segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Uma Visão Errada Diante da Transexualidade



Quando você pensa em travesti, você já vê logo o lado sexual da história, você não imagina que tem travestis que estão nas universidades e nas escolas técnicas se formando, sendo profissionais liberais, tendo profissões autônomas. Essas nunca constam nas estatísticas ou nos números que aparecem. A prostituição não é de todo má, mas nós podemos ter outras formas de ganhar a vida. As pessoas precisam abrir o leque e nos ver de uma forma mais ampla, caso contrário seremos sempre marginalizadas não só por nossa culpa, mas também por culpa do Estado. Se as travestis tivessem uma escola sensibilizada e acessível, tivessem familiares conscientes, que respeitassem a sua orientação sexual e identidade de gênero, elas iriam estudar e viver com a família ao invés de sair de casa. A travesti que está na rua, na prostituição, ela não precisaria ter nome e nem sexo. Ela é completamente abstrata, um instrumento de prazer, que prova e dá prazer. Muitos homens entendem que na prostituição elas estão nesse contexto. É esse meu desabafo, a forma como somos vistas por maioria na sociedade, como um objeto do prazer, indivíduos promíscuos de sexo fácil com tendência a prostituição. Só queremos mais respeito e os nossos direitos como qualquer  ser humano.

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