Por: Rosana Braga
Melhor do que ter apenas um grande amigo é ter um namorado que seja também um grande amigo. Certamente isso seria o ideal para qualquer pessoa que deseja se relacionar e encontrar companheirismo, admiração e confiança.
Afinal de contas, casais competitivos, que mais brigam e se encaram como inimigos do que parceiros – por mais estranho que possa parecer – é o que vemos o tempo todo, ainda que isso aconteça sem que, muitas vezes, o próprio casal perceba.
Mas, de fato, o que poderia ser um verdadeiro presente pode se tornar, de repente, um grande constrangimento. Apaixonar-se por um amigo (ou por uma amiga) é sempre motivo para uma angustiante reflexão: e se além de não ter meu sentimento correspondido eu ainda terminar perdendo o amigo?!?
Reflexão importante. Questão real. A possibilidade existe. Entretanto, existe na mesma proporção para o lado positivo. Ou seja, da mesma forma que você pode descobrir que não, também pode descobrir que sim. O amigo pode ser realmente um excelente candidato à vaga de amante.
Portanto, melhor do que se consumir com pensamentos fantasiosos e medos infundados, é tentar averiguar e apurar este novo sentimento em pauta: tateando a relação, chegando com calma e, enfim, jogando limpo.
Se uma amizade está, naturalmente, baseada na sinceridade, na transparência e no respeito mútuo, espera-se que haja acolhimento de qualquer sentimento, ainda que não seja correspondido.
Para isso, em primeiro lugar você precisa considerar o sim e o não. Se sim, ótimo! Se não, recolha-se e preserve o que já existia de bom.
Fácil? Não! Mas inteligente e possível. O outro pode perfeitamente não se interessar por você, ainda que lhe adore como amigo. Por isso, conservar a amizade é fazer-se um bem enorme, ainda que precise de um tempo para assimilar a impossibilidade de transformar esta relação numa outra, que apazigúe seus desejos mais íntimos.
O que acontece, no entanto, muitas vezes, é o retraimento de um dos dois ou dos dois. Por medo de não ser correspondido, o apaixonado se afasta sem explicar seus motivos. O outro, por sua vez, não sabe como agir e vai deixando a amizade esfriar.
Ou ainda uma outra possibilidade: quando o amigo percebe que o outro está se apaixonando, não sabe como agir, não consegue ser sincero e expressar o seu não e, assim, prefere se afastar, deixando o outro sem chão, sem saber o que fazer... sentindo-se péssimo e com a sensação de, além de ter estragado a amizade, ter levado um fora silencioso... o que não é, definitivamente, uma atitude amigável.
Quando os sentimentos são correspondidos, é bem provável que tudo vá se desenrolando tranqüilamente. O desconforto acontece quando um ou outro não expõe o que verdadeiramente sente e termina tumultuando a relação.
Minha sugestão, seja qual for a circunstância, seja lá o que for que já tenha ou não acontecido entre dois amigos, é uma clara, objetiva e sincera conversa. Expor os sentimentos e as percepções e falar dos desejos de cada um é a melhor maneira de resolver uma pendência, acabar com os fantasmas que assombram a amizade desnecessariamente e ainda construir uma intimidade maior do que a que havia antes.
Enfim, uma amizade pode virar um grande amor e uma experiência fantástica na vida de duas pessoas. Mas se o amor nascer apenas em um coração, ainda assim se pode descobrir uma oportunidade preciosa de compartilhar a alma com um amigo pra qualquer ocasião
Afinal de contas, casais competitivos, que mais brigam e se encaram como inimigos do que parceiros – por mais estranho que possa parecer – é o que vemos o tempo todo, ainda que isso aconteça sem que, muitas vezes, o próprio casal perceba.
Mas, de fato, o que poderia ser um verdadeiro presente pode se tornar, de repente, um grande constrangimento. Apaixonar-se por um amigo (ou por uma amiga) é sempre motivo para uma angustiante reflexão: e se além de não ter meu sentimento correspondido eu ainda terminar perdendo o amigo?!?
Reflexão importante. Questão real. A possibilidade existe. Entretanto, existe na mesma proporção para o lado positivo. Ou seja, da mesma forma que você pode descobrir que não, também pode descobrir que sim. O amigo pode ser realmente um excelente candidato à vaga de amante.
Portanto, melhor do que se consumir com pensamentos fantasiosos e medos infundados, é tentar averiguar e apurar este novo sentimento em pauta: tateando a relação, chegando com calma e, enfim, jogando limpo.
Se uma amizade está, naturalmente, baseada na sinceridade, na transparência e no respeito mútuo, espera-se que haja acolhimento de qualquer sentimento, ainda que não seja correspondido.
Para isso, em primeiro lugar você precisa considerar o sim e o não. Se sim, ótimo! Se não, recolha-se e preserve o que já existia de bom.
Fácil? Não! Mas inteligente e possível. O outro pode perfeitamente não se interessar por você, ainda que lhe adore como amigo. Por isso, conservar a amizade é fazer-se um bem enorme, ainda que precise de um tempo para assimilar a impossibilidade de transformar esta relação numa outra, que apazigúe seus desejos mais íntimos.
O que acontece, no entanto, muitas vezes, é o retraimento de um dos dois ou dos dois. Por medo de não ser correspondido, o apaixonado se afasta sem explicar seus motivos. O outro, por sua vez, não sabe como agir e vai deixando a amizade esfriar.
Ou ainda uma outra possibilidade: quando o amigo percebe que o outro está se apaixonando, não sabe como agir, não consegue ser sincero e expressar o seu não e, assim, prefere se afastar, deixando o outro sem chão, sem saber o que fazer... sentindo-se péssimo e com a sensação de, além de ter estragado a amizade, ter levado um fora silencioso... o que não é, definitivamente, uma atitude amigável.
Quando os sentimentos são correspondidos, é bem provável que tudo vá se desenrolando tranqüilamente. O desconforto acontece quando um ou outro não expõe o que verdadeiramente sente e termina tumultuando a relação.
Minha sugestão, seja qual for a circunstância, seja lá o que for que já tenha ou não acontecido entre dois amigos, é uma clara, objetiva e sincera conversa. Expor os sentimentos e as percepções e falar dos desejos de cada um é a melhor maneira de resolver uma pendência, acabar com os fantasmas que assombram a amizade desnecessariamente e ainda construir uma intimidade maior do que a que havia antes.
Enfim, uma amizade pode virar um grande amor e uma experiência fantástica na vida de duas pessoas. Mas se o amor nascer apenas em um coração, ainda assim se pode descobrir uma oportunidade preciosa de compartilhar a alma com um amigo pra qualquer ocasião
| Muitas pessoas desconsideram a importância da amizade para o amor, pois existe a crença de que um relacionamento amoroso nada tem a ver com amizade, pois isto é coisa que acontece entre amigos e não entre pessoas que se amam. Contudo, esta crença “amor é amor, amizade é amizade e não se misturam” precisa ser transformada, pois a amizade é fundamental no amor, consolidando a relação a dois e tornando-a mais verdadeira e profunda. |
Todo o casal que nutre a amizade manifesta uma maior cumplicidade entre si, onde um é verdadeiramente companheiro do outro seja em qualquer situação, orientando um ao outro, e sustentando o costume natural de conversarem e construírem juntos a relação no dia-a-dia. Este tipo de casal é formado por pessoas mais maduras e assim, a relação tende a se manter através do tempo pela vida afora, pois é uma relação que evolui acompanhando as mudanças do casal, da vida, da própria relação e do amor.
Penso que a amizade é essencial sendo muito positiva seja qual for o tipo de relação amorosa, sendo assim, penso ainda ser muito bom quando a amizade se amplia e se transforma em um sentimento mais profundo como o amor entre uma mulher e um homem. No início a maioria leva um susto ao perceber que se encontra gostando do amigo, por exemplo, e tende a esconder com medo de perdê-lo por conta disto, de ser criticada, julgada como imatura e tendo confundido tudo. Há também o medo disto se espalhar e chegar aos ouvidos dos outros que somente irão complicar mais sua situação.
Porém, por mais que os fantasmas da mente lhe projetem medos é muito importante que você seja verdadeira para com ele e fale sobre seus sentimentos e como você está se sentindo perante esta nova descoberta, pois se ele realmente é seu amigo saberá lhe compreender e lhe respeitar. Contudo, é preciso muita cautela e paciência, pois ele pode não estar preparado para sua declaração de amor e se assustar podendo até se afastar de você. Se isto ocorrer você saberá que ele não era de fato seu amigo; porém terá que correr este risco.
Quando não há a correspondência dele perante seus sentimentos, mas há a amizade verdadeira, com certeza haverá o acolhimento de seus sentimentos, porém, ele lhe falará que continua a lhe ver apenas como a sua melhor amiga, que você é importante para ele, mas como amiga somente. Com isto, por mais que seja difícil você deve rever seus sentimentos e se desapegar deles, para não ficar ligada e sofrendo por alguém que não irá lhe retribuir o amor que você necessita. Dependendo de sua maturidade você poderá se afastar dele, caso fique impossível de conviver com ele apenas como amigos.
Há ainda a possibilidade dele, após saber de seu amor, se despertar e lhe corresponder iniciando assim, um relacionamento amoroso entre vocês dois. Claro que casos como este existem, não se tratando de conto de fada; de amor perfeito e da relação fantástica; porém, são os relacionamentos que mais têm condições de darem certo, justamente pelo caminho da amizade já construída. Penso que, sendo correspondida ou não, é necessário que haja muita sinceridade entre ambos para que seja possível encerrar um ciclo ou começar um novo.
Como uma sábia anciã uma vez me ensinou: “muitas vezes durante nossa vida nós nos encontramos navegando num rio e chegamos a uma curva e, neste momento, sentimos medo de seguir a frente, por justamente não sabermos o que encontraremos depois dela. Porém, somente saberemos realmente o que se encontra além da curva se a fizermos e, para isto, teremos que nos entregar, nos desapegarmos dos medos e das dificuldades e fluirmos com as águas do rio, seguindo em frente na sua continuidade.”
Na verdade, é difícil perceber alguns sentimentos.
No que se baseia uma amizade? Será de afecto e de confiança mútuas? Sim.
E o amor no que se baseia? Não será também de afecto e de confiança mútuas? Sim também.
Uma relação de amizade supõe-se ser uma relação onde deve haver lealdade, fidelidade, cumplicidade, confiança, respeito de escolhas e decisões, dialogo, troca de ideias.
E uma relação de amor não supõe-se ser igualmente tudo isso?
Se é necessário ser fiel, ser de confiança, ser leal, aprender a respeitar as decisões e escolhas, dialogar, sentir afecto, dividir ideias, acontecimentos, dúvidas, simplesmente rir ou simplesmente chorar tanto para com um amigo, como para com um amor, então qual é a diferença?!
Mas existe um ingrediente que pode ser um indicativo da diferença entre um amor e um amigo: a intimidade.
A intimidade pode denunciar que há algo mais do que um puro sentimento de amizade.
Ninguém sai por ai beijando os amigos na boca!
Mas e se houver “aquele amigo” em que você simplesmente se da conta que quando o vê seu coração dá um pulo! E se “este amigo” demonstrar que não é indiferente ao seu interesse?
Pode ser que surja aquele velho clássico: a amizade que vira amor...
Será mesmo que a amizade vira amor ou o amor já existia ali inconscientemente escondido e disfarçado de amizade?
Será esta a receita para o amor: o interesse aliada a intimidade?
Será que não somos nós que escolhemos amar, e sim o amor que nos escolhe?
Seja como for, não há explicação ou lógica. Simplesmente acontece.



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