, que faz parte do programa Brasil sem Homofobia. No ato, Cesar, que é presidente da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto, representou a Assembléia Legislativa.

O levantamento realizado em 11 capitais do país, inclusive Cuiabá, tem como objetivo subsidiar a formulação de políticas públicas, especialmente educacionais para o enfrentamento da homofobia e reconhecimento de direitos da população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

O levantamento realizado demonstra a necessidade de se pensar em uma sociedade melhor por meio do diálogo e reflexão com intuito de avançar na área de Direitos Humanos.

Conforme o deputado para se enfrentar a homofobia é necessário conhecer a fundo o assunto e o detalhamento feito pelo estudo será fundamental. “Esse não é um debate fácil, mas acreditamos que com o esforço e engajamento de todos no combate ao preconceito, conseguiremos ir desmistificando o tema”, declarou.

Na pesquisa foi detectado que os jovens homossexuais não recebem apoio da família e não são acolhidos pela escola e ainda que os professores não se sentem preparados para abordar temas ligados à homofobia. Para alguns estudantes, educadores e gestores, os pais são “culpados” pela orientação sexual dos filhos, pois “não souberam educar”.

A pesquisa teve apoio técnico e financeiro do MEC e foi executada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Travestis e Transsexuais, pela ONG Reprolatina de Campinas, Pathfinder do Brasil, e Instituto Comunicação em Sexualidade (Ecos).

Alexandre Cesar é um dos únicos deputados da história do Legislativo mato-grossense que tem atuado firmemente no combate à homofobia dentro do Parlamento. Ele apresentou os Projetos de Lei nº 117/08 e nº 760/07, que visa impor penalidades aos que discriminam outros em razão da orientação sexual e que institui o Dia Contra a Homofobia no Estado de Mato Grosso, respectivamente. Os dois PLs foram aprovados em plenário e estão na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, aguardando parecer.


O presidente da ONG Livremente de Cuiabá, Clovis Arantes, disse que irá propor à Seduc a divulgação da pesquisa em todas as escolas da rede estadual.


Fonte desta pesquisa:    http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?edt=29&id=130875

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